terça-feira, 27 de novembro de 2012

Finge e vai.

 
"Finge que é chuva e deixa molhar.
Finge que vento e deixar ventar.
Finge que o fogo e deixar queimar.
Finge que é lágrima e deixa rolar."

Deixa chover e levar tudo que tiver que ir, deixa limpar, deixa sofrer para depois sorri.Deixa ventar o vento da mudança.Deixa tocar a pele e trazer a bonança.Chega de desviar a esperança, de negar a possibilidade de sonhar.Deixa o fogo ser fogo e simplesmente queimar.Deixa incendiar tudo até o fim das consequências.Depois constrói outra coisa, outros sentimentos, outros relacionamentos, outros alicerces.Depois é depois e ponto.Deixa doer, finge que doeu.Deixa essa lágrima rolar, deixa isso ai que de alguma forma te prende escapar por entre os dedos.Deixa isso tudo crescer, deixa ser maior que você.Para andar para frente precisamos nos libertar de tudo aquilo que nos prende lá trás.Quando não temos forças reais para encarar a vida de frente, a gente finge.Vira artista, vira palhaço e finge que sabe brincar com a dor, finge que sabe poetizar a ferida e romantizar a rotina.Se a gente não tem forças a gente cria, nem que seja na base da mentira, da ilusão e do conto de fadas.Só se vive vivendo, disfarçando... brincando de ser forte até ser forte de verdade.Então esquece.Viva tudo na carne e quando cansar, e que seja em breve, se não houver forças não exite: finge e vai.Por que a vida não espera o dia em que você vai perceber que toda projeção sua sobre si mesmo é apenas você de uma maneira que não consegue se encarar.A vida não espera, ela passa por você querendo ou não.Então relaxa: finge e vai.

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