quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ao redor.

Sentada no chão pensava nas responsabilidades da vida: no muito trabalho e pouco dinheiro, muitos seguidores no orkut e twitter mas poucos amigos para lhe atender e apoiar.Sua mãe ligando toda hora para ver se está bem mas olhava a sua volta e se via sozinha, se sentia sozinha.Seus irmãos?Foram cada uma para um canto e seu pai trabalhando como sempre, tinha sempre de haver tempo para os outros logo menos tempo para os de casa.Tinha 20 e poucos anos e estava ali no auge da sua liberdade e da desilusão.Era fim de tarde e resolveu ir caminhar na praia, afinal era a única coisa barata que podia fazê-la sair de casa naquele momento.Sentou na areia e chorou , por dentro, se sentiu num profundo abismo entre tudo que sempre quis ter e a ilusão de como se sentiria.Mas de fato, não conseguia chorar, parecia até um colapso de depressão daqueles secos, que eclodem sem ninguém ver quando percebe-se está assim como ela.Perdida e solitária.Foi quando subitamente parou de sentir a si mesma para sentir o mundo, sentir toda energia que estava presente.Olhando ao redor foi se sentindo menor, foi se sentido uma peça dentro de uma quebra-cabeça complexo feito de vidas, cores, sim sim energias...de todo o tipo.O vento soprando, a onda batendo, o sol indo embora e um menino a correr.Pois é, no meio de sua quase meditação apareceu um menino, e passou a orbservá-lo e viu tamanha surpresa dele perante as coisas do mundo. Tinha sede de aprender, de sentir, o toque na areia, a água geladinha tudo era motivo para sorrir, ou não gostar, mas era tudo muito novo e ele parecia entusiasmado com esse mundo nosso.E ela se sentiu impotente diante a tantas forças maiores, como a própria vida.E deixou se levar pedindo força e equilibrio para viver melhor, não queria conquistar tudo por conquistar.Tinha um coração para seguir e tinha de ter maturidade para crescer.Fechou os olhos e repensou na sua vida:seu trabalho era estressante mas fazia o que gostava e no fundo no fundo valia a pena, seus amigos não eram ruins, só estavam se desencontrando de mais, sua mãe tentava e conseguia se manter presente mesmo com a distância de alguns quilômetros, seu pai...a esse tinha aprendido a viver de outra maneira mas sempre que pôde estava junto, seus irmãos?Não há distância maior que o afastamnento dos corações, o resto a gente se vira.Pronto, percebera que estava tudo em seu devido lugar, era ela que tinha se deixado ausente por alguns instantes.Descobrindo a força da vida, e o que ela tinha feito para si mesma sentiu-se renovada e mais leve, pronta para viver melhor a sua vida, viver melhor esse mundo tão grande, tão cheio de possibilidades.E bastava querer e não deixar desencantar-se pelas belezas do mundo como a rotina tinha lhe feito.
_Filho, vem logo já esta tarde!Pára de brincadeira...Deixa de bobagem, pára de mexer na água...Chega!Vamos para casa.
Mal sabia a tal mãe que dessa forma só iria cortar as asas do pequeno anjo, que crescendo com essa sede de viver poderia realmente voar.Como ela....Ela agora estava pronta para alçar vôo de novo.

2 comentários:

  1. E descobrir o verdadeiro sentido da vida aos poucos, na prática! Assim que tem que ser, acho que perdemos muito da nossa essência, num sentido amplo, com a correria e vida moderna, nos afastamos muito de quem gostamos, e pouco olhamos a necessidade que é ter as coisas simples, que é onde encontraremos todo um imenso valor, e o nosso valor.

    Lindo teu texto, beijos

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  2. oi linda, aparece no final do vídeo o nome da sortuda, Ligia Talassi...
    Qto às mandalas em cd, móbiles e incensários 25, e de parede 20.
    Bom FDS...
    bjokas...

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