terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cores do vento.


'Se acha que eu sou selvagem
você viajou bastante talvez tenha razão
mas não consigo ver mais selvagem quem vai ser
precisa escutar com o coração
Coração...
Se pensas que esta terra lhe pertence,
você tem muito ainda o que aprender
pois cada planta, pedra ou criatura
está viva, e tem alma, é um ser.
Se crer que só gente é seu semelhante
e os outros não têm o seu valor.
Mas se seguir pegadas de um estranho,
mil surpresas vai achar ao seu redor.
Já ouvi um lobo uivando para a lua azul?
Será que já viu um lince sorrir,
e é capaz de ouvir as vozes da montanha
e com as cores do vento colorir...
e com as cores do vento colorir.
Correndo pelas trilhas da floresta,
provando das frutinhas o sabor,
rolando em meio a tanta riqueza
nunca vai calcular o seu valor.
A lua, o sol e o rio são meus parentes,
a garça e a lontra são iguais a mim.
Nós somos tão ligados uns aos outros,
neste arco, neste Círculo Sem Fim.
Ah, a árvore aonde irá,
se você a cortar nunca saberá.
Não vai mais o lobo uivar para a lua azul,
já não importa mais a nossa cor.
Vamos cantar com as belas vozes da montanha,
e com as cores do vento colorir...
Você só vai conseguir desta terra usufruir
se com as....
cores do vento....
Colorir.'
Pocahontas.

Um comentário:

  1. Certas pessoas são ignorantes e tem a imaginação bloqueada.
    Pelo poema, muito mesmo.

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