sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ela só quer...

só pensa em namorar...  ♪
 Essa já nasceu com as asas prontas.E digo mais: essa já nasceu pronta.Pronta para se olhar no espelho e não deixar sobrecair os julgamentos hipócritas alheios sobre si, pronta para respeitar a si mesma e ao seu jeito de ver e estar no mundo.Nascer já sabendo se respeitar é para poucos e ela sabia muito bem como se sentir.Estar entre as pessoas não era amedrontador a não ser quando queriam ultrapassar o limite que ela sabia como ninguém estipular.Ela aprendeu a se conhecer e descobriu seus limites e como demarcá-los em todas as suas relações.Não, ela não era perfeita- longe disso, mas buscava se respeitar e ser respeitada sempre. Sua postura não era para ser notada, ao menos não sempre, mas sim de alguém que se conhecia o suficiente para não deixar se enganar por qualquer bobagem alheia, qualqer olhar interesseiro, sorriso falso, ou pior: cantada barata. Se se envolvia é por que sabia que manteria e distância necessária sentimental e fisicamente para não mahcucar ou outro e não ser tratada como idiota. Idiota é o que ela realmente não era. E sabia que até os erros mais bobos, como algumas- poucas- mensagens sentimentais em momentos desnecessários, as pessoas inúteis que já beijou, entre outras fizeram parte de um momento bem dela, e que era legítimo e aprendeu a não se arrepender mais e passou a se divertir com isso. Quem a vê sente que com ela as coisas parecem fluir, parecem que não há pressão alguma para nada acontecer. Tudo que vem vai, e a vida é isso: fluxo. Seu equilibro está em se permitir receber e saber partir, pois é sempre ela quem parte mesmo. Ao menos é assim que os outros a vêem, talvez não percebam as coisas que ficam quando ela parte, como a própria dor das ausências acumuladas por ter sempre que partir. Mas isso não importa pois sempre surge com um novo sorriso mais forte e ainda mais dela, mais ela. Por que se reiventa sempre ao se reafirmar como livre. Entendendo que a vida é mesmo a arte do encontro embora goste cada vez mais do desencontros tão rotineiros e às vezes. Ah! Como gosta! Por que partir é marcar duas vezes a mesma relação, o mesmo amor: marca quando chega e quando se vai, talvez ela acredite que essa é a melhor maneira de eternizar algo. E a possibilidade das novas experiências sozinhas, acompanhadas, aqui ou acolá mas todas as possibilidades pertencentes a ela lhe enchem os olhos. Egoísmo? Não sei, não sei se posso julgar alguém pelo simples fato dela ser completamente apaixonada. Alguns a julgariam de leviana por puro desconhecimento ou preconceito, pois se tem uma coisa que ela preza nessa vida é o valor das coisas, das pessoas e dos momentos e por isso mesmo não pensa em controlar o seu tempo de duração. Às vezes reza pedindo a eternidade mas nunca pede para secar o rio quando ele precisa passar de baixo da ponte. E de cima dela ela vê, ainda que com dor no coração, ele seguir. Isso por que não deixa de perder sua paixão, sua relação firme de um amor com certeza divinal. Quando se encontra com uma menina dessas ela só quer e só pensa em namorar: a vida. E para tê-la por perto não pode se esquecer disso a nenhum instante, mas também não pode viver com medo. Respire - a vida é curta de mais para sofrermos por atecipação. E calma. Ela saberá, se for preciso, como dizer adeus e ainda sim vocês quererão ficar sempre um na vida do outro ainda que de outras maneiras.Mas isso já é outra história...



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sobre um outro nós.


"E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado." Tati Bernardi

Gosto de você. Gosto mesmo. E gosto muito da gente juntos, do que nos tornamos. Quem diria que depois de tanto tempo seriamos o que somos hoje!? Acho que soubemos aproveitar o que tinhamos de melhor e esquecer a tentativa falha de sermos algo além de amigos. Aconteceu algo muito maior do que amor, do que beijo, do que carne e disso tudo nos desapegamos. Permanecemos sempre ligados de alguma maneira pela empatia, por uma energia sutil que sempre nos cercava e nos matinha por perto.Uma força que acredita que devemos ficar sempre assim: juntos. Bonito não? Romantizado de mais, mas para escrever sobre nós acabo encontrando palavras no caminho e pensamentos que deixam nossa história tão simples - que nem consigo identificá-la como história- com ar de poesia. Pois, viver é prático já pensar sobre o que se vive é de alguma maneira abstrair para melhor entender. E percebo nossa "história" assim: com caminhos que poderiam levar a outro lugares ou a lugar algum, mas que resolveu manter-se em contrução mesmo sem percebemos e estamos aqui sendo sei-lá-o-que, apenas sendo despretenciosamente nós. Nos encontrando hoje numa relação com um quê de amizade dessas que não precisam de explanação em lugar algum, que não precisa ficar saindo junto e se abraçando em fotos nem batendo no peito dizendo "esse é meu amigo". Mas sim uma relação em que simplesmente conversar, se apoiar e rir um pouco é o suficiente. E do nosso jeito descobrimos uma maneira discreta e bem peculiar de ser assim: nós. Idependente de cabermos na classificação de amigos ou não.E nessa história de um não-amor  e algo tipo-amizade cabe um perfeito "falizes apara sempre", mas isso é uma questão complexa de mais para quem vive um dia após o outro na plenitude de ser o que se é a cada momento em que nos esbarramos. Na nossa simplicidade e despretenção não há por que nos preocuparmos com o futuro, nem com as classificações, nem com os outro caminhos a serem tomados se é que serão tomados. Na nossa estranha relação o segredo é simplesmente... viver. E que continuemos assim vivendo, por que viver é antes de tudo deixar acontecer como é para ser, assim como vem sendo conosco que assim meio sem querer acabamos descobrindo um outro nós.