domingo, 9 de dezembro de 2012

Tempo de mudança.


Santa Bárbara.Santa dos ventos e tempestades.Gosto mesmo é de encará-la como Inhasã.Paro fecho os olhos e sinto.Sinto todos os ventos ventando dentro de mim, sinto o vento de fora bagunçando o cabelo e refrescandoa pele.A vida é um eterno movimento, é um caminhar que não se sabe ao certo de onde vem nem para onde se vai.Incógnitas.Num fluxo inconstante de relações, expriências e  vida eu deixei de sentir algumas coisas para voltar a sentir outras.Sentir que as raízes mais uma vez se fortificam, mas uma vez vão entrando na terra e fincando no solo.Não é que minha alma esteja presa, é apenas o reencontro comigo mesma.Há um ano e meio mais ou menos fui fazendo esse caminho de retorno, hoje o repito de forma diferente, talvez nem seja o mesmo caminho mas está me levando ao mesmo lugar que pode não ser o exatamente o de antes mas que continua sendo o mesmo: eu.Nunca tive medo de vento nem ventania.Nunca gostei de ar condicionado no carro, abro a janela e deixo ventar, deixo a natureza, o movimento da vida entrar em contato, se fazer presente.Na vida?Pode ventar...deixa bagunçar...deixa balançar as folhas para que a secas caiam, deixa também cair o frutos podres, deixa ver até onde tua raíz te mantém firme.Deixa a tempestade vir e o tempo fechar.Fica na janela vendo o chuva cair brutalmente, tão forte que chega a doer.Tempestade de destrói, que devasta mas que abre espaço novos caminhos, novas vidas, novas perspectivas.Tempestade que limpa a alma, a mente, os corações e os corpos.Ultimamente tenho pensado muito na palavra "deixa".E vinha sentindo muito a necessidade de me deixar levar.Hoje, não tenho tanto pois não consigo mais me prender diante da vida, das possibilidades.Eu simplesmente deixo, é maior do que eu, mais forte.Pensando melhor...Talvez não...Talvez eu deixe por que isso sou eu, não é mais forte nem maior, tem a força e intensidade eu carrego em mim, teem minha cor, minha luz minha dimensão...Quem sabe?Uma coisa é certa; não se pode fugir de si mesmo, não se pode prender-se de si mesmo.É como o tempo: quanto mais se corre mais ele vem atrás.Por falar em tempo espero que Kariós se apresente um dia desses e faça companhia a Aión que vem caminhando comigo a um bom tempo...Tempo.Olha ele ai de novo!Tempo que escapa, que se vive ou que se conta.Uma coisa linda é se pensar num tempo da poesia, como assim o vi pelos olhos de outro...E é nesse tempo que espero que as coisas aconteçam à você, como aconteçeram para mim.Enquanto isso vou vivendo as tempestades e ventanias, agredeço pela horna em meu nome e pelo nascimento perto de uma data tão importante.Dia 04/12 foi dia da rainha dos ventos deixo entre outras coisas um enrome agradecimento e adimiração pelo que representa e pela força que tem.Pois, não tem como eu não pensar em mudança, pensar em mim sem me lembrar dela.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Finge e vai.

 
"Finge que é chuva e deixa molhar.
Finge que vento e deixar ventar.
Finge que o fogo e deixar queimar.
Finge que é lágrima e deixa rolar."

Deixa chover e levar tudo que tiver que ir, deixa limpar, deixa sofrer para depois sorri.Deixa ventar o vento da mudança.Deixa tocar a pele e trazer a bonança.Chega de desviar a esperança, de negar a possibilidade de sonhar.Deixa o fogo ser fogo e simplesmente queimar.Deixa incendiar tudo até o fim das consequências.Depois constrói outra coisa, outros sentimentos, outros relacionamentos, outros alicerces.Depois é depois e ponto.Deixa doer, finge que doeu.Deixa essa lágrima rolar, deixa isso ai que de alguma forma te prende escapar por entre os dedos.Deixa isso tudo crescer, deixa ser maior que você.Para andar para frente precisamos nos libertar de tudo aquilo que nos prende lá trás.Quando não temos forças reais para encarar a vida de frente, a gente finge.Vira artista, vira palhaço e finge que sabe brincar com a dor, finge que sabe poetizar a ferida e romantizar a rotina.Se a gente não tem forças a gente cria, nem que seja na base da mentira, da ilusão e do conto de fadas.Só se vive vivendo, disfarçando... brincando de ser forte até ser forte de verdade.Então esquece.Viva tudo na carne e quando cansar, e que seja em breve, se não houver forças não exite: finge e vai.Por que a vida não espera o dia em que você vai perceber que toda projeção sua sobre si mesmo é apenas você de uma maneira que não consegue se encarar.A vida não espera, ela passa por você querendo ou não.Então relaxa: finge e vai.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Despedida.

E quando acabar?Não sei, acho que só restará o vazio da sua ausência e o frio sem teu calor.Certas coisas não se esquecem e nem foram feitas para se esquecer.E eu?Não me esqueço e nem quero.Foi esse calor que derreteu  o gelo em que as palavras estavam inatas dentro de mim.Eu queria agradecer, mas não sei como.Estou longe da sua maestria, ainda falta muito para eu chegar a algum lugar, se é que há algum lugar a se chegar.Mas enquanto isso agradeço te sorrindo e admirando pela simplicidade, pelo desprendimento e pelo calor.Talvez mestres sejam aqueles que, sem perceber, de alguma maneira nos tocam e nos ajudam a desabrochar sobre algum aspecto.Ser mestre sem a pretensão de sê-lo.E por algum momento você foi o meu.

(06/11/2012)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

De volta.


Ontem me encontrei com as palavras.Ontem me encontrei com pessoas.Ontem a espera passou.Encontrei as palavras quando encontrei quem as encantassem.Palavra e imagem.Palavra que encanta as imagens.E o que até agora era frio e gelo, esquentou e derreteu.A magia, antes falada, me soava tão desconhecida por eles e de repente sem nenhuma pretenção aconteceu através de outra pessoa.Talvez porque havia algo como olhar nos olhos, talvez pela simplicidade, talvez pelo calor que era o mesmo daqueles que se sentiam tocados.Não importa o motivo o importante foi que aconteceu.E enquanto alguém as encantava lá na frente, me encantava também.Era maestro, artista, poeta.E quando me vi estava aqui de novo a tentar poetizar a poesia de outra pessoa.
(08/11/12)

sábado, 3 de novembro de 2012

Coração de pirata


Ele quis pegar na minha mão, mas sem querer pegou meu coração.Sem ar tentei buscar , mesmo sem forças, um motivo nos seus olhos para eu estar tão feliz.Havia tanta coisa escondida neles, que eu não consgeui acompanhar.Pegou minha mão e me levou.Não fomos dançar, nem para um parque bonito. Você me levou pro seu sonho, para um lugar em branco que pudéssmos colorir juntos.Não era amor.Ao menos não dessa forma como nós vemos por ai.Era uma sintonia indescritível.Dessa vez que pegou pela mão fui eu.Peguei e fui, e fomos.Fomos para o meu sonho.Montamos uma cabana num quintal, inventamos todos os animais, visitamos todas as estrelas.Abrimos os olhos e ainda estávamos ali.Um para o outro.Sorri e fui embora.Meu sonho é para se sonhar junto.Mas não para se sonhar preso, por isso fui.Um dia eu volto, quem sabe.Acumular corações e sonhos, casas e caminhos.Para eu poder voltar sempre.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Diário de bordo

    Tenho andado longe da escrita ultimamente.Quis escrever assim que  voltei, mas foi tão estranho.Era como su eu não estivesse nem aqui e nem lá, estava num tempo em suspensão, entende?Como se a relação espaço/tempo tivesse lenta e complicada de mais para mim, isso quando eu a percebia.Estava fora do ar.Por mais que não tenha escrito nada ainda, o que não marquei no caderno ou aqui com certeza marquei na alma e no coração.E essa foi a foto na estrada a caminho de Araraquara, cidade de são paulo que me recebeu e acolheu por 15 dias.
    O que eu posso dizer?Obrigada.
    Nunca me senti tão parte da estrada, do caminho e da nova cidade.Como fui sozinha daqui do Rio para lá, foi uma experiência um tanto quanto única e pessoal.Sempre quis viajar sozinha, porém dirigindo mas esse foi o primeiro passo.Estar ali sozinha e ansiosa sendo recebida por um sol abençoado já me fez ter certeza que valeria muito apena passar por 1hora de vôo, 3hs de espera e mais 2h30 de estrada.E se realmente valeu?
    Valeu tanto que a única vez que sentir real dor em partir foi quando voltava para casa.Nem sei se consigo explicar, fazia tanto tempo que não me sentia tão livre e a vontade em conhecer algo novo.Eu me abri para cidade, eu quis conhecâ-la de verdade. E para mim conhecer de verdade significa conhecer as pessoas que moram ali, o que fazem, como fazem, como falam.Falando assim parece até outro país, mas era logo ali.Não era tão diferente daqui mas era mais simples e encantador, uma cidade que te convida para ficar.
Como a tia do sorvete, que faz o sorvete caseiro mais maravilhoso que eu já comi na vida.Os meninos da Saudosa (República) que animaram nosso primeiro fim de semana com um sambinha esperto.O pessoal do grupo de pesquisa da Paula Ramos(Unesp) que foram super abertos e fofos conosco.A Escola Municipal de Dança que é simplesmente um sonho, em que crianças de escolas públicas e de baixa renda entram com 8/9 anos e saem com 14/15 ficam no contra-turno lá tendo aulas de: ballet, sapateado, capoeira, artes plásticas, teatro, internet e oficia de produção de texto.Fazem tudo isso tanto as meninas como os meninos também.Tudo isso sem as pressão da escola regular, é uma escola de arte, feita simplesmente pela arte e nada mais.A escola municipal Safiotti que mesmo sendo de uma área extremamente complicada por conta da violência, as crianças me surpreenderam de mais por serem, mesmo com tanto problemas, crianças.Crianças que guardam ainda certa ingenuidade no olhar, certa pureza no coração, senti como se houvesse uma proteção direta sobre eles, sabe?
   Como também os shows de reggae no Sesc que foram todos perfeitos, toda vez que lembro me dá uma vontade enorme de voltar no tempo, meu coração fica agitado ao mesmo tempo em que se acalma por saber que tudo foi real e bem vivido.Teve o Alamanaque, um barzinho meio boate, em que assistimos a dois shows de rock impressionantes, até bebi cerveja no auge da minha empolgação.A Esquina da Esfiha, um restaurante(?) lindo onde experimentei kibe cru e me apaixonei.Para fechar com chave de ouro teve o churrasco dos Cem dias (pra formatura).Foi maluco, intenso e apaixonante.
   Cada segundo a mais que eu passava era um motivo a mais para ficar de vez.As pessoas algumas tão interessantes que dá vontade de trazer na mala, ou então de vencer a vergonha e pedir facebook, email essas tecnologias que nos ajudam e sentir menos a distância.Na euforia de primeira vez, não quis assustar ninguém com minhas maluquices de viajante, de turista.Uma penas, pois se não fosse isso talvez tivesse conversado mais com quem queria ouvido mais história, e contado as minhas também.Mas, tudo certo.Quando eu voltar eu tiro o atraso.
    Mas nada disso teria acontecido se não fossem as meninas da Muralha (República), a Silvia e minha companheira de viagem (que chegou depois de mim) Alice.Pois se não fossem as meninas eu não teria me sentido a vontade para falar o tanto que falei, rir o tanto que ri e até beber o tanto que bebi também (rs).Se não fossem elas não teríamos conhecido tanta gente, nem ido a tantos lugares.Talvez não teria sorrido tantas vezes, nem engordado tanto, não teria me marcado tanto, não teria sido tão feliz.Perdoem o excesso de sensibilidade, mas é que eu realmente fui feliz, sem tirar nem por. Por que aquilo que não conseguimos fazer dessa vez, fica para próxima.E foi bom voltar assim com gostinho de quero mais misturado com saudades.Bom mesmo é viver as coisas no seu máximo, ir embora na melhor parte para evitar se decepcionar, ou enjoar ou simplesmente esfriar esse sentimento.Mesmo não sendo esse o caso, isso me conforta.Saber que todas as memórias que guardei foram boas.E amante da estrada como bem sou, quero mais é escrever outras histórias sobre outras viagens ainda.Mas essa terá segunda parte, terá outras histórias sobre o mesmo lugar e se deus quiser com as mesmas pessoas, e outras mais que o futuro nos reserva.Essa, vai ser o ponto de partida para todas as outras que virão.

Ps.: é numa dessa que fico ainda mais esperançosa e apaixonada pelo meu país, se é que isso é possível.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Numa fração de segundo

"Olho para cara da miséria, para cara da tristeza, pro desespero.
Não vejo nada.
Todas iguais a mim.
Todos a cara do brasileiro."

Era isso ou quase.
Me veio do nada.
Me veieram cantadas, ritimadas.

Me vieram?
Me passaram.
Pensei serem minhas, as palavras.
Mas se fossem ficariam.
Ficariam?
Não sei.

É...
Talvez ficassem.
Mas partiram.
Vieram fortes, ritimadas e velozes.
Assim como veiram me foram embora: do nada.
E eu fico por aqui, agora calada e meio vazia.

sábado, 22 de setembro de 2012

Permita-se.

Permitir-se.Eu não sei você, mas em alguns aspectos tenho bastante dificuldade nessa quesito.Sou um tanto velha de mais e bem chata, principalmente quando o assunto é vaidade, que me remete a futilidade que me faz olhar torto para coisas do gênero.Sim, eu sempre quis fazer uma tatuagem.Uma não, três.Mas que disse?Meu instinto reponsável, sério, velhoe chato não em permite, pois afinal tatuagem pór mais significativa que seja é no fundo, por vaidade.Ninguém desenha algo no corpo para ficar feio, sem se importar de não ficar bonito.Pois é já quis muuuuito fazer, mas por ser algo no fim das contas inútil e não enriquecedor, desanimei e desencanei.Mas desde sempre, desde aonde minha memória consegue alcançar, sempre quis fazer um pircing no nariz.Mas por ser de novo algo inútil nunca fiz.Mas nesses dias resolvi que ia fazer, resolvi ter 20 anos e cagar se vai me trazer algo de útil ou não, tava meio cansada de ter que dar sentido a tudo e por um segundo fiz algo quis sem me importar se era pura futilidade.Pensei que não fosse trazer nada, mas trouxe.Só o fato de sair de casa, sem ninguém saber, pegar meu pouco mais valioso dinheiro e fazer algo bobo mas que sempre quis me deu uma autonomia.Me deu a certeza de que posso ser "jovem" -sim eu uso a palavra jovem de maneira bem irônica para me referir a coisas fúteis, irresposáveis ou despreocupadas( de uma forma mais pejorativa mesmo)- repetindo: Me deu a certeza de que sim eu posso ser jovem, ter 20 anos, fazer algo idiota e me sentir bem por isso, é meu corpo, meu dinheiro e não vai passar disso.Às vezes é preciso se libertar um pouco da razão para se sentir mais autêntica e feliz. Permitir-se. Esse pirncig é meu luxo, é a parte do meu corpo em que olho esse penso "ah...que que tem eu posso ser jovem", e aí digo jovem sem problema algum, digo jovem como sou, como quem precisa de ser lembrar disso às vezes.
Meu luxo é esse, tente você também se permitir um pouco mais.Hoje, eu sei que alguns impulsos merecem ser vividos e respeitados, sem problema algum, sem nenhum julgamento.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Escrever?Pra quê?

Chato é você estar bem, vivendo coisas boas e isso não ser o suficiente para você querer gritar por ai, nem escrever num papel escondido, que seja.Espero que passe e logo.Não aguento mais essa coisa de sentir num nível tão introspectivo que nem parece que sou eu, nem parece que realmente me faz bem.Por mais que me venham mil coisas em mente nada me parece suficientemente bom para ser exposto, ser transcrito aonde quer que seja "seil, lá . Agora não que eu to com preguiça de escrever...".Que essa "preguiça" não mate a minha sede de palvras, de arte.Que essa "preguiça" não me mate, o que dá no mesmo.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Será que você...


...ainda pensa?

Vasculhando uns arquivos na minha memória, descobri que minha caixa de lembranças se parece mais com um cartório cheio de poeira e documentos antigos, inacessados e cheio de histórias, do que com um desses diários pessoas que a pessoa leva por toda sua vida.E no meio dessas histórias me veio você.Exatamente como te conheci, resmungando baixo e pelos cantos, talvez acreditasse ser um menino mau.Eu não acreditei.E logo em seguida me veio teu sorriso tão singelo e desconsertante que se você tivesse me visto aposto que riria de mim.Não sei por que me veio você na cabeça, justo nesses momentos em que você começa rir sozinha no meio do caminho de volta à casa.Talvez antes de me ver sua imagem em mente eu tenha te sentido de alguma forma, assim como te senti naquele dia.Depois daquele dia sei lá...Era em você que eu pensava, era com você que eu inventava histórias de viagens, acampamentos, sóis e chuvas enquanto você talvez nem soubesse que eu existisse.Tempos depois resolvi parar de de assistir de longe e resolvi chegar perto e chamar sua atenção nem que fosse com sinais de fogo.Inventei que sabia seu nome, que conhecia um amigo seu só para poder estar mais perto.Você ficou sem graça e riu, como quem tentava disfarçar, fingir que não estava percebendo minha tentativa fail de aproximação.Mas foi daquela conversa que surgiu várias outras até que nos beijamos.Entre um videogame e outro, nos beijamos.Taí, o motivo e o exato momento do beijo eu não me lembro.Me lembro depois do nosso jeito sem graça de lidar com a situação, um tentando fugir do olhar do outro e buscando outra coisa para ocupar o vazio que ficou com a nossa timidez.
Não sei por que estou te enviando tudo isso, eu juro que não pensava em você, nem lembrava.Mas ontem quando me veio aquela imagem daquele primeiro olhar meu para você, não resisti.Nossa memória é afetiva, hoje eu sei como.Guardei você em algum lugar bem escondido para talvez, não ficar lembrando toda hora de como foi bom e de quanto foi finito.Por mais, que eu saiba que foi bom enquanto durou e seja eternamente grata por esses momentos, eu simplesmente não consigo olhar para trás e saber que podíamos ter ido mais longe, sabe?Desculpa aparecer depois de tantos anos e te dizer tudo isso mas...Você lembra?Você pensa em mim?Na gente?No que passou?Desculpa, se parecer que quero aquele tempo de volta, mas eu queria saber como nossa pequena história te marcou, se é que marcou.Você nunca teve curiosidade em saber se eu pensava em você?Se eu guardei algo de tudo aquilo?Para mim, parece-me plausível eu vir aqui e te questionar tudo isso só para desafogar meu coração.Seja sincero, direto e educado.Se não quiser responder, não responda mas se quiser faça-o com carinho.Por mais que as respostas sejam "não", eu gostaria de ser respeitada mesmo parecendo maluquice vir aqui e revirar essa história.Me desculpe, mas foi essa história quem me revirou.Como nossa amizade-quase-romance virou pó assim do nada?Não deixou rastros nem uma poeirinha se quer na sua caixa de memórias?
Sei lá...Não é nem que tenha me dado saudade, eu queria mesmo saber o que você guardou de tudo isso, para quem sabe agora, no futuro, consigamos ser outros que não aqueles que por uma bobagem qualquer se desviou do único caminho que nos mantia juntos.Mesmo que agora queiramos continuar separados.

domingo, 12 de agosto de 2012

Ranzinza



Amar...Juro que não entendo essa mania de amor...Essa mania de achar que tudo vale a pena para amar, perder o fôlego por meio segundo...Jura?Então é isso que é amar?Esquecer de todos os outros planos, sonhos pessoas inclusive a si mesmo só para poder dizer por um momento que "amou"?Talvez eu seja mesmo seca, racional de mais, ou uma velha que sabe que esse lance de "intensidade " é muito perigoso e ilusório...Não entendo essa coisa de que as mãos suam e o coração acelera.Desculpa de novo.Eu sou cheia de respostas, opiniões e teorias sobre tudo, pensar é o que faço desde que me conheço por gente, ou bem antes até.Eu sou assim.Por mais que eu saiba que as pessoas mudam se quiser...Aí vai um aviso: Eu não quero mudar, não vejo motivo algum para mudar.E não, eu não duvido do amor.Eu o guardo aqui num lugar bem seguro em meu peito, o que eu não entendo é essa coisa de paixão, esse amor que as pessoas falam que me tem cheiro de melodrama, sensacionalismo, obsessão, doença, irresponsabilidade, ilusão...Não.Eu não fui menina desse jeito um pouco esteriotipado como está pensando.Não, nunca fiquei suspirando, sonhando, chorando, idolatrando ninguém- leia-se: nem meninos da escola, nem atores/cantores/escrotores/amigos imaginário...Imaginários talvez pois sempre soube que o que eu queria os reais nunca poderia me dar.Eu não tive essa coisa tão juvenil chamada paixão.Ninca entendi as meninas chorarem tanto lá no auge dos seus 13/14 anos por meninos que era tão...meninos.Não era amor, não era nada...Era apenas esse fogo de palha de criança, essa coisa de criar um monte de expectativa em cima de alguém que simplesmente não está nem aí, não aguenta e nem quer a resposabilidade se ser o amor da vida de ninguém.O amor que eu queria não pertecia  aquele mundo, a aquela forma de sentir e ver a vida.Por isso, talvez tenha criado inconscientemente uma barreira para o amor.Não, eu não me arrependo.Eu me conheço bem e gosto de ser racional assim.Sei que para me fazer sentir algo tem que valer a pena, tem que ser alguém que me mostre que valha a pena, não gosto por gostar, pelo perfume qualquer, pelo sorriso barato.Não.Preciso de algo real, algo menos superficial, algo que me mostre ser diferente.Simplesmente não consigo suportar a ideia de sair por ai carente, me iludindo por qualquer um, me doando a quelquer um por né "se a pessoa quer, tem que fazer e dane-se", não acredito nessa coisa de instinto animal.Para mim todo mundo tem seus desejos e suas vontades (por mais que em intensidades diferentes) e cada faz o que quer com o que sente, não me venha com desculpa esfarrapada por que traiu a namorada afinal já não transavam a um certo tempo e estava precisando.Odeio esse tipo de mimimi, e muitos outros tipos aliás.Essa coisa tão a flor da pele é só um jeito falso e ilusóirio de fazer coisas escrotas sem peso na consciência.Desculpa se eu não ponho aspas, apostos, flores, cores, qualquer coisa que minimize o peso de seus atos aonde não tem!Eufemismo nunca foi meu forte...Não fico fora do sério por coisas banais de casais, fico fora do sério com opiniões, posturas tão diferentes das minhas, mas não no sentido de "viva a liberdade" mas no sentido de "caralho como ousa me dizer isso?" Sabe...Não?É difícil mesmo pensar em ficar com alguém que funcione pelo que acredita, pelo que pensa, pelo que defende ferrenhamente.As pessoas estão tão acostumas a lidar com gente que é só dizer que ama que consegue tudo o que quiser, aqui não é assim, não sou burra, nunca fui, nunca vou ser.Para ter algo com alguém assim é preciso querer algo a mais, é preciso ser algo mais, nunca exigi perfeição mas sempre quis o diferencial, autencidade e um respeito quase divinal. E é isso que vai acelerar e desacelerar o coração dela.É isso que vai fazê-la amá-lo.Por que na realidade ela vê muito mais beleza no amor que vem acompanhado pela adimiração, do que aquele que vem cheio de desilusão e promessas vazias.No fundo é isso, ela quer sentir orgulho por quem está ao lado dela.Aliás, é no mínimo deprimente amar alguém que simplesmente não está a altura.
Para quem não sabe, eu sou ranzinza e sempre fui.Nasci velha para algumas coisas.Meu mundo cor-de-rosa foi pintado de outras cores, pela prória vida e pelas minhas próprias mãos.E repito: Não é que eu não acredite no amor é que dificilmente acredito nas pessoas.E sim, dá para ser muito feliz assim.

domingo, 29 de julho de 2012

A culpa não é sua.



Tapou sua boca delicadamente como que pede um favor e falou para ficar bem quietinha que não precisava ter medo.Havia tanta confiança entre eles que mesmo assustada obedecia.Ela não sabia ao certo o que aconteceria, mas obedeceu.Mostrou como seria a brincadeira e distraída entrou num jogo tão sujo que se sentiria assim toda vez que lembrasse.Não, não era sua culpa.Sua inocência não permitia compreender mais do que a maldade e doença daquele que a conduzia queria que entendesse.Não, não foi sua culpa também, mãe.Ninguém é educado para não confiar me ninguém, você não errou, só não podia imaginar.E guardar uma dor desse tamanho não é para qualquer um não, ela mesmo tão menina aguentou firme.No início não doía tanto, ela não compreendia, o que sentia era mais uma confusão e medo por não saber o que de fato estava acontecendo.Tempos depois foi percebendo que não era normal, que não era para ser assim.E quando entendeu preferiu morrer, quis matar de alguma forma aquilo que a atordoava, que  marcava seu corpo sua mente.Pedia para esquecer, machucava seu próprio corpo tentando tirar da carne o nojo que sentia de si mesma, do outro.Ela não tinha maturidade para suportar aquilo, ela não podia.Mas não tinha outro jeito.Ela não conhecia nada além do silêncio.Ninguém entendia seus motivos para se tornar refém do silêncio, a julgavam por puro desconhecimento.E ela?"Perdoa-lhes Pai, eles não sabem o que dizem".Não era culpa deles se não conseguiam compreender e na tentativa de quebrar os muros que ela construíra para se proteger acabavam pro se afastar.Eles a amavam, disso ela sabia.O resto?Descobriria depois que aquela brincadeira tinha mais jogadores e peças do que podia imaginar.E depois de tanto tempo tentando sarar a ferida,tentando calar o grito de socorro, chorou.Rasgou tudo de novo.Sangrou.Sofreu.Tentou durante tanto tempo tirar a culpa de tudo e todos e naquele dia descobriu a quem culpar.Naquele dia entendeu tudo, pelo menos assim acreditava.Mas nada mais importava era tudo tão complexo e devastador, que optou por calar-se para sempre, segredos são precisos por pior que sejam.Prometera nunca, nunca mesmo, contar isso a ninguém por hipótese alguma.Havia tanto sofrimento, que devia engolir a seco sua dor para diminuir a dor de quem ama.Agora era forte por si mesma, e pelos outros iria lutar pela dor de todos, era  a única forma de esquecer e honrar a sua própria.Repetiu até entender que não era sua culpa e jogaria na cara de quem fosse que nesses jogos com vidas inocentes a culpa nunca é do menor, do mais fraco.Mas agora era seu dever estar do lado de quem quisesse virar o jogo.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vó e vô.


Vó.Todo tipo de vó.As independentes, as moderninhas, as tipo "Dona Benta", as tipo "Rita Lee".Tem vó que costura, tem vó que cozinha, tem vó que faz os dois.Tem vó que viaja, tem vó na internet, tem vó que gosta que façam para ela.Tem vó que nunca teve filho, mas ainda assim é como uma avó.Tem vó que não tem papas na língua, tem vó que é um poço de doçura.Tem vó que bebe cerveja e gosta de futebol e fala até palavrão.Tem vó que é do tipo lady, que antes de ri pensa em não mostrar muitos os dentes.Por que?Por que foi educada assim.
Vô.Todo tipo de vô, também.Tem vô radical que gosta de moto, tem vô da pescaria.Tem vô que vai por no colo para ter um longa conversa sobre mulher e sobre como conheceu e respeitou sua vó, sempre.Tem vô que vai falar "meu neto?É garanhão!".Tem vô que vai brincar junto, tem vô que vai ler história.Tem vô que gosta contar histórias.Tem vô que gosta de cantar, tem vô que gosta de assobiar.Tem vô que quer ser garotão, tem vô que acha tudo muito moderno.
Não importa qual tipo seja o seu, não importa nem se foi bom ou ruim.Não importa por que de alguma maneira sobreviveram até aqui, passaram por tanta coisa, muitas vezes forma educados de maneira tão severa que acabaram repetindo os mesmos erros com seu filhos e ficaram ranzinas para seus netos.Mas não julgue, respeite.Ninguém precisa morrer de amores por ninguém, mas respeito é no mínimo essencial.Mas se gosta de seus avós, mesmo.Não da boca para fora, não como quem deseja feliz dia da vó, pelo facebook sendo que sua avózinha nem face tem.Estou falando de algo real, estou falando de ter orgulho, admiração e amor.Sabe o que é triste no envelhecer?Envelhecer sozinho.Estar envolto por sua família e ainda assim estar num canto qualquer sozinha, por que só se lembram quando é para pedir algo, ou quando é para pedir satisfação por algum erro do passado.Assim é mole, não é?Talvez esteja na hora dos filhos e netos repensarem sobre as gerações passadas, está mais do que na hora de rever seus conceitos, suas atitudes.Quem ama cuida, quem ama respeita e considera.Não importa qual tipo de vó/vô seja o seu, se você realmente se importa demonstre isso.Não estou falando de bajulação, estou falando de uma ligação inesperada, só para perguntar como está, só para mostrar que lembrou quem sabe assim ela converse sobre alguma cosia que está guardada há tempos mas achava que ninguém se importava.Talvez não saiba mas há muitos vô e vós querendo apenas conversar com alguém, se sentindo sozinhos por que sua família simplesmente não liga, está preocupada de mais cuidando de suas vidas.Não é possível que nem ao menos pare para conversar nem que seja naqueles encontros de família, se nem assim você tem algum tipo de contato sincero com eles, então algo está muito errado.Eu diria que no mínimo você deve estar sendo egoísta.Mas sabe volto a repetir não é de bajulação que estou falando é de gesto simples que mostre que você ainda se importa.Então pelo menos no dia da vó, você ligue e diga de coração "Parabéns, feliz dia da vó".Talvez você ore, talvez chore, talvez se arrependa.Mas nunca é tarde para mudar, nunca é tarde para mostrar a quem você ama que devem se sentir como tal. Por que amor não é algo que mereça estar subentendido como nas relação familiares, mas sim explicitado por que quem ama mesmo quer que o outro de alguma forma saiba de sua importância.
Eu tenho ainda hoje, graças a  deus, duas avós.Uma que é do time das que gostam de futebol falam palavrão, mas na medida do possível costura e sente bastante falta dos filhos, netos, bisnetos.E outra que há mais de um ano mora no hospital, não há problema nenhum nisso.O problema é quando não se pode mais passear junto, nem ver a qualquer momento quando ainda morava aqui.Mas isso é circunstância da vida, cada uma tem a sua, ganha a sua temos de aprender a lidar com isso.Sei que fiz o que pude por ela, pequei por ausência, como a grande maioria das pessoas.Pequei sim.Mas nunca estive longe quando precisou, nunca estive tão longe a ponto de quando estivesse perto não conseguisse sentir tua presença, tua energia tão forte por ser quem é.Espero que mais filhos, netos, bisnetos saibam valorizar seus velhinhos, cada vô e vó espalhado por esse mundão.Por que eles merecem.E nunca se esqueça que cuidar de quem cuidou do teu passado é cuidar das suas raízes para se manter firme no futuro.

sábado, 14 de julho de 2012

A thousand years?

"Anjo meu,
Por acaso descobri tua carta junto a uns papéis teus, não vasculhei nada, juro.Achei por acaso, mas como bem sabes, minha curiosidade não foi maior que o respeito pela sua individualidade.Não abri, não li.Fiquei com tanto medo do que podia estar escrito ali que mal consegui disfarçar quando você chegou no quarto.Fiz de tudo para que não desconfiasse que eu sabia da carta, afinal não sabia se iria me entregar, ou se seria uma daquelas cartas que simplesmente escrevamos mas não enviamos.Seja lá o que estaja escrito , cheguei em casa sem saber o que pensar, com as mãos geladas e ao mesmo tempo suadas.Sabe aquele medo de amar?O encontrei de novo quando pensei no que podia estar escrito ali.Me conheces como ninguém, sabe da minha enorme dificuldade em sentir, e sabe que ainda assim eu te amei.Eu venci todas as barreiras em mim e consegui sentir algo que pensava ser restrito aos romances de novelas e livros.Bom...Assim eu pensava até então.Estamos juntos há algum tempo e te amo- disso tenho certeza, mas sabe as barreiras?Então...Não sei.Será que conseguiria viver uma vida inteira ao seu lado?Ás vezes te vejo cheio de certezas que me contagiam, mas não tão reais para mim.Talvez eu seja realmente fria, ou só mundana de mais em não acreditar que simplesmente por amar alguém consigamos ver a vida apenas ao redor dela para sempre.Só não duvide do meu amor.Posso ter um jeito meio torto, meio estranho de amar, mas é meu jeito, é isso que sou.Não sei se te amarei daqui a 10 anos como amo agora.Não sei se quero passar o resto da vida presa aos teus defeitos que me incomodam tanto tentando focar apenas nas tuas qualidades.É tudo tão bonito sabe?É tudo tão fantasioso.O que ninguém conta é que é impossível amar alguém por completo, exatamente como ele é.Ninguém é perfeito, nem aos olhos de quem o ama, isso é uma grande mentira para nos fazer acreditar em finais hollywoodianamente felizes.Seus defeitos só são defeitos por que me incomodam e fazem mal a nossa relação.Mas o amor não implica em escolhermos alguém que seja perfeito ao nossos olhos, mas sim alguém que queira ser o melhor de si para encontrar e merecer o melhor do outro.É isso que me conforta.Quando dizes que me ama posso ver em seus olhos uma verdade que nunca pensei que pudesse sentir em ninguém.Quando pedes desculpas e dizes que vai mudar por nós sinto tanto amor nas suas palavras e na forma que você tem de lidar com a situação que só me resta acreditar que todos os meus medos devem ser esquecidos.Me desculpe se mais uma vez te assustei com minha tempestade de dúvidas e sinceridade.Mas assim como eu te aceito e acolho quando mostra tuas fraquezas e tuas falhas espero que aguente a responsabilidade se estar com alguém como eu.Sei que com esse tempo de relacionamento já dá para saber se realmente quer ficar comigo, só tenho medo que você se acomode e pense que está tudo certo e que não há com que se preocupar e ai quando se deparar com minhas confusões e confissões você fraqueje, tema, fuja.Por que nós mudamos o tempo todo, mesmo você achando que não, mas a única coisa que não pode mudar é o amor.Mas assim como o medo do futuro e as incertezas sobre esse mundo pensado à dois carrego minha fé.Talvez amar seja um pouco de fé, de jogar no escuro.É ter a certeza de amar e querer somente uma pessoa no mundo inteiro mesmo sem mal conhecer as pessoas do próprio bairro, é isso que sinto por você.Se te amo é  por que suas qualidades são raras  e importantíssimas para mim e seus defeitos são necessários para se viver uma história feliz mas real.Te amo pois é mais importante para mim as inúmeras vezes que me fez sorrir, que me fez sonhar do que aquelas que me fez recuar.Sabe o que mais me encanta?É a sua forma de se entregar por inteiro a esse amor e à mim, talvez seja por isso que você me faz tão bem.Deve ser por isso que passo a acreditar em coisas sentimentais, surreais de mais para mim.E é no que é real para mim que eu confio.Por que essa história de felicidade de hollywood ou da disney é tão traiçoeira como um cobra!Te ilude e faz acreditar em coisas absurdas e por fim só trás decepção.E é por isso que te amo, e seja o que for quero dividir uma vida com você.Quero felicidade na carne, no sorriso e no brilho do olhar.Quero um suspiro verdadeiro e intenso quando te olhar trêmula em direção ao altar.Quero brigar para reconciliarmos depois, quero crescer junto a você, quero construir sonhos que só cabem para dois.Quero conversas desconcertantes mas necessárias para continuarmos fortes e principalmente: nos amando.Quero noites longas e quentes.Quero seu ombro, seu coração e sua fé.Quero você.Posso até ter medo do futuro, mas é na vontade de estar junto que eu acredito e deposito minha fé, meu amor.Por que para jogar no escuro é preciso focar em si, no que acredita e no que sentes para assim se preparar pro que der e vier.É... talvez amar seja um pouco de fé.Independente do que esteja na carta quero que saiba que mesmo com os pés no chão é com você que quero voar os sonhos mais altos.

De quem resolveu ter mais coragem que receios."


*Título em referência a música Thousand years- Christina Peri.
*Carta para o remetente de I won't give up.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sobre pessoas queridas.



Um brinde àqueles que nos trazem nostalgias e saudades.Cada vez mais perto do dia do amigo, e como não funciono em datas comemorativas normais escrevo, agradeço, paparico quem eu quiser quando eu bem entender.E com meu brinde espero abarcar aqueles que cuidam de mim e que despertam meu cuidado igualmente.Gosto de lembrar e enaltecer aqueles que me trazem nostalgia e saudades...Quem desperta algo de bom em mim, com certeza sabe disso, se não souber é por que talvez não imagine que eu realmente falo as coisas de coração não nesse jeito atual de vulgarizar palavras e sentimentos levando tudo na brincadeira no modo-de-dizer.E é pelas pessoas estarem brincando tanto com as palavras, usando-as de maneira leviana que sempre fiz questão de demonstrar o que penso e o que sinto, e meus amados não poderiam ficar de fora disso.Não só um brinde eles merecem, merecem recados inesperados para lembrá-los do quão especiais eles são.Merecem fotos do tempo do ronca para rir e pensar "cacete como estamos velhos".Sabe...Amigos não se encontram na esquina, nem numa mesa de bar, sabe?É que a amizade precisa de dedicação, de cuidados, de broncas e muitos risos, como qualquer outro amor.Não é que não seja possível se conhecer um amigo na mesa de bar, mas não são em momentos levianos que deve-se nomear alguém de amigo, isso ocorre com o passar do tempo.Deve ser por isso que Vinicius de Moraes disse:"Não se faz amigos, reconhece-os".A amizade deve ser constatada depois algum tipo de histórico, depois de despertar um sentimento mais profundo, sentir-se bem com alguém , não adianta querer chamar alguém de amigo só por que em alguns momentos a pessoa te faz rir, se meu caro qualquer um pode lhe fazer rir se quiser, principalmente se você quiser.Mas amizade, ser amigo de verdade é para poucos...Ou pelo menos para aqueles que ousarem ser verdadeiros do seu jeito e se tornarem especais por isso.Aos meu amigos, ao meus queridos, meus bebês, meus idiotas, meus palhaços, minhas negas, minhas flores, meus amores....A esses eu desejo toda a felicidade do mundo e que me aturem pelo resto de nossas vidas assim como eu faço questão de fazer, como a vida quiser como puder.Por que se tem uma coisa que eu aprendi é que amizade mesmo faz questão de se mostrar assim como amizade idependente do tempo e da distância.E ouso dizer que se alguém não tem amigos, não tem mesmo, é por que não sabe como cuidar ou não sabe se doar.Afinal tem sempre um perdido por ai de coração bom e de cabeça não tão boa assim, disposto a enfrentar o que tiver que ser se você valer a pena.Aos amigos, loucos e queridos, mas nossos companheiros sempre.Tim tim.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

I won't give up.

"Meu bem,
Quis te escrever para registrar tudo que eu penso e sinto, antes mesmo de falar com você.Quero que você tenha certeza de que o que eu fizer será uma decisão do meu coração e minha cabeça juntos apontando na mesma direção.Quero que entendas exatamente pelo que estou passando e o que estou sentindo.Para que você não retruque minhas palavras dizendo que eu não sei o que estou dizendo, e essas coisas que você sempre diz só para me fazer pensar nas minhas decisões.Então, apenas leia de coração e mente abertos.O resto a gente conversa depois.
Enquanto seu sorriso for meu, eu estarei aqui.Eu espero o tempo que for preciso para você ganhar confiança e ser a mulher que eu sei que você é capaz de ser, e desde sempre se mostra ser.A maior lição dessa vida é o aprendizado da paciência.É saber esperar, e isso meu bem, você me ensinou muito bem.Tantas vezes que repetistes "tudo tem seu tempo", você dava um banho de água fria na minha ansiedade e atrasava meu relógio, disfarçava minha sede de vida.Mas foi como eu disse: com o tempo eu aprendi.Aprendi que de fato, é melhor darmos um passo de cada vez, não deixando esfriar o sentimento mas dando tempo dele amadurecer e nós também.Aprendi que por mais que saibamos exatamente o que queremos, temos que saber como realizar e para isso aprendi a te ouvir, a te entender.Construir uma vida contigo é mais do que morar junto, é mais do que dois corpos numa casa.Uma vida dois deve ser feita quando decidimos unir nossos sonhos, entrelaçar nosso planos, dividir o que há de mais puro em nós.É nos revelar sem perceber, é conhecer o outro na sutileza do dia-dia e mesmo em meio a tempestade poder agradecer pela pessoa que escolhi viver ao lado.
Minha flor, peço-te desculpas pela burradas que já fiz, pelas vezes que gritei, pelas vezes que esqueci simplesmente de ligar e avisar.Sei que são detalhes, e que sempre achei bobeira, mas hoje eu percebo que confiança se conquista, se constrói.E a todo momento estamos construindo e desconstruindo relações e sentimentos, por isso é preciso se esforçar ao máximo para merecer.De tantas coisas que aprendi, acho que o principal é que aprendi a amar, a dar valor.Hoje mais do que nunca afirmo que você é a mulher da minha vida.Te aceito com todas as qualidades que tanto admiro e com os defeitos que continuaremos a melhorá-los juntos.Te aceito por ser quem você é: transparente e simples.Acho que foi assim que me conquistou e é assim que quero tê-la, sem tirar nem por.Pacote completo.
Agora meu anjo, não demore.Pois há um homem ansioso esperando pela sua amada, para a partir de hoje poder dizer a todos que tornaram-se marido e mulher.Casa comigo?


Com amor, aquele que quer ser o homem da sua vida."




 *Título em referência a música I won't give up-Jason Mraz.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Dois sorrisos.

O amor é para se guardar num potinho.
De inho em inho, quis tê-lo sempre bem pertinho.
Quis guardá-lo para não envelhecer e embrutecer nossa pureza.
Pois era no nosso amor que nos tornávamos príncipe e princesa.

Os ponteiros se aceleravam e os calendarios se completavam.
Os anos passando e nós ainda nos completando.
Era para ser amor de flime?Talvez.
Mas quanto mais o tempo passava, mais queria tudo outra vez.

Fomos crescendo e mudando, crescendo e aprimorando.
Teus sonhos eu apoiava, com meus sonhos você se ecantava.
Os sorrisos ainda brotavam como uma nascente num deserto.
Inesperado, esperançoso.Por qual motivo?Não sei ao certo.

"As sete cartas do tarot são suas e os 10 destinos mais prováveis são meus".
Era o que você cantava, sempre.Mas as poucos fui acreditando que seu destino era só seu.
Meus caminhos já não me levavam mais a você, meus sorrisos estavam sempre de passagem junto comigo.
E quando consegui respirar, olhei em volta e não sentia mais você.Mas meu pensamento estava contigo.

E no maior dia da minha vida você apareceu.
Atendeu meu convite meio sem esperança, e fez tudo fazer sentido.
O tempo, a vida, o sentimento, nós.

Foi então assim, que entendi.
O segredo do nosso sentimento era esse.
Amizade que virou amor, depois era amor que não poderia sobreviver sem amizade.

E com um bouqet de rosas e seu único cravo, cantou para mim:
"Você me completa amor e sabe que o meu sonho só é sonho por que..."
E nossas vidas então compreenderam que deveriam ficar juntas, enfim.


*Música mensionada: Dois sorrisos-Leoni e Móveis Coloniais de acaju.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Re(laçõ)es Humanas.

 Eu gosto de pessoas.Eu gosto de gente como a gente, sabe?Eu gosto do clichê, num estado não clichê, sabe?Eu gosto de olhar no olhos e pescar aquele sorriso tímido no canto da boca.Eu gosto de desarmar o outro.Eu gosto de trazer esperança, de quebrar padrões e de ver no alto balões.Eu gosto de abraço sincero e beijo na testa.Eu gosto do silêncio do meu quarto e de virar a noite em festa.Eu gosto de comida japonesa e nordestina.Eu gosto de pé na estrada e dos cabelos ao vento.Eu gosto de surpreender uma lágrima com um riso.Eu gosto de ser amiga e estar ao lado, sempre.Eu gosto da idéia de irmandade.Eu gosto de ter idéias.Eu gosto de contestar e trocar idéias.Eu gosto do segredo.Eu gosto muito de guardá-los.Eu gosto do gosto da confiança e do aconchego.Gosto da sensação tranquila de sentir-se bem com alguém.Gosto de fazer alguém se sentir bem.Gosto do contato com o outro.Gosto de ser verdadeira , e acredito atrair isso para mim também.Gosto da espotaneidade da criança e das pessoas quando acreditam não estar sendo vistas.Eu gosto de pessoas.É.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Melhor amigo.

Meu melhor amigo não me ensinou a jogar bola, mas já jogou com a minha chuteira.E me fez andar até a minha casa com um pé rosa e o outro com um tênis grande e masculino.Meu melhor amigo meu zuava sempre, mas me defendia igualmente.
Meu melhor amigo esteve na primeira fase marcante da minha vida, não simplesmente acompanhou mas protagonizou um divisor de águas.
Meu melhor amigo colocava pilha com garotos desnecessários e depois pedia desculpas.
Meu melhor amigo já foi nomeado de remédio em referência a mim em outras circunstâncias que não tinham nada  a ver, mas hoje vejo que isso era bem verdade mesmo.
Meu melhor amigo guardou um segredo meu, sem pedir, a vida inteira.
Meu melhor amigo queria beijar todas as minhas amigas e perturbava só para por ciúmes.
Meu melhor amigo fazia sucesso, mas sempre arrumava um jeito de ficar ao meu lado.
Meu melhor amigo me fazia a melhor companhia, mas fazia eu ser amiga e mãe ao mesmo tempo.
Meu melhor amigo não esteve em todos o momentos sempre, pois a vida mudou alguns percussos mas quando nos encontrávamos era como se não houvesse intervalo nenhum.
Meu melhor amigo me fazia ficar depois da aula conversando e rindo no ponto de ônibus a ponto da minha mãe perguntar "aonde você estava?".
Meu melhor amigo já tomou banho de chuva comigo numa situação importuna e ainda assim cuidou de mim.Depois rimos ensopados e resfriados dentro do ônibus na volta à casa.
Melhor amigo.Melhor abraço do mundo.
Meu melhor amigo era melhor amigo de outros melhor amigos meus.
Meu melhor amigo ofereceu-me companhia quando achei que fosse ficar sozinha e mesmo com outros amigos cumpriu sua palavra.
Meu melhor amigo esteve comigo desde criança.
Meu melhor amigo não está mais aqui.Não posso mais abraçá-lo como sempre fiz.Não sei por que mas hoje me lembrei muito de você de tal maneira que chegou a beirar os olhos sabe?Ontem vi seu irmão em um ônibus e fiquei idiota de novo por pensar no caminho que a vida resolveu traçar, ou melhor deixar de traçar.E com isso remexi de novo a ferida ainda não cicatrizada.Drama?Não sei.Você por acaso já perdeu alguém assim?Eu não tinha até então.Mas eu tenho/tive outros melhores amigos graças a deus.E você agora nos olha com outros olhos mas ainda olha, assim espero.Por que melhor amigo é assim mesmo encanta e marca eternamente de tal maneira que uma vida é pouco para fazer valer tudo que se sente, tudo que o outro merece.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sobre pertencer.


Passar pelo mundo sem notá-lo é tão triste.Bom mesmo é passar observando a sua volta, sentindo as pessoas, sentindo-se parte, realmente pertencente aquele momento. Compartilhar as relações mais simples, como quem olha o tempo não como momento de produção mas como momento de criação.Vamos criar novos sorrisos, novas amizades, novas relações.Afinal.tem coisa mais importante do que mudar a o dia de alguém em um segundo?Ainda mais espontaneamente?Ah...Reclame menos e viva mais..
A vida não é apenas arrependimento.A vida é uma colcha de retalhos onde nossas emoções são as linhas que une o que se viveu, é o que distingue o foi bom e ruim mas os entrelaçando.Ser mais participativo na vida, significa dar-se motivos para sorrir ou invés de esperar acontecer.Ame pelo simples sentido de amar.Pois é amando cada segundo, ao menos buscando esse amor a cada instante que quem sabe assim ele virá.Olha que não digo amor, de casal não.Eu falo de amor como o sentimento máximo entre qualquer ser, aquele sentimento que nos faz repensar sobre nós mesmo e sobre como queremos construir o mundo, é olhar pro outro com menos diferença e mais sensibilidade.E quando se perguntar se deveria estar em algum lugar pense: meu lugar de pertencimento começa a partir do que eu mesmo penso, do que faço de mim e dos meus pensamentos.E quando abrir os olhos se sentirá em casa.

*Complementar ao Sem-nome.

Sem-nome

A vida não é apenas arrependimentos.Não é apenas a dor do que não foi dito, do que não foi feito, do que não foi conquistado.Num turbilhão de coisas eu encontrei você.Entre cheiros, sobres e cores, o teu foi o mais destoante, me chamou a atenção.Guardei teu sorriso na estante para eu ter um dia melhor, assim como foi com a Menina do Fernando Anitelli.Guardei, assim como quem não quer nada.Como quem procura paixões em rostos desconhecidos só pelo prazer de inventar histórias para si mesmo a todo instante.Como quem precisa de abastecer todos os dias de amores diferentes.Viver uma história de amor em um segundo.Perfeito, inesperado, intenso, finito.Intacto como deve ser.Se apaixonar por anônimos do cotidiano, gente que amanhã estará em outro lugar com outras pessoas, talvez com seu próprio amor.Não tem problema em amar em frações de segundos, problema mesmo é não amar.Problema mesmo é prcocurar sentimentos a longo prazo, se esquecendo que o que há de mais contínuo e pleno é composto por sentimentos e momentos intensos.Viro a esquina e ainda penso em você.Talvez ao fim do dia ainda pensarei em você.Mas não posso garantir de amanhecer e lembrar do teu semblante, mas tenha certeza que o que senti que tive ao te ver, isso eu nunca esquecerei.Minha memória guarda só o que importa :sentimentos, e tudo que me remete a eles.Sabe o que é mais incrível?Posso me apaixonar pelo teu rosto, por tudo que me passas e ainda assim esquecer você.O que te preserva assim como és conserva a possibilidade de me apaixonar da mesma maneira de novo e de novo, por você.Como se fosse a primeira vez.Perfeito não?
Como de costume deixo-lhe um conselho: faça como eu ame o anonimato, deixe-o assim inctacto pronto para se amado a qualquer momento, quantas vezes for preciso.O único risco que corres é você ter mudado o suficiente para não conseguir amá-lo como sempre, mas de que importa?Mudar é, também, uma chance de melhorar o que já está bom.

sábado, 14 de abril de 2012

(Fechado)

Tanto tempo, tantas horas.
O tempo passa e vai embora.
Fecho os olhos subo a guarda.
Só o vento me visita na sacada.

Janela grande e aberta.
Por trás de um gigante muro que me cerca.
Minha proteção é arranha céu.
Minha essência nem sempre é mel.

Besteira é poesia rimada.
Estrofe cantada.
Me remete a uma sonoridade infantil.
Como se a liberdade de ser criança soasse de maneira hostil.

Fecho agora a minha porta.
Quem quiser pode bater.
Não garanto prontidão.
Muito menos vontade de atender.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Pretérito imperfeito.


Queria falar sobre o sentido da tua presença.Queria de fato entender o sentido da tua presença.Queria contar a história de nós dois.Como amigos mesmo...Contar como tudo aconteceu...Rir de bobeiras só nossas, falar dos nossos amores, dos nossos dilemas, da nossa grande maluquice de termos- numa situação banal- entrado um na vida do outro.Falar de termos sorrido um para o outro.Falar de uma cumplicidade inocente que surgiu desde o primeiro encontro de olhares, aquele sem querer.Queria poder dizer que não foi por acaso que a vida nos uniu, queria que compartilhássemos alguns momentos como simplesmente superar certos medos, sabe?Olhar para o lado e sentir lá dentro uma voz gritando "obrigado'' mas susurrar baixinho segurando a sua mão.Me desculpe pelos meus exageros...pela minha intensidade que muitas vezes assusta.Eu sou assim mesmo, sabe?Quando eu sinto não consigo conter, de maneira ou de outra transborda...Me escapa.Expressividade é minha palavra de ordem.Consegue perceber agora o que tanto me fascina no acaso chamado "nós dois"?Não?Caramba preste atenção nos detalhes...você não é tão bobo quanto parece, penso até ser fingimento.Somos constraste!Somos silêncio e barulho, somos olhos que falam por tudo e boca que sorri disfarçando tudo.Sem contar que somos completamente distantes mesmo às vezes parecendo tão perto.A distância de um olhar  às vezs pode ser tão aconhegante quanto desesperadora.Queria simplesmente não ter passado pela minha cabeça um bilhão de pensamentos e pelo meu coração um bilhão de sentimentos...Queria história de cinema, escrita sem querer sem pensar...Mas sabe qual o problema?Talvez não seja para ser assim, talvez não seja nada disso.Talvez seja apenas eu de novo enfeitando minha realidade de mistério para vê se ganha alguma graça.Talvez não..Mas eu queria mesmo era tirar essa dúvida.Sair desse pretério imprfeito e passar para um futuro fascinante.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Infinitivo


Quanta luz.
Quanto a luz...
Ah... deixa para lá.
Deixa apagar.

Deixe-me colorir.
Deixe nossa cor rir.
Deixe a cor ir.

Aquilo que resiste.
Aquilo que insiste.
Aquilo que existe.

Sopre ou deixe soprar.
Barco no mar é para marear.
Entrou na roda é para dançar.
Ninguém obriga ninguém a ficar.




quinta-feira, 29 de março de 2012

Foi assim.

Foi assim, assim que que se foi: sentou chorou, chorou e sorriu.Não se pode segurar aquilo que não quer ficar.Se chama amor, não prisioneiro.Não se prende aquilo que quer partir.Às vezes os sonhos são maiores que os sentimentos e vice-versa.Falar de si é como falar do outro só que do lado de dentro, sabe?Junto das víceras, dos pensamentos, das emoções.É daí que se conta uma boa história sobre si mesmo.Ou não.Talvez seja melhor que outro conte, afinal é um tanto quanto triste falar da perda do seu próprio amor.Segura, vai.Respira.É assim mesmo, ás vezes o goleiro pega, às vezes batemos para fora, parece-me que agora bateste na trave e você vai ver que daqui a pouco a bola entra.Perceba que a vida não é bola parada, não é feita de penaults, mas sim de jogo corrido de torcidas vibrantes, de juízes comprados, de força de vontade, de sáude mental e de espírito.Sabe... Eu te conto um segredo se me devolver a confiança contando um seu...Tá...Tá bom se não quiser não me conte nada! Mas preciso confiar isso a alguém:Sabe a menina com o balão?Era assim que eu estava até perceber que o vento soprava mais do que podia fazer força para detê-lo, não ele não queria ir embora mas foi.Teve de ir.Sabe quando o balão simplesmente se vai?É assim que estou.O mais triste não é olhar para fora e ver o que falta, mas sim olhar para dentro e ver o que restou.Estive tão perto sabe...Tão perto de mim, depois tão perto do amor e agora não tenho nada.Maldita hora que achei que daria certo!E de repente ele simplesmente se vai.Como pode?Como pude?
E a menina que não sabia nada sobre amar, chegou tão perto tão perto mas não conseguiu de novo.E o balão se foi.É. Foi assim.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre estender a mão.

  _Veja só: tive tudo para largar a escola e não larguei.Tive oportunidade de ir para o "submundo" e não fui.Estou nas dificuldades e estou lutando, o meio social e a vida que se teve não justifica nada.
 _Bom...Em parte sim, em parte não.Você foi excessão.Existe algo que se chama força de vontade, determinação.Você minha cara, levante as mãos aos céus e agradeça pois você é raridade.Nessa vida, entenda: Conta-se mais quem conquista para si os sonhos que desenvolvem para o mundo.Fazer dos seus sonhos uma tranformação dos sonhos alheios, entende?Muiltiplicar a felicidade, dividindo com alguém...Sabe?Se você conseguiu, pense em todos que ficaram para trás pois não tiveram a mesma pesrpectiva que você sobre a vida,  não tiveram a mesma fé.Entenda: algumas pessoas simplesmente não vêem razões nas coisas...no mundo, na vida.Isso sem falar em escola, família, viajar, ler, votar...Tem certas coisas que é traço de personalidade, tem outras que é falta de oportunidade, de estimulo.Repito: Você deve agradecer por ter nascido com essa força de vontade.Mas aprenda: até a determinação se ensina.É preciso dispinibilizar, atiçar para ver se surte efeito, se a pessoa se ineteressa.Às vezes é preciso mostrar ao outro que não tem problema nenhum em sonhar, em ter alguma expectativa na vida.Que ser alguém, antes de tudo, é enxergar a si mesmo, como alguém.Entende?Se identificar, se asumir, saber seu valor.E entender que mesmo que o mundo lhe vire as costas, tem sempre uma mão amiga querendo se estender.Destribuir sonhos e fé, é dar forças pro outro seguir seu caminho.E deixar de simplesmente existir para finalmente viver.Lhe digo que repense sobre ser dever do outro ter as mesmas forças que você e simplesmente suportar tudo ou quase-tudo, e tente ver pelo ângulo do outro da fragilidade e carência e talvez assim entenda que não é dever do outro sobreviver, mas sim é direito do outro poder viver a vida.Estender a mão é isso: ajudar o outro a trilhar o próprio caminho.

"Se queres leitores, escritores, pintores é simples: lhes disponibilizem os livros, lhes dêem papel e lápis, lhes ofereçam os pincéis e as tintas e junto a isso lhes ofereçam o estimulo a criatividade, a liberdade, a sua própria identidade."
Bárbara Oliveira.

quinta-feira, 8 de março de 2012

We can do it.

Gostaria de atentar para um pequeno detalhe.Merecemos um "Feliz dia da mulher", mas merecemos mais...Merecemos sermos parabenizadas simplesmente por sermos mulher.Por enfrentar a barra que é viver numa sociedade que não conhece seus limites e nos julgam provocadoras e até mesmo culpadas quando somos vítimas de diversos tipos de violência, principalmente a sexual.A barra que é viver numa sociedade que, ainda hoje (mesmo que isso esteja diminuindo ou pelo menos se disfarçando), não consegue valorizar o trabalho de uma mulher.Não estou pedindo para valorizar por sermos "mulheres" pois isso não traria nenhum mérito, afinal somos tão capazes quanto os homens, mas sim por muitas vezes desempenharmos uma função igual a dos homens, talvez de maneira melhor, e ainda assim recebermos salários inferiores.Os homens talvez  não entendam, e muito provavelmente nunca pararam para pensar no que é crescer sendo mulher.Não é que seja sofrido ser mulher, ao menos não por natureza, mas a nossa educação ainda é falha quando pensamos no respeito ao próximo, no respeito a vida.Já li num blog feminista, que nos ensinam em como nos corportarmos enos vestirmos para não sermos estupradas mas não educamos nossos meninos(futuros homens) a não estuprar e isso é uma grande estúpida verdade.Hoje em dia é normal você ouvir relatos de fatos como "bebi e nem lembro o que fiz", essa, aliás, deve ser a nova moda de estupro que inclusive a sociedade aceita.Pois fazer música sobre estupro rir e dançar é o mesmo que assinar em baixo um atestado de "não-me-importo".Afinal, quem se importa não veria graça nenhuma e muito menos divulgaria tamanha brutalidade contra a mulher, contra o ser humano em si.Pois é, é fácil rir quando não é você que pensa N vezes antes de escolher uma roupa para sair de casa pensando em chamar o mínimo da atenção de tarados e pervertidos que não conseguem entender que um short não significa que eu seja safada e esteja afim de ser assediada.Exagero?Seria se não fosse verdade, se não fosse discurso comum entre as mulheres.Não vou ser cega e radical a ponto de dizer que o mundo ainda é super machista.Não.Aliás não vim aqui para discutir machismo e  feminismo, vim aqui pensar no verdadeiro valor de ser mulher.O mundo está mudado, e continua mudando o que a meu ver , ao menos  em relação a gênero, está para melhor.Também não sou "ignorante" em dizer que nós mulheres somos iguais aos homens.Não, não somos.Sim, poder gerar um outro ser em nosso ventre faz toda a diferença.Mas nem por isso somos inferores, nem por isso temos o pecado em nós(como as religiões pregavam antigamente), nem por isso somos incapazes, indefesas.Nossa diferença não nos diminui, então não tente nos fazer de boba!Queremos elogios merecidos por sermos quem somos!E não aqueles elogios que enaltecem em cima de uma suposta deficiência como quem diz: "Caramba mesmo você sendo mulher você conseguiu chegar tão longe"--' Pois é, chegar de cair nessa.Chega de aceitar esse tipo de coisa.
Mas todo esse discurso surgiu pela inquietação de ser parabenizada nesse dia, que deveria ser tão espcial para nós mulheres por toda nossa luta pela liberdade, é como se fosse o dia de nos lembrar quem somos e a que viemos e assim nos dar força para enfrentar o que a vida nos trouxer.E como sou mulher gostaria de nos parabenizar por fazer de uma tarefa que já foi de sobrevivência, e que para algumas ainda é, se tornar vivência.Se tornar liberdade, se tornar o direito de participar na eleição dos dirigentes do seu pais, poder decidir seu futuro, sua carreira, seu marido.Poder escolher sair sozinha, poder escolher quem beijar (embora uns trogloditas criminosos se esqueçam disso!), poder comprimentar com um sorriso sem ser julgada.Parabéns por a cada dia que passa conquistarmos cada vez mais o direito de ser mulher, do jeito que for , mas simplesmente poder olhar para si mesma e escolher se aceitar e não ser julgada ou oprimida por isso.Parabéns mulher, por ser flor ou aço, expansiva ou tímida, direta ou acanhada, trabalhadora ou dona-de-casa, solteira ou casada, romântica ou cética...Ou quem sabe ser tudo isso ao mesmo tempo...E repito para deixar bem claro: é por essa liberdade, é por esse poder de escolher ser você mesma que te parabenizo, mulher.


"Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....


Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria 
Mistura a dor e a alegria..."
(Maria, Maria-Milton Nascimento)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rainha

(Sorriso)
Com você chorei lágrimas de alívio, de redenção.
Por você sonhei lágrimas de orgulho e de respeito.
Já senti muitos sabores com a mesma música, muitas emoções em diferentes sintonias.
Mas meu sonho se quebrou.

(Lágrima)

Melhor...
Eternizou.
Estrelas foram feitas para ficar no céu.
Apesar de ninguém ter dito isso, esse era o gosto da lágrima mais doce.

(Parênteses)
A pequena queria ser negra, ao menos na voz.
Queria ser ela na inspiração, no exemplo.
Seus tropeços talvez tenham sido pelo gosto da solidão trazida pelos holofotes.
E o gosto do orgulho e da euforia talvez tenha sido desmanchado pelo desamparo da fama e dos excessos.

(Suspiro)
Gostaria que você soubesse que o gosto o qual nunca me esquecerei é o da gratidão.
Aquela que tenho por você ter simplesmente existido.
Talvez tenha sido minha primeira inspiração, minha estrela mais reluzente.
Para mim é rainha.

(Aguenta...)
Sem você me encontro nesse misto de sabores e emoções sentindo rolar o que talvez seja a última delas.
Essa tem sabor de sonho e cheiro de saudade,
and I will always love you.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Por favor, fica.


  Às vezes nos imagino em retalhos.Um retalho cheio de cores e sentimentos, são lembranças fragmentadas, sabe?Às vezes é bom, pois me vem flashes cheios de alegria, e suspiros por algo que realmente valeu a pena.Mas sabe aonde dói?Dói exatamente nas brechas, naquilo que fica entre as lembranças."E o que eu estava pensando para fazer isso?Mas por que não disse o que deveria?"Alguma coisa aconteceu entre nós que eu não consegui simplesmente juntar os pedaços, as memórias, o coração.Dentre os cacos, tem sempre aqueles que se partiram de forma irregular formaram pontas que machucam, que doem.E são esses cacos que ficam soltos em mim e me confundem quanto a entender os verdadeiros motivos por ter ficado com você.Não é que eu não saiba o que foi bom ou ruim, mas eu sei que nos vãos esconde-se tanta coisa, tanta coisa que faz diferença e eu sinto isso de verdade.Quando olho para trás penso em tantas coisas e nossos retalhos eu vou costurando do jeito que posso, do jeito que lembro.Tentando esquecer os vãos, as brechas que guardam sei lá..segredos, ou quem sabe os verdadeiros erros que cometemos, detalhes importantes que como já disse simplesmente não consigo juntar e fazer de nós uma verdadeira história de amor.Sabe...Agimos certo sem querer foi só o tempo que errou , por mais nobre que fossem nossas intenções algo passou despercebido e é isso que fez com que naquela época não tenhamos conseguido firmar nosso amor.Uma pena?Não sei...
  Eu não sei exatamente o porquê mas gostaria que ficasse.Por favor, fica.Me ajude a unir nossos retalhos como quem de fato constrói uma história, eu não quero ser como aqueles espaciais de verão que começam meio de nada e acabam meio assim.Quero uma história de verdade.Tínhamos boas intenções, um coração livre de maldades, nosso desfecho foi por imaturidade, quem nos iludiu que podiamos abraçar o mundo?Quem foi que nos disse que boa vontade pode trazer o amor?Hoje acredito em pouca coisa, mas não é frieza do coração não, é aquilo que nos faltou e adquiri ao longo do tempo: maturidade.Creio que hoje estou no meu tempo certo e talvez agora seja nosso tempo certo.Não que agora tenhamos que viver necessariamente uma história de amor, mas peço-lhe que fique- eu sei o quanto estou sendo repetitiva mas é tão importante- e que me ajude a reconstruir a história do que já vivemos, e se o tempo inspirar amizade que seja esse nosso sentimento apartir de agora então.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Depois de partir.

  _E quando eu chegar em casa, eles estarão orgulhosos de mim.-disse susurrando, o que na verdade era ela pensando alto outra vez.
  Foi exatamente assim que sua tarde terminou: cheia de esperanças.A família não entendia, ou melhor não aceitava sua partida.Por mais que explicasse parecia falar outra lingua que não a deles, e isso é algo quase irreparável.Talvez quando trouxer os resultados, eles entendam melhor por que partiu, por que precisava fazer aquilo longe de lá.Em algum lugar ouvira que se a vida lhe fecha uma porta, ela abre uma janela se não fizer faça você mesmo, mas sabe?Só hoje fez sentido.Mal chegara na cidade nova e o que parecia lhe trazer paz, pois afinal era sua vontade, lhe enchia de uma esperança duvidosa.Sabe quando você acredita em si mesmo, na vida, e quem sabe na sorte mas morre de medo de não ser o suficiente?Era exatamente assim que se sentia.Quantas pessoas saem de suas cidades para estudar?Por que com ela havia de ser tão conturbado?Tudo bem, seus pais não esperavam que houvesse se inscrito no vestibular de outra cidade, mas é tão difícil assim de aceitar?Tá...tá bom...Não era um vestibular comum era o processo seletivo para ingressar no melhor curso de teatro, ao menos era o melhor aos olhos dela.Entende o que significa entrar no curso mais completo?Sabe o que significa aprender todo tipo de arte cênica, incluindo a circense que tanto a encanta?
 Ela sabia.Quando desceu na rodoviária da nova cidade seus olhos brilhavam de dor e alegria, sabia que não era o sonho dos pais, sabia que o julgamento de uma menina jovem que sai embusca de um sonho, e quando o sonho envolve arte no mais puro sentido é, no mínimo,confuso e inseguro.Ela queria levar essa arte para o mundo, tudo que ela sentia, tudo aquilo que sabia que podia transformar, ou simplesmente tentar tocar o público.Ela não queria muito, ela queria a arte, nua e crua.Queria viver, respirar a arte e dormir nos braços do palco.Eles não entendiam esse chamado, essa coisa de sentir a arte, de querer simplesmente se doar, sem pensar no retorno.Mas ela tinha um plano, um sonho, e a cada segundo que pensava nas razões pelas quais ela saiu de casa, ela se sentia mais forte para realizar seu sonho.E é essa força que a conduzirá para o caminho certo e se for preciso abrirá a tal janela.Ela sabe que não lhe falta paixão, garra e força de vontade para chegar lá.E quando pensa que vai sim conseguir levar o espetáculo, de sua autoria, para todos os públicos, principalmente aos mais pobres.Teatro de rua, era essa sua maior vontade e objetivo.Quando pensa nisso tudo, ela sabe que vão entender, ou ao menos respeitar.Afinal quem escreve "Sonho: sem raça, sem classe, sem fronteiras" não deve ser alguém a se abater.
  Pára, repensa em tudo isso, respira fundo e aliviada e repete baixinho só parar o seu coração ouvir, agora cheia de entusiasimo e certeza:
 _E quando eu chegar em casa, eles estarão orgulhosos de mim.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Quando tudo dói.

  "Tem dois tipos de saudades que me matam: saudade do que não posso mais viver e saudade do que eu nunca vivi."  
                                                                                                          Bárbara O. Dos Santos

  As pessoas que partiram, a vida que mudou o rumo, pessoas que ficaram pelo caminho, tempos que não voltam mais.Tudo aquilo que de alguma forma mudou.Aquilo que era bom, hoje, deixa essa marca doída, mas saudades, como bem sabemos, é exatamente isso: o gosto amargo do que um dia foi doce- perceba que eu  escrevi"foi" .Estranho mesmo é sentir saudade do que nunca viveu, sentir falta de uma história que não era a sua, um personagem que não era você.Sabe aquela época em que sexo não era o principal do relacionamento, que as pessoas não se sentiam pressionadas ou envergonhadas por serem virgens, que família não era apenas lembrada na hora de falar mal ou pedir alguma coisa, que a sociedade era menos hipócrita em assumir seus comodismos, preconceitos, vaidades, defeitos,diferenças, virtudes, pois é: eu sinto falta.Não, eu não sou o tipo de pessoa que acha que antigamente que era bom,que as crianças eram mais felizes, não era tanta pouca vergonha e blá blá blá.Não, não é isso.Eu enxergo as qualidades e defeitos da minha época e das épocas passadas também, umas vezes com mais esperanças quanto ao futuro enquanto outras com mais pessimismo, mas não importa.O importante aqui é que eu sinto saudades.Não quero me sentir deslocada por querer fazer as coisas certas, por pensar no que meus pais pensariam sobre algo que fiz ou que venha a fazer, por me importar em fazer o que acho realmente certo, por não fazer as coisas simplesmente por fazer.E é nesses momentos que percebo que a sensação de deslocamento gera essa saudade do que eu nunca vivi.E o que eu nunca tinha entendido, passo a entender.Completo dizendo que não é só a falta de algo que traz essa pequena dor, a história que contamos para nós mesmos quando a vida anda parada e queremos mais emoção, quando essa não se concretiza, e a vida escreve outra hitória menos emocionante, também.E então dói de novo, dessa vez uma dor inventada, imaginada, mas que ainda sim de uma certa forma doi, é a tal saudade de novo batendo na porta do nosso coração.Saudade de algo que a imaginação criou e a realidade cruelmente a desapontou.
  Essas me matam pois é o tipo da coisa que não se muda, pois está presa a um passado irretomável.É o tipo da dor que para parar de doer deve-se viver.Vivê-la primeiramente, senti-la até transbordar pelos olhos, até cansar e perceber que a única saída é viver, e, agora sim, viver sua vida.Afinal, é quando a mente pára que nos concentramos mais naquilo que falta, devo lhe dizer: nossa essência dramática e sofrida pede uma boa dose de caos para acharmos que nossa vida vale a pena.Martha Medeiros tem uma frase que eu gosto muito e tem tudo a ver com saudade:" O tempo não cura tudo, aliás o tempo não cura nada ele apena stira o incurável do centro das atenções."Mais ou menos isso. Acho uma tremenda verdade jogada na cara, mas que não se entende de uma hora para outra.Quanto a cura, eu não tenho respostas!Talvez um ou outro conselho, e só.Mas falar de algo supostamente incurável e imensurável é deixar um buraco em aberto.Mas para minimizar os possíveis efeitos que esse assunto causa compartilharei algo muito particular com vocês: 
 Sabe meu maior conforto?É o presente, que nasce em todas as manhãs nos dando uma nova oportunidade de fazer as coisas de um jeito melhor, cultivando o bem para merecer colher bons frutos.E o futuro, que juntamente com as atitudes do meu presente, espero colhê-lo com imensa alegria.Assim não apagarei as marcas do passado, até por que (repito) o passado que deixa saudades é aquele que foi bom.E esse não merece ser esquecido, não importa o motivo pelo qual o  trancou lá na caixa intocável das lembranças.Mas sim, cultivarei alegrias para fazer minha vida ter valido a pena e honrar mais ainda tudo aquilo que se viveu e que deixou essa dor em forma de saudade.Talvez Cazuza já soubesse pois foi ele quem disse que  toda dor no fundo esconde uma pontinha de prazer.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cara nova?

Uma mudança no cabelo, um sorriso mais sincero.
Uma lágrima menos doída, uma palavra menos áspera.
Já fui revoltada, calada, implicante, impaciente.
E agora?
Pois é, mais um ano novo de novo.
Encarar o espelho e pensar: e agora, quem sou?

Serei?Fui?Ou simplesmente...ser?
Me vejo de uma forma atemporal, simplesmente sou.
Tudo que fui faz parte de mim ainda, não exatamente da mesma maneira ou com a mesma intensidade.
Quem frequenta aqui já sabe:Verões, outonos, invernos e primaveras tudo de uma só vez.
Mas um detalhe: Não necessariamente no mesmo instante, mas sim na mesma pessoa.

Sou romantica -para alguns espanto, mas sabe até que sou meio romântica mesmo-,
sou realista, sou sincera, mas detesto inconveniência!
Sinceridade na medida certa é o que procuro sempre.
Talvez seja engraçada, talvez infantil.Às vezes madura de mais, às vezes imatura de mais.
Sabe o tipo de pessoa que pensa de mais na vida, faz e refaz passos para ser uma mulher de verdade (respeitado meus valores e princípios) ao mesmo tempo em que assiste seriados pré-adolescentes americanizados?
Pois é, sou eu.
É eu sei de toda essa influencia e abuso Estadunidense não só sobre o Brasil mas sobre todo o mundo, mas eu gosto, oras.

Contradição.
Penso que se houvesse uma palavra para chamar de minha talvez fosse essa.
Eu tenho tudo para entrar em colapso, se eu fosse duas pessoas talvez elas se destestariam.
Ou quem sabe se amariam loucamente justamente pelas diferenças.

A arte faz parte da minha alma, do meu coração, mas gostaria que fizesse mais parte da minha vida.
O teatro, a música, a pintura, a fotografia, a escrita...
Me dão leveza, bem-estar, sabe?

Outro dia entendi o gosto de viajar.O sabor...o prazer...
Não é pelo lugar em si, é muito mais pela estrada.
A sensação de se estar em 'lugar nenhum' sem enxergar ao certo o destino,a chegada.
A ideia  de cantar alto, cabelos ao vento rindo com alguém, ou sozinha mesmo.
Dão o tom!
Mudam o sentido do verbo "viajar".
Viajar sozinha...Ta aí é um sonho!
Pegar uma estrada sozinha bem cena de filme mesmo, sabe?

Não sei se percebeu mas tenho uma forte caracterista de falar muito, de abrir diálogo sabe?
Não sei se percebeu mas o que começou como uma reflexão introspectiva provocou uma interlocução, nem que seja eu mesma falando sozinha mais uma vez.
Mas necessito de abrir um diálogo.E ai, percebes agora?

Tenho algo muito forte de independência, de saber ficar sozinha.
E como eu gosto de ficar sozinha, não tanto quanto gosto de estar com aquele que amo, mas gosto.
Que dizer...
Não é uma questão de mais ou menos, são coisas diferentes mas que me fazem muito bem, obrigada.
Acho que nasci com uma lição aprendida, aquela que diz:
"Gostar-se em primeiro lugar, se não consegue ficar em sua própria companhia como acha que outro conseguiria?"

Pausa.
É!
Chega de falar, de querer dizer...de querer que aconteça...
Chega dessa sede quase-que-constante de vida, de cor, de luz.
Sinceramente, eu não me entendo .
Eu vivo...vivo...vivo.E vivo na vontade de viver ainda mais.
Complicado?Talvez...

Opa!
Me desculpa, só agora percebi quanto tempo passou...
Desculpa mas há mais urgência em viver o que sou, do que em escrevê-lo.
A vida me espera e minha alma também.
Pensando bem...Acho que não!
Entrei numa fase mais calma e tranquila, não tanta ansiedade...sabe?
Tá...Tá...Chega!
Não quero te confundir mais, não é que eu seja exatamente confusa mas é que...
Sei lá!Minha simplicidade poucos entendem mesmo.
Bem-vindo ao clube.

Clarice Lispector já sabia:
"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."


Ps.:Reescrevi algumas coisas para tentar melhorar a qualidade, e ai o que acharam??