sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sobre pertencer.


Passar pelo mundo sem notá-lo é tão triste.Bom mesmo é passar observando a sua volta, sentindo as pessoas, sentindo-se parte, realmente pertencente aquele momento. Compartilhar as relações mais simples, como quem olha o tempo não como momento de produção mas como momento de criação.Vamos criar novos sorrisos, novas amizades, novas relações.Afinal.tem coisa mais importante do que mudar a o dia de alguém em um segundo?Ainda mais espontaneamente?Ah...Reclame menos e viva mais..
A vida não é apenas arrependimento.A vida é uma colcha de retalhos onde nossas emoções são as linhas que une o que se viveu, é o que distingue o foi bom e ruim mas os entrelaçando.Ser mais participativo na vida, significa dar-se motivos para sorrir ou invés de esperar acontecer.Ame pelo simples sentido de amar.Pois é amando cada segundo, ao menos buscando esse amor a cada instante que quem sabe assim ele virá.Olha que não digo amor, de casal não.Eu falo de amor como o sentimento máximo entre qualquer ser, aquele sentimento que nos faz repensar sobre nós mesmo e sobre como queremos construir o mundo, é olhar pro outro com menos diferença e mais sensibilidade.E quando se perguntar se deveria estar em algum lugar pense: meu lugar de pertencimento começa a partir do que eu mesmo penso, do que faço de mim e dos meus pensamentos.E quando abrir os olhos se sentirá em casa.

*Complementar ao Sem-nome.

Sem-nome

A vida não é apenas arrependimentos.Não é apenas a dor do que não foi dito, do que não foi feito, do que não foi conquistado.Num turbilhão de coisas eu encontrei você.Entre cheiros, sobres e cores, o teu foi o mais destoante, me chamou a atenção.Guardei teu sorriso na estante para eu ter um dia melhor, assim como foi com a Menina do Fernando Anitelli.Guardei, assim como quem não quer nada.Como quem procura paixões em rostos desconhecidos só pelo prazer de inventar histórias para si mesmo a todo instante.Como quem precisa de abastecer todos os dias de amores diferentes.Viver uma história de amor em um segundo.Perfeito, inesperado, intenso, finito.Intacto como deve ser.Se apaixonar por anônimos do cotidiano, gente que amanhã estará em outro lugar com outras pessoas, talvez com seu próprio amor.Não tem problema em amar em frações de segundos, problema mesmo é não amar.Problema mesmo é prcocurar sentimentos a longo prazo, se esquecendo que o que há de mais contínuo e pleno é composto por sentimentos e momentos intensos.Viro a esquina e ainda penso em você.Talvez ao fim do dia ainda pensarei em você.Mas não posso garantir de amanhecer e lembrar do teu semblante, mas tenha certeza que o que senti que tive ao te ver, isso eu nunca esquecerei.Minha memória guarda só o que importa :sentimentos, e tudo que me remete a eles.Sabe o que é mais incrível?Posso me apaixonar pelo teu rosto, por tudo que me passas e ainda assim esquecer você.O que te preserva assim como és conserva a possibilidade de me apaixonar da mesma maneira de novo e de novo, por você.Como se fosse a primeira vez.Perfeito não?
Como de costume deixo-lhe um conselho: faça como eu ame o anonimato, deixe-o assim inctacto pronto para se amado a qualquer momento, quantas vezes for preciso.O único risco que corres é você ter mudado o suficiente para não conseguir amá-lo como sempre, mas de que importa?Mudar é, também, uma chance de melhorar o que já está bom.

sábado, 14 de abril de 2012

(Fechado)

Tanto tempo, tantas horas.
O tempo passa e vai embora.
Fecho os olhos subo a guarda.
Só o vento me visita na sacada.

Janela grande e aberta.
Por trás de um gigante muro que me cerca.
Minha proteção é arranha céu.
Minha essência nem sempre é mel.

Besteira é poesia rimada.
Estrofe cantada.
Me remete a uma sonoridade infantil.
Como se a liberdade de ser criança soasse de maneira hostil.

Fecho agora a minha porta.
Quem quiser pode bater.
Não garanto prontidão.
Muito menos vontade de atender.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Pretérito imperfeito.


Queria falar sobre o sentido da tua presença.Queria de fato entender o sentido da tua presença.Queria contar a história de nós dois.Como amigos mesmo...Contar como tudo aconteceu...Rir de bobeiras só nossas, falar dos nossos amores, dos nossos dilemas, da nossa grande maluquice de termos- numa situação banal- entrado um na vida do outro.Falar de termos sorrido um para o outro.Falar de uma cumplicidade inocente que surgiu desde o primeiro encontro de olhares, aquele sem querer.Queria poder dizer que não foi por acaso que a vida nos uniu, queria que compartilhássemos alguns momentos como simplesmente superar certos medos, sabe?Olhar para o lado e sentir lá dentro uma voz gritando "obrigado'' mas susurrar baixinho segurando a sua mão.Me desculpe pelos meus exageros...pela minha intensidade que muitas vezes assusta.Eu sou assim mesmo, sabe?Quando eu sinto não consigo conter, de maneira ou de outra transborda...Me escapa.Expressividade é minha palavra de ordem.Consegue perceber agora o que tanto me fascina no acaso chamado "nós dois"?Não?Caramba preste atenção nos detalhes...você não é tão bobo quanto parece, penso até ser fingimento.Somos constraste!Somos silêncio e barulho, somos olhos que falam por tudo e boca que sorri disfarçando tudo.Sem contar que somos completamente distantes mesmo às vezes parecendo tão perto.A distância de um olhar  às vezs pode ser tão aconhegante quanto desesperadora.Queria simplesmente não ter passado pela minha cabeça um bilhão de pensamentos e pelo meu coração um bilhão de sentimentos...Queria história de cinema, escrita sem querer sem pensar...Mas sabe qual o problema?Talvez não seja para ser assim, talvez não seja nada disso.Talvez seja apenas eu de novo enfeitando minha realidade de mistério para vê se ganha alguma graça.Talvez não..Mas eu queria mesmo era tirar essa dúvida.Sair desse pretério imprfeito e passar para um futuro fascinante.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Infinitivo


Quanta luz.
Quanto a luz...
Ah... deixa para lá.
Deixa apagar.

Deixe-me colorir.
Deixe nossa cor rir.
Deixe a cor ir.

Aquilo que resiste.
Aquilo que insiste.
Aquilo que existe.

Sopre ou deixe soprar.
Barco no mar é para marear.
Entrou na roda é para dançar.
Ninguém obriga ninguém a ficar.