domingo, 30 de novembro de 2014

Para não dizer adeus.

Escrevo pra te esquecer.
Pra te apagar.

Talvez.

Escrevo para te tirar de mim.
Pra te reduzir à letras alfabéticas.

(...)

Mentira.
Escrevo pelo o contrário.
Não posso me enganar.

Escrevo para não te deixar ir embora
da minha lembrança falha,
da minha afeição,
da minha vontade imensa de ter te feito mais feliz possível.

Antes de transformar-te em palavras.Precisei reviver você,
É por isso que escrevo agora,
e talvez até daqui algum tempo.

Quero te reviver.

Escrevo para não esquecer.
Como já fiz tantas outras vezes sem perceber.

Escrever é materializar para que não se perca no tempo,
para que as pessoas de alguma forma saibam,
que eu amei, que eu chorei, que eu sorri.

Escrevi para chorar menos a dor da perda,
e toda vez que me lembro do imenso vazio
me vem em palavras
e graças à elas dói menos.

Me dói menos saber que posso fazer poesia
da vida,
do que perdi,
do que amei,
do que amo.

Ainda que não sejam boas é tudo que eu tenho.
É a forma mais sincera e simples de viver sempre o que foi bom.
E agora tem sido você,
há algum tempo tem sido você.
Mas, até quando?



sábado, 1 de novembro de 2014

Sr. Caótico.

Te conheci sorriso,
te conheci barba
olhos de amêndoas,
e mais sorriso.

Te conheci sem sotaque,
com referência paulistana
e surpresa de natalidade baiana.

Te conheci com nariz entupido.
Com o coração rodado,
com histórias na mala
e crianças lindas.

Te conheci voz,
poesia,
fotografia
e relatório.

Te conheci mesmo sem te conhecer.
Te conheci das quebradas,
mas quebrado mesmo é esse título.
Quebrado e bonito como toda imperfeição do homem.
E foi assim que você quase se apresentou uma vez.

Cheio de caos e
seja pelo motivo que for
me disponho a ajudar a bagunçar, encontrar e harmonizar.

Pois, te conheci antes de tudo: menino.
Nos olhos, no sorriso e no coração.
E quem deixa um menino na mão?
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