sábado, 17 de agosto de 2013

De Deus


Tem dor que a gente não entende. Tem dor que a gente nem sabe que sente.
Tem dor que parece que espera a gente cair. Tem dor que parece que espera a gente levantar.
Tem dor que fortalece nossa alegria. Tem dor que apaga toda alegria vivida. Tem dor que te impulsiona. Tem dor que te para. Tem dor. Tem tanta dor. Por quê? Ainda que sorriamos e estivermos felizes tem dor que não respeita isso. Tem dor que que parece tortura Nazista, aquele pequena gota caindo no centro da testa sem parar e você ali todo amarrado sem poder fazer nada. Essas dores são imbecis, são frutos de situações tão mesquinhas que não é fácil acreditar que ainda consigamos senti-la. E quando a gente acha que não chorou o suficiente? Quando tem a sensação de que não sofreu o suficiente? "Deixa estar" até quando? A gente vive,de um jeito ou  de outra a gente vive. Você vai encontrar outras pessoas, vai sorrir, vai até amar o mundo, os outros, a vida. Mas a dor sempre arruma um jeito de se fazer presente.Até quem realmente exercita o desapego e vai vivendo outros ares para si mesmo, por que merece, por que precisa, por que amar a vida é seu maior amor... De repente ela vem. Tem dor que faz questão de ser inconveniente, de ser inútil assim como quem a incitou. A gente tenta avançar e fica feliz de verdade, se sente no caminho certo e de repente se olha no espelho e vê no reflexo a rachadura feita pelo outro. Você sabe que não te pertence, sabe que está no espelho, no reflexo, no que não é você e ainda assim dói. Parece loucura algo tão ridículo doer. E você se sente batendo com dedo mindinho na quina da cama. É ridículo, mas dói.  E despertamos o nosso lado ridículo o qual venho descobrindo e o valorizando mais ultimamente. E todos doem por alguma coisa. Aquele que quer fazer da sua felicidade vitrine na verdade só quer disfarçar a dor de saber a verdade, de não se reconhecer na felicidade singela e espontânea que gostaria. Aí inventa essas felicidades interpretadas, cria o personagem feliz, forte, confiante e de fora pra dentro se força a ser assim.Mas sofre, mas sente a dor de não se reconhecer nas fotos, nos sorrisos forçados, no ideal de sonho, de vida que ele mesmo inventou. Um dor pode ser o suficiente para entristecer uma vida. E ainda assim a escolha é nossa, sofrer é opcional, ainda que ela venha... que ela insista... A gente vira a cara e deixa ela falando sozinha, igual gente inconveniente que só fala merda. Deixar a dor pra si mesma e buscar nela uma maneira de lidar com os motivos pelos quais ela ainda dói. O resto? Deixa na mão de quem sabe.

""Pois é, não deu
Deixa assim como está, sereno
Pois é, de Deus
Tudo aquilo que não se pode ver
E ao amanhã a gente não diz
E ao coração que teima em bater
Avisa que é de se entregar o viver."

:)

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