quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sobres os dias estranhos.

Dias em que a poeira fica se escondendo pelos cantos.
É estranho mesmo depois de tanto tempo todas as músicas de amor,
aquelas que invadem fortalezas, que quebram armaduras,
que mostram coragem,
que dialoga com a minha forma de sentir,
essa coisa toda de um "ser sentimental".
Que eu esqueço que sou.
Essas músicas que falam de um amor que eu entendendo.
É.

Todas essas músicas.

Todas elas.

Todas.
Me lembram você.

Estranho né?
Eu podia lembrar do olhar mais apaixonado que recebi, e que não foi teu.
Podia lembrar da primeira vez que me senti completamente vulnerável ao coração
e que me desconcerta até hoje.
Podia lembrar de mim mesma, do meu amor próprio que sempre foi maior que tudo.

Mas eu lembro de você.
Mesmo não sendo mais nada,
nem em energia, nem em pensamento, nem em sentimento
tu te conservaste em música para mim.
Mas, por quê?
Se nunca vai voltar,
se você decidiu que nada tinha sido como na canção,
se eu lembro o que é óbvio que amores são para canções, filmes, arte.
Tudo que seja abstrato, intocável, não huamano, não real.

É idiota de mais.
Mas até o Projota acertou dessa vez:
"Amores fracos não merecem o meu tempo."
.

Um comentário:

  1. Comecei a escrever um comentário e o google travou ¬¬ se ele chegou fica sendo um complemento, rsrsr

    A música é impressionante! As vezes estamos ouvindo uma canção em determinado momento e pronto, ela vai ser vinculada a esse momento pra sempre! Isso acontece muuito comigo, as vezes recordo até de cheiros e sensações de um momento só pro ouvir uma música. é incrível.
    Adorei o texto!
    P.S: Estava vendo uns comentários bem antigos no meu blog e me deparei com um seu e ele me trouxe de volta até aqui, adorei! Olha só
    http://decifrandopordeiselima.blogspot.com.br/2010/01/longe-de-casa.html#comment-form

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