segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sobre um outro nós.


"E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado." Tati Bernardi

Gosto de você. Gosto mesmo. E gosto muito da gente juntos, do que nos tornamos. Quem diria que depois de tanto tempo seriamos o que somos hoje!? Acho que soubemos aproveitar o que tinhamos de melhor e esquecer a tentativa falha de sermos algo além de amigos. Aconteceu algo muito maior do que amor, do que beijo, do que carne e disso tudo nos desapegamos. Permanecemos sempre ligados de alguma maneira pela empatia, por uma energia sutil que sempre nos cercava e nos matinha por perto.Uma força que acredita que devemos ficar sempre assim: juntos. Bonito não? Romantizado de mais, mas para escrever sobre nós acabo encontrando palavras no caminho e pensamentos que deixam nossa história tão simples - que nem consigo identificá-la como história- com ar de poesia. Pois, viver é prático já pensar sobre o que se vive é de alguma maneira abstrair para melhor entender. E percebo nossa "história" assim: com caminhos que poderiam levar a outro lugares ou a lugar algum, mas que resolveu manter-se em contrução mesmo sem percebemos e estamos aqui sendo sei-lá-o-que, apenas sendo despretenciosamente nós. Nos encontrando hoje numa relação com um quê de amizade dessas que não precisam de explanação em lugar algum, que não precisa ficar saindo junto e se abraçando em fotos nem batendo no peito dizendo "esse é meu amigo". Mas sim uma relação em que simplesmente conversar, se apoiar e rir um pouco é o suficiente. E do nosso jeito descobrimos uma maneira discreta e bem peculiar de ser assim: nós. Idependente de cabermos na classificação de amigos ou não.E nessa história de um não-amor  e algo tipo-amizade cabe um perfeito "falizes apara sempre", mas isso é uma questão complexa de mais para quem vive um dia após o outro na plenitude de ser o que se é a cada momento em que nos esbarramos. Na nossa simplicidade e despretenção não há por que nos preocuparmos com o futuro, nem com as classificações, nem com os outro caminhos a serem tomados se é que serão tomados. Na nossa estranha relação o segredo é simplesmente... viver. E que continuemos assim vivendo, por que viver é antes de tudo deixar acontecer como é para ser, assim como vem sendo conosco que assim meio sem querer acabamos descobrindo um outro nós.

Um comentário:

  1. Nossa que lindo o texto! :)
    Obrigada por passar lá no blog e seguir, estou seguindo aqui também !
    E adorei a dica do filme, já vou procurar e baixar ou alugar - não sei.
    hehe.

    beijos e continue assim!

    ResponderExcluir

Vai, deixe sua pegada por aqui.;)