sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sobre o sopro



Ei, você!
O que faz para sorrir assim bonito?
É... Tipo essas fotos que parece até de artista , sabe?
Como faz?
Como faz para ser bonita assim?
Reluzente, espontânea, parece até de mentira.

Sabe o que é...
É que as vezes a vida se acinzenta,
e queria saber como ficar sempre colorida assim como você.
Que no sorriso tem luz e nas mãos tem leveza.
Como pode além de tudo, ser tão artista?
Que fique claro: parabéns, hein, isso é cada vez mais raro hoje em dia.

Mas é que tá difícil por aqui...
Acordando sempre amassada, às vezes até mais animada.
Nem sempre mau humorada.
Usando roupa quase nova no dia-a-dia.
Às vezes bate esse ânimo, mas no geral...
É que fica monótono se olhar e  ver sempre aquele mesmo sorriso,
ver a face cansando ao longo da semana e as palavras sumindo por que...
Ah sei lá por que.

Viu, só?
Eu também não sei.
Queria apenas que os dedos corressem pelas teclas como crianças livres no campo,
como borboleta voando num dia ensolarado.
Queria folhear o caderno até chegar no meu baú secreto
onde as palavras preciosas quiséssem se refugiar.
Queria minha lapiseira travessia para convidá-las a sairem,
a surgirem, e até nascerem quem sabe?

Mas, olha, aqui tá difícil!
Tá difícil deixar fluir, as vezes parece que o alfabeto sumiu
e deixou apenas o nada, se é que o nada se deixa em algum lugar ou no lugar de alguma coisa.
Não, por favor, não quero que se sinta pressionada a me ajudar...
Acho que queria apenas desabafar um pouco.

Mas agora já é hora,
e esse pouco que me estrapolou me denuncía...
Me apela, cadê aquele sopro?
Aquele que dizem que guardamos dentro de nós, o tal sopro da vida?
Se alguém o vir por ai, avise que estou a procura!
Mas para garantir no espelho deixarei o recado, quem sabe ele apareça por lá:
Desce mais muitas doses de poesia, POR FAVOR!
Grata.

domingo, 5 de maio de 2013

Eterno sim.


Como pode eu sempre relutante as eternidades, a essa ilusória sensasação de que "será assim pra sempre", hoje sinto-me atropelada por toda essa eternidades que por mim passou.É olhar pra frente e perceber todos os olhares antes já dados como estão presentes no agora, nesses olhos que parecem apenas orgânicos s enão fossem o que por eles vejo.Vejo uma realidade que só se apresenta para mim através do que já vivi, do que já olhei, de como já olharam para mim.Meu desapego é só aparente, eu sei ir embora mas não sei dizer adeus de verdade.Não sei esquecer.Não posso esquecer.E não quero esquecer.Tudo que vivi faz parte do que sou hoje. Cada suspiro que passou na verdade ficou em mim, ficou eternizado na lemmbrança.Cada quase-amor tinha gosto de passagem, mas volta toda vez que a vida resolve mexer no passado.Descobri ano passado que sou péssima em despedida, por que despedida para mim é quando não quero partir e nem sei se vou voltar.E eu de fato não sei é dizre adeus de verdade.Tavlez meu desapego seja por que de alguma forma conservo tudo que vivo numa memória tão real que sinto na pele, no pulsar do sangue pelo corpo e nos batimentos do coração.A cada olhar, a cada sorriso, a cada eu te amo tem um monte de outros eu te amo junto.Por que a gente não apaga o que viveu, mas acho que é justamente por não dar esse adeus que sei como ir embora. O que é verdadeiro fica, disso nunca duvidei.Mas hoje, sei que o amor eterno é aquele que ao lembrar deixa um gosto bom na boca, um sorriso leve de canto de rosto e a vontade de viver mais do mesmo, sem ser o mesmo.Superamos adversidades, adquirimos experiência com a dores, decepções e frustrações.Por que não podemos então conquistarmos felicidades, acumulando- as? Não como uma competição pela quantidade, mas de uma maneira a melhor lidar com os devios de caminhos que a vida faz, quase sempre- assim- de repente. Mas acho que deveria haver um aviso caso alguém resolvesse inconscientemente (pode isso, Arnaldo?) a desenvolver esse tipo de memória.Deveria piscar uma mensagem no nosso cérebro que apertasse o nosso coração dizendo: "O ministério da saúde adverte: guardar cada momento com todos os sentimentos envolvidos, é arriscado a viver sempre no meio de uma confusão arriscado a nunca se saber exatamente o que se quer ou até quando vai durar". Eterno sim.E altamente arriscado também. Pois, basta um segundo de nostalgia para desestabilizar todo o presente, para no segundo seguinte ter de refazê-lo também na sua plenitude.O presente não entra em competição com o passado, muito menos o contrário. A vida é a experiência das possibilidades e o afeto tem maneiras particulares de se expressar, por isso um sintimento nunca será ilgual ao outro ou passível de compração. Nessa estranha linha do tempo o que importa é o que vale apena agora: viver, lembrar, sonhar...