segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Olhar

De dentro temos limites certeiros.
Não se pode imaginar o entorno das fronteiras,
um passo atrás e expandimos os limites:
Já não estamos sozinhos.
Outro passo e esbarramos em diversos outros nós,
não iguais mas ainda assim semelhantes.
A cada passo atrás percebo o olhar como um corte
que depende de nossa relação com as tais fronteiras.
Fronteiras que a cada passo se mostram tão frágeis,
revelando a segurança de um olhar de dentro,
de saber aonde se está e até onde se é.
O que começa determinado e para alguns, determinantes
pode se revelar como um sistema complexo
 repleto de outros recortes-olhares.
E quem podia imaginar?



sábado, 12 de outubro de 2013

Calados

Há quem considere eles assim.
Há por ingenuidade, por ignorância, por interesse.
Por que eles são sempre os outros.
E o lugar do outro se faz assim distante,
em referência a aquele que o denomina assim.

"Dar-lhes voz"- disse alguém,
alguém que nem sempre percebe que isso já é calar.
É o dono da fala que aponta o outro como sem voz.
Revoltante.
Negar a voa do outro para disseminar a sua própria voz.
Angustiante.
Negar o silêncio do outro para negligenciar a própria surdez.

"No meio do silêncio tinha um sintoma,
tinha um sintoma no meio do silêncio.
No meio do sintoma tinha uma denúncia,
tinha  uma denúncia onde só se ouvia silêncio.
No meio do silêncio tinha um ouvido,
tinha um ouvido surdo no meio do silêncio."

Surdos.
Dêe-lhes ouvidos sensíveis,
por favor.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Dos gostares

Gosto do sol e da praia.
Gosto de brisa e das ventanias descabidas.
Gosto da manhã preguiçosa e do fim de tarde igual.

Aprendi a gostar da chuva, e do seu barulho quase aconchegante.
Mas aconchegante mesmo é a música e a companhia.
Que pode ser escolhida por você mesmo e que pode ser a ti mesmo.
Aprendi a gostar pelo fascínio que me ocorre ao notar as gotas na janela,
a paisagem distorcida, as cores presas em cada pequena gota.
É o mundo grande refletido, recriado em cada pequeno mundo de água,
da lágrima divina, completando seu ciclo  caindo por terra mas por todos nós.

Aprendi a gostar dos dia nublados e dos cinzentos também.
Fui gostando e me apegando cada vez mais a esse jeito meio sinestésico de ser.
As cores desbotadas, o mar às vezes turvo a blusa de flanela e aquela tristeza bonita.
Aquela melancolia que vem de mansinho e te deixa quieto o suficiente pra se conhecer ainda mais.
São os dias dos silêncios, por mais barulhentos que sejam.
São os dias da introspecção, do olhar pra dentro, do dormir só para curtir o sonho que poderá vir.
São dias de lembrar os dias ensolarados e esperar os dias chuvosos, feliz e esperançosa.

Gosto da cachoeira e do calor.
Gosto de rede e de mormaço.
Gosto da noite agitada e do corpo igual.

Mas gosto mesmo da vida calmaria, sem pressa do que virá.
Cada segundo importa, cada segundo se morre e se vive.
De amor e por amor, melhor assim.

domingo, 25 de agosto de 2013

O que não sei dizer.

De repente surge um


                  hiato.


Hiato quase poético.
Quase bonito.
Quase feliz.

Na maresia trazida pelos pensamentos
eis que surge um


hiato


.

Desculpa não sei dizer.
Não sei como explicar.
O que se diz sobre um vazio bem no meio de algo que você nem sabe o que é?
Imagina:
Uma confusão.
Tudo embaçado, leve, mas embaçado.
De repente...

O que?


Hiato.


Como se fala sobre isso?
Como se pensa sobre isso?
O que é isso?

E de repente você pensa:
"Que me devolva inteira."
Quero voltar inteira.

E tem como voltar menor?
E tem como sair menor de um encontro?
E tem como sair menor de um vazio?

E meu hiato assim se preencheu.
Continuou sendo um hiato.
Mas agora eu nem reparava mais que em volta estava tudo embaçado.

sábado, 17 de agosto de 2013

De Deus


Tem dor que a gente não entende. Tem dor que a gente nem sabe que sente.
Tem dor que parece que espera a gente cair. Tem dor que parece que espera a gente levantar.
Tem dor que fortalece nossa alegria. Tem dor que apaga toda alegria vivida. Tem dor que te impulsiona. Tem dor que te para. Tem dor. Tem tanta dor. Por quê? Ainda que sorriamos e estivermos felizes tem dor que não respeita isso. Tem dor que que parece tortura Nazista, aquele pequena gota caindo no centro da testa sem parar e você ali todo amarrado sem poder fazer nada. Essas dores são imbecis, são frutos de situações tão mesquinhas que não é fácil acreditar que ainda consigamos senti-la. E quando a gente acha que não chorou o suficiente? Quando tem a sensação de que não sofreu o suficiente? "Deixa estar" até quando? A gente vive,de um jeito ou  de outra a gente vive. Você vai encontrar outras pessoas, vai sorrir, vai até amar o mundo, os outros, a vida. Mas a dor sempre arruma um jeito de se fazer presente.Até quem realmente exercita o desapego e vai vivendo outros ares para si mesmo, por que merece, por que precisa, por que amar a vida é seu maior amor... De repente ela vem. Tem dor que faz questão de ser inconveniente, de ser inútil assim como quem a incitou. A gente tenta avançar e fica feliz de verdade, se sente no caminho certo e de repente se olha no espelho e vê no reflexo a rachadura feita pelo outro. Você sabe que não te pertence, sabe que está no espelho, no reflexo, no que não é você e ainda assim dói. Parece loucura algo tão ridículo doer. E você se sente batendo com dedo mindinho na quina da cama. É ridículo, mas dói.  E despertamos o nosso lado ridículo o qual venho descobrindo e o valorizando mais ultimamente. E todos doem por alguma coisa. Aquele que quer fazer da sua felicidade vitrine na verdade só quer disfarçar a dor de saber a verdade, de não se reconhecer na felicidade singela e espontânea que gostaria. Aí inventa essas felicidades interpretadas, cria o personagem feliz, forte, confiante e de fora pra dentro se força a ser assim.Mas sofre, mas sente a dor de não se reconhecer nas fotos, nos sorrisos forçados, no ideal de sonho, de vida que ele mesmo inventou. Um dor pode ser o suficiente para entristecer uma vida. E ainda assim a escolha é nossa, sofrer é opcional, ainda que ela venha... que ela insista... A gente vira a cara e deixa ela falando sozinha, igual gente inconveniente que só fala merda. Deixar a dor pra si mesma e buscar nela uma maneira de lidar com os motivos pelos quais ela ainda dói. O resto? Deixa na mão de quem sabe.

""Pois é, não deu
Deixa assim como está, sereno
Pois é, de Deus
Tudo aquilo que não se pode ver
E ao amanhã a gente não diz
E ao coração que teima em bater
Avisa que é de se entregar o viver."

:)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Democracia forjada


      O que eu mais detesto na nossa democracia é essa bendita liberdade que inventaram para nós. Liberdade vigiada, dissimulada, hipócrita. Democracia hipócrita. As vitrines nos mostram um coisa: nossa liberdade de escolha nos leva para o mesmo lugar, para o mesmo padrão, para a mesma estética, para aquilo que eles escolheram como o ideal. Tantas lojas com o mesmo estilo, com a mesma cara. Inventaram que a diferença está nos detalhes para disfarçarem nossa tremenda igualdade, igualdade não mesmidade. Somos falsamente os mesmos, temos gostos diferentes, vivências diferentes, temos culturas diferentes, temos visões de mundo diferentes, temos um reconhecimento social diferente (inclusive por aqueles que elegeram o tal padrão). E em meio a tanta diferença quiseram que buscássemos a “igualdade”, essa “igualdade” também forjada para disfarçar toda injustiça causada pelas nossas diferenças reais, mas para amenizarem o estrago que eles mesmos causam nos dão como paliativo o tal “poder de escolha”. Não sei como as pessoas não acham ridículo. Por que é sim, bem ridículo de tão cara-de-pau. Se buscamos um pouco mais de nós mesmos em algo, se optamos por seguir nossos princípios até o fim, se levamos nossos valores diferentes daqueles pregados de maneira interesseira a todos os lugares e situações somos radicais. Por que o ponderado é o ideal. Mas esse ideal me parece tão leviano, flexível o suficiente para se deixar levar pelas circunstâncias sem perceber que pode inclusive estar indo contra o que acredita, ao que defende, ir contra a si mesmo. Nossa liberdade serve a penas para escolheremos aquilo melhor lhes convém, pois são eles que nos dão as opções. Mas se optarmos por algo realmente melhor para nós, para o coletivo somos estranhos, extremistas, sonhadores, inocentes e por aí vai...
         Essa é nossa democracia inventada, forjada para cacete que nos armou direitinho nossa arapuca para acreditarmos nessa tal “liberdade”. Nos venderam valores e princípios que servem exatamente para eles, para eles se alimentarem do sistema através de nós. E eu não aguento mais isso. Enquanto eu puder, quanto mais eu souber eu vou fugir disso.Fugir de tudo para buscar a mim mesmo, meus valores, minhas marcas, meu rosto, minha crença,minha essência.E ter o direito de levá-las aonde eu quiser, sem ofender a liberdade alheia claro. Privado e público definidos, mas eu serei por inteira. Pois esse negócio de ser neutro é para quem não sabe o que é de verdade e ainda dá fora para a maioria opressora em qualquer nível/situação. Quero minha liberdade respeitada culturalmente, socialmente, politicamente. Chega de hipocrisia e falso moralismo! Democracia pra quem?
(10/08/2013 ; 00h20)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Pra alegrar o meu dia

Vem me ver sol, vem! Enquanto ele não vem, teu calor talvez consiga amenizar esse frio aqui dentro de mim.
É o frio que se foi do calor que vinha de um fogo que era de palha. Quem podia imaginar? Eu não podia.
Me ajuda a sorrir mais do que já venho sorrindo.Quem  disse que nossa bateria não se recarrega com energia solar? A minha eu sei que sim. Então vem.Apareça.Quero te sentir nos braços, como meu eterno companheiro, apaixonada por ti sempre. Num lugar quase sempre de pessoas e corações cinzentos tu é Rei.Seja Rei, seja tudo, mas seja, por favor, seja. Mas venha. Ilumine, aqueça, sue, ame. Toque as pessoas, talvez elas só precisam ser tocadas por alguém puro, e eu agora só confio em ti. Em ti por que és natural, por que és real, por que tua intensidade é sincera de mais, por que está sempre aí, nos guiando de um jeito ou de outro. Nos ajudando a passar os dias e os anos. Sem você calendário pára e a vida fica impossível. Cientificamente impossível. Poeticamente vazia, intragável.Sou solar, sempre fui. Tu és astro rei, eu sou seguidora, admiradora, sonhadora. Brilha para nós e POR nós. Meu suor que transborda é a resposta da tua presença. Enquanto aquele não vem, venha você. Mas bem que eu queria ele assim como quase me veio: despretensioso, desarmado, espontâneo, forte como a tua presença. Sou de fogo, sou de sagitário, sou solar como já disse. E não posso deixar que os dias passem frios, ainda mais na sua presença. Obrigada por me ajudar a continuar escrevendo sempre, assim como escrevi uma música estudando matemática na sétima série, eu me lembro que tinha um rastro seu lá. Ah... Sou tão grata a você, por simplesmente existir e permitir que tudo isso exista. Sabes que estou bem, sei que não se preocupas. Quando me tocas te sorrio com toda paz e luz que pode existir, não sei por que, só sei que é assim. Confia em mim por que confia na tua própria força, e sabe aqueles que contigo se identificam não tem de ter a mesma energia, a mesma força e luz. Ao menos que busque isso. Foi também contigo que aprendi que "A poesia prevalece". Mas meu caro, eu repito enquanto ele não bagunçar meus dias, minha rotina e minha cabeça, venha você me confortar, aquecer, bronzear e enobrecer. Enquanto ele não se decide , enquanto ele não vier tranquilo e confiante, venha você me ver. Para alegrar o meu dia.
:)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Tempestade de pensamentos


          Eu gosto de tempestades e ventanias. Tenho medo do pós, do estrago, das pessoas, do que resta.Mas ao que resta eu rezo.E de resto eu me entrego. O brinquedo preferido da pracinha era o balanço, estar lá em cima pronta para despencar, e balançar e balançar...Eu estava sempre no controle e o vento cada vez mais forte. E fazia mais força e ia mais alto, mais forte e mais alto e mais vento. Rir daquela bagunça alastrada pelo vento, até o frio era feliz, eram indícios de que a menina ia gostar do que devasta. A decepção talvez seja o maior tombo, mas já me era sabido que nos enganamos o tempo todo para arriscarmos algo que te dá inúmeros indícios de que não vai dar certo. A gente paga pra ver, a vida é assim. A gente fica suscetível  a qualquer bobagem que nos diga para ficar, quando na verdade sabemos que de certo é a hora de partir, ou pior de nem começar. E ficamos. MAS ficamos. E assumimos o risco doentio de não ser feliz, ou pior de construir e alimentar sua própria decepção, sua própria infelicidade. Deixar minha racionalidade para arriscar o futuro, -não suspira, isso não é romântico é burrice. Não é medo do amor, nem dos relacionamentos, ou sei-lá-do-que, é apenas previsibilidade e sim as pessoas são previsíveis, não se engane. Mas nós somos conquistados por essa ideia que nos venderam de "destino", de "instante", de "romance"... E tantas outras tolices sobre o amor que nos foram vendidas... Sim vendidas.Por que nesse sistema queridos, o romance dá muito dinheiro, ouso afirma até que existe uma "indústria do amor", pronta para te vender falsas ideias, te alimentar com essas ilusões, te vendem livros, filmes, roupas, adereços, restaurantes, mimos, te mostram tudo isso, enchem sua cabecinha de ideias e esperam você cair na realidade e descobrir que o amor não é nada disso, e que ninguém sabe o que é. Mas calma que eles não são assim tão cruéis até por que se fossem não seriam tão vitoriosos nessa arte de ludibriar, eles te vendem o problema, a angústia, a carência, mas é claro que eles te vendem a solução, o  prazer da liberdade, o novo amor, a nova redenção. E eles vivem disso, de inventar problemas e soluções pois assim eles ganham dos dois jeitos. E você?
               Pois é...Comecei falando das ventanias e tempestades... Conheci o pior sentimento que se poderia sentir por alguém, por que pela primeira vez conheci a decepção. E a gente sabe que por mais que achemos que saibamos alguma coisa a gente sempre ouve as vozes internas erradas, os conselhos errados e por mais que sejamos prudentes somo humanos o suficientes para sermos tolos. E, hoje, eu entendo que viver é isso: assumir sua tolice. Deixa devastar, por mais que doa, por mais que você diferente de mim não goste do vento forte nem de tempestades, você precisa deixar as coisas partirem. Depois que as coisas foram feitas é deixar a vida se encarregar do resto! Todos nós precisamos aprender de verdade com as nossas experiências e com a dos outros, as pessoas precisam parar de inventar que "agora dessa vez vai dar certo", cara não vai. E se der certo vai dar de qualquer jeito então relaxa, vai viver sua vida de verdade construir sua independência emocional, financeira para não se sentir menor sem ter alguém, para não ficar tão vulnerável a essa indústria dos apaixonados por dinheiro, que vai fazer você comprar as ilusões e os antídotos contra as desilusões também. Busque sua autonomia de verdade, e não se iluda nossa época não é mais propícia a pessoas autônomas e independentes, mas está muito mais propicia a pessoas que estão iludidas em serem assim. Mas não desanime se concentra no teu melhor, ouça quem realmente te ama e sabe que quer seu bem, e busque manter-se limpo. Limpo de rancores, limpo de ideias levianas, limpo de coração, limpo de mente, limpo de espírito. Limpo para si, para ser capaz de viver uma vida plena, que inclui saber aceitar que haverá diversos altos e baixos e toda pitada de loucura plausível entre nós mortais. Por que somos assim humanos tolos, mas não precisamos nem devemos ser capacho de ninguém, nem de falso amor, nem de indústria, nem de bobagem alguma. De gente leviana e interesseira corre, mas corre mesmo. Por que o perigo é maior do que se pensa, é tão grande que muitos deles não tem a mínima noção de que são assim e vestem mesmo a carapuça do bonzinho e do sincero. Coitados, foram comprados por essa indústria também. Então não se engane, a cada nascer do dia se encare no espelho e pense em que tipo de pessoa você quer ser, pense na essência, no interior, e observe o que te impede de ser o que se quer e principalmente de ser o melhor de si. E busque a si mesmo todos os dias, ainda que você fuja, ainda que você esqueça, ainda que o furacão apareça. Busque-se por que no fim das contas você só terá a você mesmo antes de dormir, você só terá você para responder pela sua consciência, pelos sonhos frustrados, pelos erros e acertos. Cuide-se, por que é melhor ter uma boa relação com quem realmente você passará a vida inteira junto. Ou procure se recuperar o mais rápido possível das tempestades, ou faça como eu: busque aproveitar cada momento da devastação por que reconstruir-se é bem melhor!


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Com amor, sóquenão.



Amor, 
Escrevi teu nome na areia
para te marcar só enquanto 
a onda não chegar.

Jurei lá em cima do morro
meu amor por você,
para ser justificável
quando o vento levar.

Te amei no escuro do meu sentimento,
com a desculpa da vida ser inconstante
saciei apenas minha ilusão
sem pudor pedindo um forjado perdão.

Só foi intenso por que foi finito.
Se foi honesto talvez tenha sido até bonito.

E se eu tivesse escrito isso
você acreditaria.
e se eu voltasse atrás,
quem primeiro fugiria?

Ponto sem nó
era o que eu sentia.
Depois sem dó 
percebeste que era tudo que a gente seria.

Nó dado, amor passado.
Já escrevo outro amor,
desses de embalar bombom
que vai pro lixo logo após a última mordida,
leviana e inventadamente sofrida.

E assim sigo minha intensa impulsão
em viver tudo, como bem quiser.
Superficialmente...
Sem buscar saber o que realmente é.
 ...

Sim, acreditaria.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Meu sopro.



Quando acho que as palavras não virão mais...
Quem sabe se virão...
Não tem jeito, tu sabes o jeito de me tocar.
Tua poesia me encanta, teu circo me invade, teu teatro me fascina, tua música me leva...

Sempre.
Me leva, sempre.

Até quando meu coração cansa do amor.
Até quando me falta energia para escrever.
Até quando me falta sensibilidade.
Até quando me falta sonhos.
Principalmente quando em faltam sonhos.

Me encanta como sempre faz a poesia prevalecer.
Me invade com tua arte circense mexe com meu sagrado e minha besteira.
Me fascina num jogo cênico que só inspira e instiga essa sina que é nossa.
Me leva...Se veste de vento e me leva como vaga-lumes a voar perdidos.

Quando eu esperava a vida se manifestar.
Quando eu estava esperando... nada.
Quando eu estava a mercê.
Quando eu simplesmente estava.

Descobri como quem descobre a energia que te equaliza.
Descobri como quem descobre o segredo, a senha, a resposta.
Descobri como quem descobre o amor ao lado.
Descobri como quem olha pro espelho.
Como quem descobre o óbvio.

Meu sopro.
Vocês.

"Vou armar minha rede na nuvem..."

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sobre o sopro



Ei, você!
O que faz para sorrir assim bonito?
É... Tipo essas fotos que parece até de artista , sabe?
Como faz?
Como faz para ser bonita assim?
Reluzente, espontânea, parece até de mentira.

Sabe o que é...
É que as vezes a vida se acinzenta,
e queria saber como ficar sempre colorida assim como você.
Que no sorriso tem luz e nas mãos tem leveza.
Como pode além de tudo, ser tão artista?
Que fique claro: parabéns, hein, isso é cada vez mais raro hoje em dia.

Mas é que tá difícil por aqui...
Acordando sempre amassada, às vezes até mais animada.
Nem sempre mau humorada.
Usando roupa quase nova no dia-a-dia.
Às vezes bate esse ânimo, mas no geral...
É que fica monótono se olhar e  ver sempre aquele mesmo sorriso,
ver a face cansando ao longo da semana e as palavras sumindo por que...
Ah sei lá por que.

Viu, só?
Eu também não sei.
Queria apenas que os dedos corressem pelas teclas como crianças livres no campo,
como borboleta voando num dia ensolarado.
Queria folhear o caderno até chegar no meu baú secreto
onde as palavras preciosas quiséssem se refugiar.
Queria minha lapiseira travessia para convidá-las a sairem,
a surgirem, e até nascerem quem sabe?

Mas, olha, aqui tá difícil!
Tá difícil deixar fluir, as vezes parece que o alfabeto sumiu
e deixou apenas o nada, se é que o nada se deixa em algum lugar ou no lugar de alguma coisa.
Não, por favor, não quero que se sinta pressionada a me ajudar...
Acho que queria apenas desabafar um pouco.

Mas agora já é hora,
e esse pouco que me estrapolou me denuncía...
Me apela, cadê aquele sopro?
Aquele que dizem que guardamos dentro de nós, o tal sopro da vida?
Se alguém o vir por ai, avise que estou a procura!
Mas para garantir no espelho deixarei o recado, quem sabe ele apareça por lá:
Desce mais muitas doses de poesia, POR FAVOR!
Grata.

domingo, 5 de maio de 2013

Eterno sim.


Como pode eu sempre relutante as eternidades, a essa ilusória sensasação de que "será assim pra sempre", hoje sinto-me atropelada por toda essa eternidades que por mim passou.É olhar pra frente e perceber todos os olhares antes já dados como estão presentes no agora, nesses olhos que parecem apenas orgânicos s enão fossem o que por eles vejo.Vejo uma realidade que só se apresenta para mim através do que já vivi, do que já olhei, de como já olharam para mim.Meu desapego é só aparente, eu sei ir embora mas não sei dizer adeus de verdade.Não sei esquecer.Não posso esquecer.E não quero esquecer.Tudo que vivi faz parte do que sou hoje. Cada suspiro que passou na verdade ficou em mim, ficou eternizado na lemmbrança.Cada quase-amor tinha gosto de passagem, mas volta toda vez que a vida resolve mexer no passado.Descobri ano passado que sou péssima em despedida, por que despedida para mim é quando não quero partir e nem sei se vou voltar.E eu de fato não sei é dizre adeus de verdade.Tavlez meu desapego seja por que de alguma forma conservo tudo que vivo numa memória tão real que sinto na pele, no pulsar do sangue pelo corpo e nos batimentos do coração.A cada olhar, a cada sorriso, a cada eu te amo tem um monte de outros eu te amo junto.Por que a gente não apaga o que viveu, mas acho que é justamente por não dar esse adeus que sei como ir embora. O que é verdadeiro fica, disso nunca duvidei.Mas hoje, sei que o amor eterno é aquele que ao lembrar deixa um gosto bom na boca, um sorriso leve de canto de rosto e a vontade de viver mais do mesmo, sem ser o mesmo.Superamos adversidades, adquirimos experiência com a dores, decepções e frustrações.Por que não podemos então conquistarmos felicidades, acumulando- as? Não como uma competição pela quantidade, mas de uma maneira a melhor lidar com os devios de caminhos que a vida faz, quase sempre- assim- de repente. Mas acho que deveria haver um aviso caso alguém resolvesse inconscientemente (pode isso, Arnaldo?) a desenvolver esse tipo de memória.Deveria piscar uma mensagem no nosso cérebro que apertasse o nosso coração dizendo: "O ministério da saúde adverte: guardar cada momento com todos os sentimentos envolvidos, é arriscado a viver sempre no meio de uma confusão arriscado a nunca se saber exatamente o que se quer ou até quando vai durar". Eterno sim.E altamente arriscado também. Pois, basta um segundo de nostalgia para desestabilizar todo o presente, para no segundo seguinte ter de refazê-lo também na sua plenitude.O presente não entra em competição com o passado, muito menos o contrário. A vida é a experiência das possibilidades e o afeto tem maneiras particulares de se expressar, por isso um sintimento nunca será ilgual ao outro ou passível de compração. Nessa estranha linha do tempo o que importa é o que vale apena agora: viver, lembrar, sonhar...

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ela só quer...

só pensa em namorar...  ♪
 Essa já nasceu com as asas prontas.E digo mais: essa já nasceu pronta.Pronta para se olhar no espelho e não deixar sobrecair os julgamentos hipócritas alheios sobre si, pronta para respeitar a si mesma e ao seu jeito de ver e estar no mundo.Nascer já sabendo se respeitar é para poucos e ela sabia muito bem como se sentir.Estar entre as pessoas não era amedrontador a não ser quando queriam ultrapassar o limite que ela sabia como ninguém estipular.Ela aprendeu a se conhecer e descobriu seus limites e como demarcá-los em todas as suas relações.Não, ela não era perfeita- longe disso, mas buscava se respeitar e ser respeitada sempre. Sua postura não era para ser notada, ao menos não sempre, mas sim de alguém que se conhecia o suficiente para não deixar se enganar por qualquer bobagem alheia, qualqer olhar interesseiro, sorriso falso, ou pior: cantada barata. Se se envolvia é por que sabia que manteria e distância necessária sentimental e fisicamente para não mahcucar ou outro e não ser tratada como idiota. Idiota é o que ela realmente não era. E sabia que até os erros mais bobos, como algumas- poucas- mensagens sentimentais em momentos desnecessários, as pessoas inúteis que já beijou, entre outras fizeram parte de um momento bem dela, e que era legítimo e aprendeu a não se arrepender mais e passou a se divertir com isso. Quem a vê sente que com ela as coisas parecem fluir, parecem que não há pressão alguma para nada acontecer. Tudo que vem vai, e a vida é isso: fluxo. Seu equilibro está em se permitir receber e saber partir, pois é sempre ela quem parte mesmo. Ao menos é assim que os outros a vêem, talvez não percebam as coisas que ficam quando ela parte, como a própria dor das ausências acumuladas por ter sempre que partir. Mas isso não importa pois sempre surge com um novo sorriso mais forte e ainda mais dela, mais ela. Por que se reiventa sempre ao se reafirmar como livre. Entendendo que a vida é mesmo a arte do encontro embora goste cada vez mais do desencontros tão rotineiros e às vezes. Ah! Como gosta! Por que partir é marcar duas vezes a mesma relação, o mesmo amor: marca quando chega e quando se vai, talvez ela acredite que essa é a melhor maneira de eternizar algo. E a possibilidade das novas experiências sozinhas, acompanhadas, aqui ou acolá mas todas as possibilidades pertencentes a ela lhe enchem os olhos. Egoísmo? Não sei, não sei se posso julgar alguém pelo simples fato dela ser completamente apaixonada. Alguns a julgariam de leviana por puro desconhecimento ou preconceito, pois se tem uma coisa que ela preza nessa vida é o valor das coisas, das pessoas e dos momentos e por isso mesmo não pensa em controlar o seu tempo de duração. Às vezes reza pedindo a eternidade mas nunca pede para secar o rio quando ele precisa passar de baixo da ponte. E de cima dela ela vê, ainda que com dor no coração, ele seguir. Isso por que não deixa de perder sua paixão, sua relação firme de um amor com certeza divinal. Quando se encontra com uma menina dessas ela só quer e só pensa em namorar: a vida. E para tê-la por perto não pode se esquecer disso a nenhum instante, mas também não pode viver com medo. Respire - a vida é curta de mais para sofrermos por atecipação. E calma. Ela saberá, se for preciso, como dizer adeus e ainda sim vocês quererão ficar sempre um na vida do outro ainda que de outras maneiras.Mas isso já é outra história...



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sobre um outro nós.


"E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado." Tati Bernardi

Gosto de você. Gosto mesmo. E gosto muito da gente juntos, do que nos tornamos. Quem diria que depois de tanto tempo seriamos o que somos hoje!? Acho que soubemos aproveitar o que tinhamos de melhor e esquecer a tentativa falha de sermos algo além de amigos. Aconteceu algo muito maior do que amor, do que beijo, do que carne e disso tudo nos desapegamos. Permanecemos sempre ligados de alguma maneira pela empatia, por uma energia sutil que sempre nos cercava e nos matinha por perto.Uma força que acredita que devemos ficar sempre assim: juntos. Bonito não? Romantizado de mais, mas para escrever sobre nós acabo encontrando palavras no caminho e pensamentos que deixam nossa história tão simples - que nem consigo identificá-la como história- com ar de poesia. Pois, viver é prático já pensar sobre o que se vive é de alguma maneira abstrair para melhor entender. E percebo nossa "história" assim: com caminhos que poderiam levar a outro lugares ou a lugar algum, mas que resolveu manter-se em contrução mesmo sem percebemos e estamos aqui sendo sei-lá-o-que, apenas sendo despretenciosamente nós. Nos encontrando hoje numa relação com um quê de amizade dessas que não precisam de explanação em lugar algum, que não precisa ficar saindo junto e se abraçando em fotos nem batendo no peito dizendo "esse é meu amigo". Mas sim uma relação em que simplesmente conversar, se apoiar e rir um pouco é o suficiente. E do nosso jeito descobrimos uma maneira discreta e bem peculiar de ser assim: nós. Idependente de cabermos na classificação de amigos ou não.E nessa história de um não-amor  e algo tipo-amizade cabe um perfeito "falizes apara sempre", mas isso é uma questão complexa de mais para quem vive um dia após o outro na plenitude de ser o que se é a cada momento em que nos esbarramos. Na nossa simplicidade e despretenção não há por que nos preocuparmos com o futuro, nem com as classificações, nem com os outro caminhos a serem tomados se é que serão tomados. Na nossa estranha relação o segredo é simplesmente... viver. E que continuemos assim vivendo, por que viver é antes de tudo deixar acontecer como é para ser, assim como vem sendo conosco que assim meio sem querer acabamos descobrindo um outro nós.

sábado, 30 de março de 2013

Paris...


Queria Paris com você.Olhei pela janela e vi a luzes brilhando no vidro espelhadas nas gotas da chuva que insistia lá fora.Nunca fui a Paris mas me fizeram lembrar da famosa cidade da luz.Sonhei Paris e sonhei com você.Ali sentada olhando daquela janela para fora o mundo meio embaçado mas as luzes ali presentes, gotas são como feixos de luz, olhando de perto é tão bonito.queria uma café quente, um cachecol bonito e caminhar pelas ruas parisienses...Respirar o ar de paris e escrever.Quem sabe um amor elegante como a imagem que temos dos franceses, por que não?Mas a minha realidade era outra, eu estava ali olhando pelo vidro e fazendo daquelas gotas minha Paris.Ou as próprias gotas tomaram a liberdade de sê-la.E eram.Eram fronteira entre o mundo real externo já escurecido pela partida do sol e o real interno dentro da van que carregava varios pequenos mundo querendo chegar a  algum lugar.E meu mundo parou ali naquela luzes que a chuva tratou de espalhar quando se dividia nas pequenas gotas tocando o vidro.As pessoas podem ter passado desapercebidas, talvez eu já esteja com olhos parisienses que encontam sua cidade aonde lhes tocam a alma, lhes lembram através da sensilbidade.E ali no lugar mais improvavél, num momento quase alatório ironicamente eu estava sem você e com Paris.Um dia, quem sabe estarei os dois.

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia da poesia ♥

Para quem não sabe dia 14/03 foi o dia Nacional da Poesia, marcado pelo nascimento de Castro Alves conhecido como o poeta dos escravos.Eu tinha de passar pelo processo seletivo para o curso de formação e desenvolvimento do ator da Oficina Nossa Senhora do Teatro e não podia haver dia melhor do que o dia da poesia.Esse teste era mega importante para mim, sempre quis ser atriz e poder pisar num palco como tal seria um verdadeiro sonho, entrar para o curso era questão de vida!E fui protegida, abençoada ou somente tive sorte (o que já é muito!) em ter meu teste marcado para o dia 14/03. Eu que já havia marcado na pele todo meu otimismo e  reverência ao poder da poesia, e meu encantanto a todos os ensinamentos do plhaço-poeta-músico-artis Anitelli teria ainda mais proteção por estar passando pelo o que talvez seria um divisor de águas da minha vida.Cheguei as 14hs no Nossa Senhora, para faezr o teste que só consegui começar a fazê-lo umas 18hs, saí umas 20hs bem desanimada pra não dizer derrotada.Não tinha passado, não merecia passar, perdi minha chance, assim eu me sentia.Mas por algum motivo eu fui lembrando de alguns pontos positivos de todo o processo, fui lembrando como flashes que me davam algum tipo de luz.Isso até chegar o dia 18/03 que sairia a resposta, e bem eu mal dormi do dia 17 para o dia 18 e fiquei direto de 8horas até 14horas esperando sair a lista e depois eu falei "dane-se to com sono vou dormir".Dormi e acordei no susto meio anestesiada meio "sei lá" precisava ver a lista mas agora sem sntimento algum, pois havia realmente acordada anestesiada.Fui passando a lista que estava organizada em ordem alfabética e quanto mais eu passava os nomes mais ia caindo a ficha de que era a bendita LISTA DE APROVADOS  e voltei a ficar ansiosa e meio desesperada num misto de emoções.Juro que estava me cansando de tantos nomes coma letra A e já estava morrendo de medo de passar do A pro C.Enfim  do 1 até o 35 meu coração foi desacelerando, desacreditando, angustiando até  que:


SIM quando cheguei no 36 meu coração acelerou tanto e eu quase MORRI!Por que eu PASSEEEEEEEEEEEEI!(Toda vez que me lembro eu tenho vontade de gritar exatamente assim!)
E agora depois de tanto tempo eu sinto que 2013 realmente começou, acabou meu período 2012.2 da faculdade, agora finalmente estou de "férias", e FINALMENTE farei meu tão almejado CURSO DE TEATRO e tirarei meu DRT!! :D  A ficha ainda está caindo e a sensação é tão boa, tão linda que só posso agradecer, e pensar um monte de coisas sobrenaturais que pudessem envolver essa conquista além da meu próprio desempenho emerecimento.Cada um tem seus objetivos, seus sonhos e seu tempo, eu que não aguentava mais esperar e viver na angustia de um sonho guardado pulsando querendo explodir consgeui finalmente minha oportunidade e posso dizer que minha hora chegou e vou fazer o meu melhor para merecer esse espaço no Nossa Senhora e fazer desse pequeno passo o  iníncio de um caminho nos palcos.
Eu sempre me imaginei pisando no palco antes de uma peça cantando mentalmente "Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho.Mas eu vim d elá pequenininho.Alguém me avisou para pisar nesse chão devagarzinho."
Eu sei que é viagem, que é muita expectativa para tão pouca realidade mas sonhar não cutsa nada.E é como minha amiga Fran em seu último post, que aliás fui capaz de sentir bem o momento em que ela está passando, disse: "Mas, tudo bem.Ninguém conquista tudo logo no primeiro passo." Mas para se conquistar qualquer coisa é preciso dar o primeiro passo e isso nós já conseguimos.

Boa sorte a nós e todos que estão conquistando seu espaço e buscando sua chance de ser feliz e realizado no que quer que seja!♥

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Que seja livre.

Me dispus a viajar e fui.
Queria estar entre as nuvens e fui.
De lá de cima eu precisava de outros sonhos.
E lá em baixo as pessoas tinham rostos medonhos.

Que seja livre...

Passei por décadas em segundos,
pensei em todas a mulheres que já sofreram no mundo.
Perdi sonhos e fiz sonhar.
Entendi:Para se encarar no espelho é preciso se respeitar.


Que seja livre.

Aos sete ventos pedi.
Aos sete ventos berrei.
E de todos que me ouviram,
dos passarinhos mais gostei.

Que seja livre!

Cansada de caras torcidas,
piadas ofensivas,
e violência assumida.
É preciso dar voz a quem sempre foi educada a se calar.

Que seja livre?

Se preparem pois precisamos falar,
nossa liberdade vem primeiro a engatinhar.
Precisamos correr, ou mais depressa andar.
Que seja de cima de um balão, mas nós mulheres temos que nos emancipar.

QUE SEJA LIVRE!

Liberdade não é poder escolher,
é saber por que escolheu
e lidar com isso.
Livre desse jeito?Que sonho, deus meu...

Que seja livre.

Desce do balão sonhadora,
que teu mundo lá em baixo espera pela tua força.
Madalena, seja firme, os olhares a ti poderão ser de impostora.
Encare as pessoas, as piadas, as ofensas e o preconceito.
Ninguém disse que seria fácil.

Desce, sonhadora.
Que já está na hora de viver com os que daqui parecem pequenos.
Respira esse ar como uma fonte límpida de energia e vai.
Vai e chama mais gente contigo, que nosso caminho precisa ser demarcado.
Que muitos já morreram e sofreram para nós podermos estar aonde estamos.
E precisamos retribuir toda luta, todo sonho, todo amor.

Que seja livre.

E foi.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sonho e areia.


Coeur de Pirate me inspira.Comme des enfants me inspira sempre.Queria escrever hoje. Não sabia o que, nada nada nada.Esses dias foram chatos, desanimadores, entendiantes e principalmente desesperadores.Mas por algum motivo quis falar de sonhos e areia.Assim do nada, me vieram as palavras soltas e pedindo para serem escritas e logo depois quando me vi já estava com minha canção-musa-inspiradora entrando pelos ouvidos e movimentando meus dedos.Mas dessa vez não falei sobre meu estranho jeito de gostar das pessoas, essa coisa bem "Coeur de pirate" que me encanta, dessa vez escolhi sonho e areia.Não, me retificando: acho que fui escolhida.Talvez tenha sido o piano da música que me lambra fim de tarde, que me lembra por-do-sol, que me lembra acampamento na praia.O sonho talvez seja meu inconsciente me lembrando que há ainda muito a se fazer, a se crer.Será?-Nesses dias tão estranhos fica poeira se encondendo pelos cantos-e eu só consigo pensar nisso.
Como uma criança que vê o mar pela primneira vez, os sonhos talvez tenham o tamanho da imaginação ainda fresca, ainda solta, ainda querendo se alimentar de tudo: ar, sol, verde, céu, chão, flor...Tudo dá asas para quem só quer voar.Mas isso é quando se é criança, é quando o trabalho de "moldar", "educar", "socializar" ainda está começando devagarzinho...Quando se cresce, se cresce o medo, as frustrações, as confusões, a barreiras loucas que inventamos para nós mesmos e como areia vemos os sonhos escorrendo por entre os dedos.Não é que a areia esteja assim tão fininha incapaz de se segurar, muitas vezes nós mesmo nessa eterna mania de se auto-sabotar em algum descuido, em algum momento de insensatez abrimos de mais a mão.Esquecemos que areia para ser mais fácil de se segurar pode misturar com água, é preciso fortalecer as ligações entre os grãos, e em alguam medida é preciso embrutecer, é preciso transformar o que é solto e frágil em uma unidade forte e conciza.É preciso dar forma ao que não quer  estar sobre controle, ao que quer escapar.Se não quiser ver os sonhos escorrendo como areia, é preciso um pouco de força, de mistura, de forma para torná-lo realidade.Para os mais sonhadores, aqueles convíctos não é preciso nada disso, pois o que se controla  se limita, e perde a propriedade mais bonita do sonho: ser o que quiser, sem condições, sem restrições.Sonhos precisam ser sonhados, precisam escapar vezenquando, precisam ser soltos, precisam voar quando o vento bater.A realidade é muito dura, é muito fechada, quando jogadas em alguém asism com a areia molhada, pode machucar.É, falando assim não reolvo em nada meu problema.Talvez nem sej aum problema, ou talvez não esteja na hora de resolvê-lo.
E não mais como uma criança, eu olho para areia escorrendo, o vento batendo e não solto mais aquela gargalhada boba.Assim como tempo nos deixa pra trás, é bem triste ver os sonhos escapando também.Embora em algum sentido, essa seja a forma mais pura deles: escapando livres e desprendidos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sem jogo, sem farsa.


        Quando o assunto é sentimento eu não brinco, nunca gostei de jogunhos quando falamos de amor, ou quase.É tudo preto no branco, vamos pitando o resto na cor que pudermos pintar.Mas nem sempre sabemos o que queremos, nem sempre sentimos em preto-e-branco, como então ser sincero sem parecer uma farsa?Sem parecer enrolação ou confusão de mais?Entendo que seja difícil para quem não em conhece, ou para quem está de fora da situação, mas em qualquer relação por mais ínfima que seja eu procuro ser sincera.Quem tá junto e quem ta se aproximando sabe disso.Sabe tanto a ponto de ler no meu "talvez", no meu "não sei" toda a fragilidade que há por trás das palavras e mesmo que não entenda confia em mim, pois sabe que eu não mentiria quanto a isso.Minha sinceridade vem às vezes como tempestades, e as vezes como maresia, a intensidade vem assim como estou.Minha sinceridade cabe inclusive naquilo que não falo, naquilo que ainda não posso retribuir, naquilo que ainda me falta, seja na resposta, na segurança ou no sentimento.Hoje, estou aprendendo a lidar com o medo racional, que exprimido em palavras parece tão irracional, mas estou aprendendo...Estou tentando a cada dia que passa esquecer mais a razões- tão sem razão- e deixar o coração bater mais forte quando ouço tua voz a noite depois do trabalho, ou quando vejo sua mensagem de bom dia.Estou me deixando ser levada por toda essa coisa boba e "idiota" que envolve estar apaixonado, por mais que tenha sido muito difícil assumir isso, e agora tem sido tão inevitável!Estou tentando me permitir falar mais sem pensar, deixar simplesmente as palavras sairem como quiserem, sem tirar nem por, sem limite, sem juízo, impulsiva como minha atitude para nos conhecermos de verdade.Estou tentando ser para você aquela que realmente merece todo esse sentimento que você diz sentir e que vejo no teu sorriso e sinto no teu beijo. Por que eu quero de verdade ser aqueles momentos em que sorrimos das nossas distrações, quero ser o brilho do seus olhos quando olha nos meus, quero ser sempre tua pele arrepiada por tocra na minha.Quero fazer a você o bem que você me faz, quero sonhar seus sonhos e quero que sonhe os meus e quando não der que ao menos no fim de tarde nos orgulhemos um do outro numa conversa informal depois do trabalho.Quero ser seu suspiro de alívio depois de um dia longo, quero que sejas meu refúgio quando eu não tiver pra onde ir.Quero não saber para onde ir e você vir me buscar no meio do furacão, como você fez assim que me conheceu.Quero que tua decisão complete meus momentos de indecisão e vice-versa.Quero ser tua saudade e tua alegria, assim como quero que sejas sempre para mim.Quero ser teu "bom dia" e tua "boa noite".Mas mais do que tudo isso: quero retribuir tudo que você é pra mim, tudo que você faz por mim, quero te amar. Talvez só depois disso, eu me sinta mais inteira como mulher, como pessoa.Mesmo assim, sou inteira no que posso, e sempre me esforçando para ser mais.Não gosto de jogos, e sigo assim.Sem panos me escondendo, sem fingir meus medos, nem minhas inseguranças.Te encaro de cara limpa e se te gosto é no meu jeito torto de ser, e na minha vontade indescritível de estar ao seu lado, sempre.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Me leva?

Eu não queria mais dançar junto.Eu nem sei se queria dançar mais.Mas por algum motivo fiquei na pista, a música ainda me tocava e me convidava, e eu continuei dançando sozinha, eu precisava.Fiquei o quanto pude, pensando em tantas danças que já dancei, em tanta spessoas que já passaram, em tanta coisa que aconteceu e acontecera ali naquela pista de dança.E no meu dessa confusão de pensamentos você chegou, ameaçou a me convidar pra dançar mas preferi continuar dançando sozinha embora te desse a chance de se aproximar.Eu precisando de ar, de novas danças, de liberdade sem que ninguém quisésse me conduzir e você me apareceu.Sem nenhuma pretenção me deixei me levar por alguns segundos, não fui com você mas deixei você vir até a mim.Você sabe que eu não sei aonde essa dança junto/sozinha vai dar, você sabe um pouco da minha história ,das danças que já dancei, e mesmo assim ficou e vem ficando.Desde o início mostrei meu lado conufão e ventania, e você assumiu o risco e pediu pra ficar.Eu ainda não sei dançar a dois, estou aprendendo a lidar com isso tudo, onclusive com sua ansiedade por dançar.A pista é a vida, e nela eu preciso continuar vivendo...Ainda resisto um pouco, tenho medo confesso.Vou devagar quase parando, não é que eu não queira dançar, ou seja algum problema coma música ou por ser a dois, ou por ser com você na realidade eu estou tantando assimilar tudo que aconteceu, e agora o que vem acontecendo. De repente você me chegou entusiasmado cheio de vontade e energia, estendeu a mão e disse: "vem comigo?"Hesitei, demorei a dar o primeiro passo e agora quando percebo já estou dançando com você, talvez não com a segurança que você queria, mas muitos mais do que eu podia imagianr que conseguiria te dar agora.Eu repito; ainda não sei dançar a dois.E ainda não consigo fechar os o,lhose de peito aberto pedir " me leva".Mas só de olhar no seus olhos e ver que as coisas estão fluindo em mim e para nós consigo ao menos consigo respirar fundo e pedir por dentro: que me leve, que eu consga me deixar levar.É difícil, meu bem, eu lhe atento.E afirmo nunca foi tão difícil "entergar, aceitar, confiar e agradecer", mas acredite: eu continuo acreditando.