segunda-feira, 28 de junho de 2010

Querer.

Queria mais do que estrelas, mas menos do que o céu.
Queria mais do que sonhos, mas menos do que o impossível.
Queria mais do que o horizonte, mas menos que o infinito.
Queria mais que os desejos, mas menos do que as paixões.
Queria mais do que uma conversa, e menos do que intimidade.
Queria mais do que o amor, mas menos do que a ilusão.
Contudo ela ia além de suas vontades, o céu era o limite!
Mesmo que a lua e as estrelas estivesse presas no teto da própria barraca no seu quarto.

terça-feira, 22 de junho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quanto vale?


Há algum tempo venho me questionando, refletindo sozinha sobre a vida.Vida em geral desde tempo mal administrado até a biodiversidade ainda existente na Terra.Aí hoje, como sempre, encaro um aula de geografia intrigante e revoltante que me faz pensar mais ainda sobre 'quanto vale a vida'.Pois é eu sabia que um dia eu teria que escrever sobre isso, afinal tenho esse gadget que questiona exatamente isso e não podia ficar calda diante de uma pergunta tão intensa.Responde-la é difícil e meu objetivo não é esse quero apenas compartilhar minha discussão com vocês.
Não sei se é o estresse da vida urbana, desse mundo altamente globalizado e artifical em que vivemos, mas as pessoas tem perdido o respeito pelo outro, principalmente pela vida do outro.No caso de estresse ou imbecilidade extrema uma discussão no trânsito, um celular que não sirva nem para ser roubado, um ataque de ciúmes, tudo isso pode custar a vida de alguém.É impressão minha ou estamos cada vez mais nos importando com coisas menores?
Muito são capazes de pagar 'tantos mil reais' numa novo brinquedinho tecnológico, e são incapazes de doar 30minutos do seu tempo em prol de algo maior, algo que não seja si mesmos.E cuidar da própria saúde então?É como Dalai Lama disse: Os homens perdem saúde para ganhar dinheiro, e depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.E não é verdade?Mas a troco de quê levamos nosso corpo e mente ao limite, até não aguentarmos mais?
E a natureza:o "mundo" das vidas frágeis, outras não tão frágeis, é a forma mais insignificante dos valores humanos.Se não fosse, nossos remédios seriam naturais, nossas florestas não seriam desmatadas nem para vender madeira nem para plantação de qualquer grão a ser exportado.Afinal perder fauna, flora e remédios por lucro é burrice.Até por que se pode fazer dinheiro sem precisar destruir, desrespeitar nem a natureza nem quem mora nessa terra.É um absurdo como descartam as pessoas quando se trata de lucro, poder.
Quando paro para pensar em tanta cultura escondida por esse Brasil a dentro, tanta sabedoria, tanta diversidade popular que poucas pessoas se dão ao trabalho de pesquisar, de conhecer, de valorizar.Enquanto a mídia foca o "Brasil em desenvolvimento" essas pessoas continuam esquecidas, vivas porém inexistente diante dos "olhos brasileiros".Pessoas todos os dias vivem e morrem no anonimato, e quem se importa?Só quem conhece a dor de não saber o paredeiro de um ente querido, é quem passa por isso par o resto vai ser insignificante.Eu me sinto horrível ao pensar que algum tipo de vida pode ser taxada como 'insignificante', é forte de mais. É como se não existe, não tivesse importância não tivesse valor.Como assim uma vida não ter valor?
Pois é...Antigamente as famílias eram enormes, os casais tinham muitos filhos em parte pela ignorância em outra até para trabalhar nas fazendas, afinal quanto mais gente trabalhando melhor a produtividade.E hoje em dia esse número vem cada vez mais diminuindo e a conciência, em parte, vem aumentando.Mas o grande fator dessa inversão é o preço que se paga, literalmente.Se pensa muito no preço de se criar o filho, as pessoas chegam a fazer conta pensando no nascimento da criança, é engraçado como hoje em dia a vida tem valor em dinheiro, mas e a perda dela?E o valor da morte?Quem paga?Quanto se sofre?Será que se sofre em euro, dólar, real, peso?
Mas e então:"Nas garras da águia, nas asas da pomba, em poucas palavras, no silêncio total, no olho do furacão, na ilha da fantasia: quanto vale a vida?"
Valor?Quantia?Sinceramente não tem nada no mundo que pague, o problema é que todos nós pagaremos com a língua pelo longo tempo, que está longe de ter acabado, sem entender o notório, sem entender que toda e qualquer vida é única e insubstituível.
Aaaaah...O valor da vida?Não é desse mundo daqui, nada material paga,
nada paga.Imensurável, simples assim.



Ps.: Nesse clima quero divulgar esse site, que é um iniciativa muito legal de doar palavras boas aos pacientes de câncer da instituição.Achei muito interessante, muito bom, do bem e senti que deveria repassar essa idéia.
Espero que gostem e ajuda, afinal não custa nada alémd e boa vontade e intenção.=)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Reflexo real.


_Olha, eu tenho que agradecer por tudo que fez comigo.Você foi realmente como um anjo, que apareceu quando eu mais precisava.Identidade, eu já não tinha e a depressão era questão de dar apenas mais um passo.É triste, eu sei, mas eu já estava caminhando para esse fim a muito tempo e se você não tivesse aparecido, hoje eu estaria lá sozinha e alimentando os monstros da minha cabeça e os medos do meu coração.Seria apenas eu, o escuro e a depressão.Mas você me trouxe luz, muito obrigada , por tudo.
_Agradeça a você mesma, tudo que conquistou foi você mesma se não fosse você eu não poderia ter feito nadaTodas as perguntas que você se fazia, tu mesmo tinhas a resposta, os conselhos, o conforto.Eu só apareci para dizer o que você mesma queria, mas não tinha coragem.Acredite, não sou anjo nenhum.
_Claro que é!Você me fez descobrir o amor, aquele verdadeiro que se tem pelas pessoas independente do sexo, de interesses externos.Não é amor entre homem e mulher, mas sim o mais puro aquele que devia unir todos os seres humanos, aquele que nos torna irmãos.Será que não percebe tudo que fez por mim?Será que não enxerga o quanto você me mudou?Sempre pensei que um grande amor, um namorado fosse fazer tudo isso por mim.Mas vindo de uma menina assim tão simples, que chegou como se realmente me conhecesse desde sempre.E foi sem perceber se transformando na minha maior força, na minha maior segurança,torna tudo tão diferentemente especial.Será que agora, entende?
_Minha flor...Acredite você fez tudo sozinha, só precisou de mim por que sentia necessidade de ouvir o que queria da boca de outra pessoa.Mas uma coisa eu eu te digo do meu coração,hoje mais do nunca somos uma só.Acho que tudo que aconteceu entre nós foi para nos mostrar o quanto uma precisa da outra, e principalmente, foi para te mostrar que pode confiar em si mesma.Agora não precisa mais ter medo, viu só!?Depois de tanto tempo acho que agora acredita que eu não te mordo, nem te faço passar vergonha...
_Medo de você?Você é um anjo que Deus me deu quando mais precisei.Você veio chegando aos pouquinhos, mas eu nunca...nunca tive vergonha de você.Afinal, como poderia sentir vergonha de uma pessoa tão especial como você?
_Olhe aqui.-disse ela, levando o espelho até que eu pudesse ver meu rosto.
_Tem certeza de que nunca sentiu medo ou vergonha?Será que aos 11 anos não teve vergonha de mim, quando perdeu aquele nosso lindo cabelo cacheado, e vivia pedindo a mamãe para alisar?Será que aos 13 anos não teve medo de mim quando não aceitou entrar na olimpíadas de matemática?Se você não se lembra, eu me lembro.Me lembro de muitas vezes ter sido deixada de lado, para você poder me encontrar naquilo que as pessoas queriam que você fosse.Por que você sempre me procurou nos outros?Engraçado como estive aqui o tempo todo, mas sem perceber você mesma me trancava em um lugar tão vazio e escuro que eu só aparecia quando suas lágrimas escorriam, é aí que eu mostrava o que estava sentindo.É aí, que te mostrava a minha dor.-enquanto ela desabafava, minhas lágrimas começavam a rolar, aliás minhas não,nossas...nem sei mais.
_Será que agora entende por que digo que tem que agradecer à você?Tudo que eu fiz foi tudo que você podia ter feito a vida inteira, se tivesse me deixado livre, se tivesse tido orgulho de mim.Mas não guardo nenhum rancor, eu sei o que você passou e te lembro que sou a única pessoa no mundo que pode saber exatamente como é ser você.Mesmo apesar de não ter me deixado ter sido eu.Muito pelo contrário, eu tenho orgulho de você, tenho orgulho por você, pela mulher que nos tornamos.Minha vida se resume no que passei com você.Só peço que nos deixe sermos nós mesmas, será que não percebe o quanto está cansada de tentar ser um protótipo ideal?Será que não enxerga o quanto eu estou cansada de ficar trancada sozinha, e ver você passando por tudo sem me deixar fazer nada?Acreditar em si mesma, acreditar no nosso potencial é muito importante, sei que não se pode estar por cima o tempo inteiro, mas saber que pode contar comigo e com quem te ama de verdade é o que vale.Limpe o rosto e sorria estamos de volta para o mundo ver.Quero que todos saibam que Ana Liz está de volta, depois de 18 anos.Nunca se esqueça de mim, de quem você é.E jamais tenha medo de nós, muito menos vergonha.Quem te ama sempre irá te entender ou ao menos respeitar.Eu sempre te amei e mesmo depois de tudo não estou aqui de braços abertos pronta para nos fazermos felizes de verdade?Agora solte nossos cachos e seja feliz.
Me peguei sorrindo sozinha na frente do espelho.Me vi de cabelo solto e com um brilho novo no olhar, dessa vez eu vim para ficar, me deixar de lado por tanto tempo só em fez acordar mais tarde e com mais vontade de viver, ser e acontecer.
_Ana Liz?-minha mãe me chamou baixinho.
_Sim mãe.
_Está melhor?-disse, preocupada, entrando no quarto.
Apenas sorri e a abracei forte.Dessa vez a senti como nunca tinha sentido-a antes.Ela deixou uma lágrima escapulir, agora eu sabia que poderia ter uma relação diferente e verdadeira com ela.
Finalmente me sinto em casa.




Ps.:Me desculpem por ter escrito de maaais, de novo.Mas esse faz parte daqueles posts que não consigo conter as palavras.=X
Espero que continuem lendo e comentando.=))
Ps².:Bom de ler ouvindo: The voice within-Christina Aguilera

terça-feira, 8 de junho de 2010

A elegância do conteúdo.

De ferramentas tecnológicas, qualquer um pode dispor, mas a cereja do bolo chama-se conteúdo. É o que todos buscam freneticamente: vossa majestade, o conteúdo.

Mas onde ele se esconde?

Dentro das pessoas. De algumas delas.

Fico me perguntando como é que vai ser daqui a um tempo, caso não se mantenha o já parco vínculo familiar com a literatura, caso não se dê mais valor a uma educação cultural, caso todos sigam se comunicando com abreviaturas e sem conseguir concluir um raciocínio. De geração para geração, diminui-se o acesso ao conhecimento histórico, artístico e filosófico. A overdose de informação faz parecer que sabemos tudo, o que é uma ilusão, sabemos muito pouco, e nossos filhos saberão menos ainda. Quem irá optar por ser professor não tendo local decente para trabalhar, nem salário condizente com o ofício, nem respeito suficiente por parte dos alunos? Os minimamente qualificados irão ganhar a vida de outra forma que não numa sala de aula. E sem uma orientação pedagógica de nível e sem informação de categoria, que realmente embase a formação de um ser humano, só o que restará é a vulgaridade e a superficialidade, que já reinam, aliás.

Sei que é uma visão catastrofista e que sempre haverá uma elite intelectual, mas o que deveríamos buscar é justamente a ampliação dessa elite para uma maioria intelectual. A palavra assusta, mas entenda-se como intelectual a atividade pensante, apenas isso, sem rebuscamento.

O fato é que nos tornamos uma sociedade muito irresponsável, que está falhando na transmissão de elegância. Pensar é elegante, ter conhecimento é elegante, ler é elegante, e essa elegância deveria estar ao alcance de qualquer pessoa. Outro dia conversava com um taxista que tinha uma ideia muito clara dos problemas do país, e que falava sobre isso num português correto e sem se valer de palavrões ou comentários grosseiros, e sim com argumentos e com tranquilidade, sem querer convencer a mim nem a ninguém sobre o que pensava, apenas estava dando sua opinião de forma cordial. Um sujeito educado, que dirigia de forma igualmente educada. Morri e reencarnei na Suíça, pensei.

Isso me fez lembrar de um livro excelente chamado A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery, que conta a história de uma zeladora de um prédio sofisticado de Paris. Ela, com sua aparência tosca e exercendo um trabalho depreciado, era mais inteligente e culta do que a maioria esnobe que morava no edifício a que servia. Mas, como temia perder o emprego caso demonstrasse sua erudição, oferecia aos patrões a ignorância que esperavam dela, inclusive falando errado de propósito, para que todos os inquilinos ficassem tranquilos - cada um no seu papel.

A personagem não só tinha uma mente elegante, como possuía também a elegância de não humilhar seus "superiores", que nada mais eram do que medíocres com dinheiro.

A economia do Brasil vai bem, dizem. Mas pouco valerá se formos uma nação de medíocres com dinheiro.


Martha Medeiros.


[Nesse feriado viajei, desculpem o sumiço.E obrigada pelos comentários.*__*

Responderei todos aos pouquinhos.Voltem seeeempre.=)) ]