sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ainda te faço

Um dia ainda te faço um Rap.
Um dia bem que dizia :"queria te guardar".
Te desenhar em letras, linhas...
ponto a ponto a te criar.
Em um poema que te fosse cabível,
tocável, quem sabe até amável.
Por que eu sempre quis te atingir,
ver em você um outro jeito de sorrir
para mim.

(Mas, isso é vaidade, engulo a seco).

Eu queria ter um pedaço de dia, de rotina,
de coisa nossa no teu mundo.
Coabitar esse espaço intenso e corrido.
Queria ser parte de algo.
A parte leve, sim, mas a queria ter aguentado as pesadas, também.

A gente só tem o que pode e merece ter.
E tivemos o nosso torto, o nosso nada.
(Abençoado seja)
Que o tempo afasta, mas é cedo pra dizer que a memória apaga.

Um dia ainda te faço um Rap,
jogo umas verdades tantas, tontas
e saio mais leve.
Torcendo pra que chegue até você,
quem sabe até dê o "repeat".
Da mensagem.
Da mensagem.

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