sábado, 23 de maio de 2015

Já devia.

Com tantas noites em casa,
com tantos momentos reflexivos.
Com tanto início de pensamento,
de poema, de música, de sentimento.

Com tanto cheiro que lembra, que comove, que esquece.
Com tanto lápis na mão frente ao papel em branco.
com tanto "criar nova postagem".
Com tanta ideia, refrão,
hiki esquecido.

Com tanto tanto.
Eu já devia ter escrito um livro.
É.
Já devia.

Fica pra próxima.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ainda te faço

Um dia ainda te faço um Rap.
Um dia bem que dizia :"queria te guardar".
Te desenhar em letras, linhas...
ponto a ponto a te criar.
Em um poema que te fosse cabível,
tocável, quem sabe até amável.
Por que eu sempre quis te atingir,
ver em você um outro jeito de sorrir
para mim.

(Mas, isso é vaidade, engulo a seco).

Eu queria ter um pedaço de dia, de rotina,
de coisa nossa no teu mundo.
Coabitar esse espaço intenso e corrido.
Queria ser parte de algo.
A parte leve, sim, mas a queria ter aguentado as pesadas, também.

A gente só tem o que pode e merece ter.
E tivemos o nosso torto, o nosso nada.
(Abençoado seja)
Que o tempo afasta, mas é cedo pra dizer que a memória apaga.

Um dia ainda te faço um Rap,
jogo umas verdades tantas, tontas
e saio mais leve.
Torcendo pra que chegue até você,
quem sabe até dê o "repeat".
Da mensagem.
Da mensagem.