quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

À mãe

Uma vez ouvi:
"Ouvido de mãe sempre reconhece chamado de filho".
Assenti com a cabeça.
Só fui entender uns anos depois.

Quando mais precisei: ventou.
Quando ainda não tinha entendido o sentimento: ventou.
Quando quis alguém pra sorrir junto: ventou.

Não é o ouvido que reconhece, é o coração
que é onipresente.

A cada vento um sorriso,
um afago,
uma lágrima.

Ventemos
como a mãe ensinou.

E como bons filhos,
nos mantenhamos atentos e a disposição do seu chamado.

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