sexta-feira, 4 de março de 2016

Do olho azul

Na trama do olho azul
fechei meus olhos para não ver
que o que mais queria estava frente a mim
e eu não deveria ter.

Fez- se chuva, vento e trovão.
Fez-se tempo novo
raio de luz na escuridão.

Os céus sabem de tudo,
nós que não sabemos ver.
Me calo pra ver se Te escuto,
tímida tentativa de não esquecer.

De não esquecer que sou menos o que penso,
e muito mais que imagino.
Mais o que sinto e
mais ainda o instinto.

Não como reativa,
mas como fonte primária
da minha própria essência
em nada arbitrária.

O que somos flui em veia aberta,
que parte e retorna sempre ao coração.
Como a grande bomba da vida,
muito além da nossa limitada razão.

Consciência, eu diria,
para fazer Renascer,
Reconcilar o eu, o nós e quem sabe, ver Deus.

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