quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ouro de tolo.


Historicamente a humanidade teve momentos de destruição de seu território e da sua moral e conseguiram se reerguer.Japão é o exemplo que vem mais fácil à mente, com um cultura muito forte de disciplina e a ajuda externa conseguiu se levantar e decolar tanto que hoje é um dos país em intensa ascenção.Recentemente tivemos os terremotos do Haiti, país esse que tem uma política complicada onde vivem quase numa ditadura com um presidente que por lei nem poderia continuar no poder e ainda é apoiado pelos EUA.Assim fica difícil ajudar um povo que não conhecem o valor de um Estado de verdade, a se reerguer.Eu me sinto estranha ao ver pessoas com tanta solidariedade dando comida roupas ou estão mesmo lá salvando vidas e depois pensar que assim que acabar isso tudo voltará a ser como era antes só que fisicamente pior.Eu queria fazer as pessoas entenderem que muito mais do comida e dinheiro eles precisam de identidade, força e autonomia suficiente para dizer não aos apoios interesseiros.
Enfim, fato é que todos somos humanos tanto indivíduos como comunidade,população...E temos momentos de altos e baixos, tudo na sua devida proporção.
Somos todos grandes e pequenos.Em parte fracos e fortes.Com sonhos mais materialistas ou espiritualistas.Com verdades sinceras ou escondidas.Fomos ingênuos ou audaciosos.Espertos ou inocentes.Seremos amados ou amantes.Chefes de família ou donas-de-casa.Guerreiros ou acomodados.
Somos.Fomos.Seremos.
Tudo isso por que somos seres humanos, e cometemos falhas.Não temos poder suficiente para controlar a natureza e quando isso deveria nos fazer ficar ao lado dela, ainda assim insistimos em querer controlá-la.Ou temos a vida nas mão se insistimos em ficarmos em casa vivendo vidas virtuais ou só assistindo os outros viverem.Ou estamos ai para o que der e vier, correndo atrás levantando cedo e dormindo tarde só para não deixar passar um dia em branco.Tudo isso para ilustrar a diversidade humana.Se biologicamente temos peculiaridades, socialmente cada indivíduo tem a sua e bem intensa por sinal.Assim depende muito da cultura e da ajuda dos outros um país se reerguer ou não, uma pessoa ser ajudada ou não.A crença é uma característica humana, pois vem da necessidade de respostas a perguntas que nós não sabemos, e somos inconformados com sim ou não, nós queremos sempre mais nós queremos o por quê e é por isso que vieram as religiões.O acreditar é algo tão pessoal que só concordamos plenamente com o que uma religião prega se não pararmos pra pensar e sentir, pois sei que se fizermos isso estaríamos deixando de 'aceitar o que te dizem' para de verdade acreditar e confiar.
Somos indefiníveis, não podemos julgar ou conceitualizar temos perfeitas singularidades somos complexos,ao mesmo tempo que necessitamos de coisas tão simples para ser felizes.E é por tudo isso que a raça humana é tão plural, também pela capacidade de adaptação sempre.E fico até satisfeita com esses poucos 10% de massa cinzenta e conseguirmos fazer tanta coisas, ainda que muitas delas tão ruins.Pois são esses 10% que nos faz ser como ouro de tolo olhamos uma situação estudamos nossas limitações e ao peço que as esquecemos somos mais do que acreditaríamos que podíamos ser.E esse jogo de se descobrir e se melhorar sempre é o que faz a evolução ser permanente.Em pensar que para muitos essa evolução parece estar indo na direção contrária, aparentemente uma 'involução' social mas será que isso existe mesmo?

Raul já dizia que ser humano é:'É você olhar no espelho e se sentir um grandessíssimo idiota. Saber que é humano, ridículo, limitado, que só usa dez por cento de sua cabeça animal.'
Somos tudo isso de fato...ou não.

Por mim.

Para Blorkutando.
Tema: "Ser Humano"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Futuro não só meu, não só seu.


Filhos da pátria.

'Nascido em berço esplêndido, embalados por um brado retumbante .Ou não.
Muitos não vivem de um sonho intenso, ou vivem só disso.
Por saberem que nem o amor nem a esperança tem descido muito por aqui.
A natureza não deve ser tão grande assim, pois o futuro não espelha tal grandeza.
Contudo a terra de todos esses filhos é adorada.
Esses sorrisos inocentes e puros desejam mesmo que de amor eterno seja símbolo,Brasil.
E a justiça tem se erguido diante do sofrimento de seus filhos?
E, mesmo sim, um filho teu não foge a luta.
Mas será nessa pátria que queres criar seu filho?
Essa inocência só pede atenção, cuidado e carinho.
Acho que esqueceram que não é só de céu límpido, formoso e já nem tão risonho assim, que se vive.
Cadê sua beleza e força, para cuidar dos seus mais recentes filhos?
Cadê a pátria desses novos pais que nem apoio lhes dão?
Cadê o respeito de um filho para com seu pai e orgulho do seu país?
Essa inocência e simplicidade infantil,muitas vezes acaba.
Pior são esses novos pais que muitas vezes nem queriam ser,e por tal fato roubam toda a beleza da infância.
E o que deveria ser uma criança feliz passa a se transformar em criança-problema ou mais uma vítima de descaso político ou violência infantil.
De gentileza essa 'terra-mãe' não tem quase nada ainda mais para os filhos deste solo.
Assim fica difícil manter uma criança sincera no seu modo infantil de ser, com pais perdidos e uma pátria que é mãe só no Hino.
Mas mesmo nesse turbilhão de problemas esses sorrisos ainda inspiram esperança e apelam para que um dia concretizemos com plena certeza e satisfação:
Paz no futuro e glória no passado.'

Pois é.
Isso tudo por um futuro que não é só meu,nem só seu mas sim de todos.E será culpa nossa ficarmos calados ao ver uma criança sofrer ou não aprendermos nada ao ver uma criança sorrir.É dessa verdade que ainda precisamos.Sempre acreditei que lágrimas de criança faz um ser mágico morrer aos poucos assim como um sorriso traz vida a toda a sua volta.Esquecermos dela, esquecermos de nós que seremos sempre crianças, é burrice.Acreditar-se adulto mas nunca seremos é ai que mostramos infantilidade.Nunca teremos o futuro nas mãos, mas sempre teremos maneiras de concretizá-lo.Os erros então sempre infantis, mas hoje defino adulto como criança com mais experiência.E acredito fielmente que enquanto não machucarmos o viver de uma criança, ela será sempre um dos seres mais puros e verdadeiros, sendo assim será sempre um fonte de vida límpida e intensa.E é por isso que
eu fico com a pureza da resposta das crianças*!
Ambos por mim.


Para: Bloínquês.
Tema:Essa última foto como fonte de inspiração.
*Trecho da música:O que é o que é-Gonzaguinha

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A conta de um conto sem muito encanto enquanto por aqui conto meus desencantos...

No espelho das lembranças ela via seu reinado sem rei nem rainha.Via uma guerreira escondida em algum lugar entre tantos medos, tanta personalidade e pouca coragem.É chato ver que não se é corajosa o bastante, mas sabe que tem a coragem rara aquela que não perde nunca vontade de viver e experimentar, mas necessita de coragem para dizer não, e assim dizer sim ao seu jeito de ser respeitando antes de tudo a si mesma. Mas independente de tudo aquele espelho mostra verdades boas que ela se orgulhava e verdades ruins que não esquecera nunca,desde o espelho comum se quebrou.
Quebrou pois não aguentou os pedidos insistentes e apelativos, pedidos que ela queria que fossem atendido por Deus mas acreditava que falando ali para si mesma refletida num azarento espelho, mudaria alguma coisa.Pois é não mudou, e os cacos ficaram no chão até que ela se cortou e sentiu na pele o quanto é ruim a insatisfação com o que se tem, a mão não alcançava os desejos mais distantes e mais ambiciosos, os pés não andavam na velocidadade que seu coração sonhava, os olhos não viam o que estava em volta, e a alma amava seu lugar simples e verdadeiro mas se esquecia disso constantemente.A dor do corte a fez desistir de sofrer, ela simplesmente desistiu de pensar nisso de gastar seu tempo e energia com isso.E desde então ela pensava quantas vezes fosse preciso, antes de se entregar a alguma pensamento idiota sobre si mesma ou sobre qualquer outra coisa.E desde então ela aprendeu na pele que a a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional.Ela fez de amores grandes sonhos e de sonhos grandes planos e assim ela traçará seu futuro.Com cicatrizes nos pés de um passado nem sempre bom, com o espelho das lembranças sempre mostrando o que quanto se foi forte e também feliz mesmo com uns cacos pelos chão.Com uma coragem florescendo e sede pro viver ela vai seguir, vai continuar uma trilha nova todos os dias e aliás hoje ela tem o amor nas mãos e ao lado para caminhar junto.E aqueles tempos de vidros estilhaçados não voltarão mais agora é temporada das flores ,ela diria, e sabe que agora mais do que nunca que é feita de cor e luz.E ela vai iluminar e colorir tudo que encontrar, podes crer que ela vai sim!

Por mim!

Para:Blogueando.
Tema: A sua vida em um conto.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

El miedo.

Tinha fogo nos pés que a fazia correr o mundo todo.
Tinha sonhos no coração que a faziam acreditar.
Tinha planos em mente que a faziam continuar.
Tinha liberdade na alma que a fazia feliz em qualquer lugar.
Tinha o medo nas mãos.

Medo.

Medo não combinava com ela.
O medo não deixava ela ser nada daquilo.
Aquilo era a essência, e ela ,hoje, é o medo.

É...medo.

Para ela o mundo estava distante de si.
Para ela viver era apenas existir e sonhar o que gostaria de estar vivendo.
No diário tinha escrito apenas:
Os dias passam devagar.
E passam mesmo,quando fica-se parada vendo os outros viverem.

Ainda aos 21,era só medo.
E em sua, agora, agenda continua aquela frase.
Pois é parece que o tempo parou por aqui.
Mas hoje ela sabe onde se libertar.
Em algum lugar da alma ela descobriu,
mas alguma coisa desse mundo ainda a faz hesitar.

Medo.

Por mim.

Leia ouvindo: Medo/miedo-Lenine & Julieta Venegas.

Para: Bloínquês.
Tema:os dias passam devagar.

E a sorte já foi lançada a muito tempo.\o/
(yn)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ventando palavras, assoprando versos, chovendo poesias.



-->O ato de escrever não vem só da idéia, nem da inspiração, nem da necessidade.É algo tão maior que quando paro pra ver eu já escrevi, já desabafei, já chorei ou já sorri .E eu percebi isso quando tinha uns 13/14 anos e estava estudando para matemática e quanto mais eu estudava mais o tempo se arrastava.Quando fui me dar conta eu tinha escrito na folha de exercícios uma letra de música, já que minutos antes de ir estudar eu cantarolava Eu e você-Offline,o ritmo da letra que eu tinha escrito começava tão parecido e foi tão espontâneo que eu nem acreditei que era eu!Depois desse dia eu não consegui mais saber o que era eu, e o que eram minhas palavras.E quanto mais eu tentava fugir, pensar em outra coisa mais as letrinhas me seguiam seja em plena aula de história ou química.Não importava hora nem lugar elas simplesmente vinham.E enquanto eu não as colocasse num papel elas não paravam de vir na minha cabeça e eu me sentia uma mãe que não dá atenção a suas crias.E toda vez que eu paro pra pensar na força das palavras é algo tão surreal!Pessoas que muitas vezes nem tem alto nível de escolaridade mas tem a poesia como companheira fiel.Essa autonomia tem um poder tão grande que mesmo desnorteada eu sabia que elas tinham uma marca minha.Marca essa que antes eu nunca tinha visto, mas as palavras elas sabiam, sempre souberam e nunca me contaram como até hoje não sei, só sei que elas sabem.Aliás são tão espertas que esperaram um certo tempo de maturidade minha para aparecerem, de forma informal e incisiva!E isso delas saberem essa marca, essa essência, só fica nítido por que apesar de serem tão diferentes, aparecerem em situações diferentes e por razões diferentes elas tem algo que as unem, algo que as fazem ser eu.Ainda que eu nunca tivesse percebido antes!Confesso que já tive medo do que elas são capazes de fazer sobre mim, afinal tenho tanta atração por escrever, cantar , atuar, tudo referente a qualquer forma de arte!E justamente para mim a arte é a linguagem universal.Isso só me mostra que minha autoria quase não importa e elas saem por ai sem destino nem direção,e já foi tá feito.E ai o que faço agora com essas tantas palavras que querem sair por ai encantar ou desencantar pessoas?A crise de identidade começa quando o poder sobre mim termina e se torna simplesmente palavras!Sinceramente não sei quem sou mas consigo passar horas escrevendo sobre mim,e no final desses tantos minutos e ainda me perguntaria: quem sou,sou eu ou essas palavras querendo sair por ai?
Por mim mesma!

-->
"Tenho medo de escrever.É tão perigoso.Quem tentou, sabe.Perigo de mexer no que está oculto - e o mundo não está à tona,está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar.Para escrever tenho que me colocar no vazio.Nesse vazio terrivelmente perigoso:dele arranco sangue.Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras: as palavra que digo escondem outras - quais? talvez as diga.Escrever é uma pedra lançada no poço fundo."
-->
"As palavras me antecedem e ultrapassam, elas me tentam e me modificam, e se não tomo cuidado será tarde demais: as coisas serão ditas sem eu as ter dito."
Ambos por Clarice Lispector.


Viu só!?Clarice me entenderia!; )

=)

Para: Bloínquês.
Tema:As palavras podem sair por aí,sem detino nem direção.

E a sorte está lançada again.(yn)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Até onde se pode ser humano?

Que errar é humano todo mundo sabe,ou pelo menos finge que sabe até que a vida faça você duvidar disso.O erro faz a gente se decepcionar e, acredite,a decepção faz muito pela gente.Pois é ela que nos faz sair do comodismo, das limitações de um ser humano para queremos sempre potencializar o nosso melhor.
Mas já reparou o quão difícil é para nós aceitarmos nossos erros, e ainda por cima, acertá-lo depois?
E o quanto é fácil apontar o erro do outro sem nem pensar em compreender?
E a facilidade como nos esquecemos que médicos, pais, e qualquer pessoa admirável são também seres humanos?Pois é difícil, ?
Um erro médico custa uma vida, mas ele é humano certo?
E então até onde vai nosso senso humanitário?
Eles não estão brincando com vidas, pelo contrário, os médicos de verdade, claro, estão sempre cuidando de nós.E dando ao máximo do seu conhecimento e energia para nos ajudarem de alguma forma.Mas se sai de forma inesperada e por falha do próprio esquecemos na hora o quanto ele fez por nós e o quanto ele era O médico.Exato um erro pode transformar O médio, num assassino.Quando na realidade deveria ser apenas um homem na sua condição fiel de ser humano.
Quanto ao resto de todos as pessoas admiráveis, é tão frustrante descobrir seus erros e quando isso nos deveria fazer sentir mais próximos, isso apenas nos desaponta.E se pararmos pra refletir nos desapontamos com expectativas que nós criamos, e ainda insistimos em delimitar o erro do outro.Só aceitamos os erros que permitimos que o outro erre.E sinceramente não existe isso, os erros são ilimitados e amórficos seria infantilidade e egoísmo nosso querer moldar os erros de alguém, principalmente os nossos.
Sabe qual é o pior de tudo isso?Debateremos, entenderemos,e ainda sim erraremos e algumas vezes continuaremos a resistir em perdoar.Erros esses que devem nos impulsionar a ser uma nova pessoa.Pessoa essa que aprende com os erros e se perdoe sempre, afinal somos humanos ou não?'

Para: Blorkutando!
=))

E a sorte está lançada.(yn)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Teatro dos vampiros

'Nesses dias tão estranhos fica poeira se escondendo pelos cantos.
Esse é o nosso mundo o que é de mais nunca é o bastante.

A primeira vez, sempre a última chance.

Ninguém vê onde chegamos os assassinos estão livres,nós não estamos.'



Ressaltando: Nós NÃO estamos.

.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Beleza tem nome.


-Nossa como você é bonita.
-Aaaaaaah que nada!
-Queria ser nada assim também.
-Ah sabe qual o o segredo?Chama-se felicidade.Sabe felicidade é uma beleza diferente é bonita de maaais.
-Anotarei o seu segredo.
; )

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Fez som em meu silêncio.

Agora sim música para meus ouvidos.
Quanto as mentiras...Elas precisam de mim mais do que preciso delas agora.
Quer dizer eu não preciso, eu não quero.Quanto a elas que se danem.
Que seja...Só quero dançar .
Afinal tem música mais bonita do que aquela que expressa exatamente nossa essência?
Agradeço ao meu anjo protetor e protegido.
Sempre, sempre.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Refém do silêncio.



Ele a perguntou se ela sabia quanto valia seu silêncio.Ela porém não disse nada.Mas pensava consigo mesma, na verdade ela sabia sim.Sabia que seu silêncio podia custar a tranquilidade de sua mãe querendo saber o que está acontecendo,podia custar o conforto do seu pai de se sentir um pai em horário integral e não períodos curtos e superficiais.Sabia que podia custar a aproximação da família, podia custar a confiança do namorado.Ela sabia de tudo isso sim.Mas mesmo assim mantia o silêncio.Não por que não quisesse falar, mas talvez por que não conseguia sair daquele mundo intocável.Não queria se mostrar por saber que é mais boba do que pensam, mais estranha do que julgam e até menos interessante do que acham, pior poucos acham.E isso tudo aumentava quando a alma queria sair ,expandir florescer junta de todos.E também quando via nos olhos de suas riquezas a tristeza e agonia de quererem estar perto sem poder estar.Ela só queria que as pessoas fossem percebendo seus mistérios pelo ar,no vento que batesse, no sorriso contido,nas conversas pela metade.Na realidade não queria seus mistérios resolvidos e amostra, isso seria se expor de mais.Ela gostava de ser incógnita, mas odiava ser um ponto de interrogação no meio de uma página em branco, e era assim que se sentia.Ela sabia q era o puro contraste do extrovertido com o introvertido.E enquanto escreve percebe que sabe muito mais do que diz saber.Sabe também que quanto mais fala, menos se sente a vontade para falar, mas mesmo repugnando se sente tão melhor com isso.Adora uma conversa mas sempre ficava horas no seu silêncio, silêncio esse que ninguém podia participar nem chegar perto, se esse fora quebrado era motivo suficiente para se sentir interrompida e exposta, afinal não podiam perceber jamais que estava ali sozinha e calada, porque queria e muitos menos perceberem que não queria que a vissem assim.E os anos foram passando e as horas do silêncio tornaram-se minutos, tornaram-se amigos virtuais,afinal é mais fácil contar para quem não teremos que encarar todos os dias com olhar de reprovação ou simplesmente ter que encarar o fato de saberem quem você é,e quão estúpido se é pra cometer erros tão imbecis.Essas horas que tornaram minutos, e amigos virtuais, tornaram-se também dedicação incansável a escrita ao blog, ao post.Tonaram-se brigas com o namorado por parecer tão distante quando o que mais queria era estar ali presente mais do que carne,muito mais do que ele pudesse entender na hora,mas ela como ele também só queria estar ali.Daí vem a mentira.Mentira que encobre a vergonha de si mesma,mentir é feio ela sabe.Evita ao máximo, e pode-se dizer que ainda não sabe mentir não que ela treine mas quando mente sempre volta atrás.Ou procura esquecer pra não ter que lembrar do que queria ter esquecido e nem lembrar que pra tentar esquecer se fez mentirosa.Enfim, mentiu.Por uma coisa boba, pra ela.Mas mentiu, e o namorado não gostou, com razão,e depois do desentendimento se fez o silêncio de novo.Mas esse,esse silêncio não era mais dela.Esse era aquele que ela jamais pensara em experimentar.Era o silêncio que dava liberdade pra ele pensar o que quiser, e a trancava no mundo dela, só que agora se desmanchando afinal teria ela virado escrava da mentira?E isso a incomodava pois não queria isso, nunca quis e sabia que isso era praticamente mortal para seu amor.Mas ele sabia que essa mania de silêncio acabaria assim estragando tudo, mas mesmo assim a prometera ficar com ela até o fim.E isso a acalmava, pois já era ruim o bastante ela saber que é do tipo de gente que se esconde e se prende,e acaba afastando todos que querem seu bem,já era ruim de mais ter que aceitar que esse esconderijo pra se manter em pé teria que ser mantido a base de mentiras, já era ruim de mais saber que não merecia esse amor essa lealdade, com tudo isso e ainda ter que se ver com tanta realidade e se ver sozinha sem quem prometeu-lhe dedicação e ajuda até o fim, seria o fim pra ela.E o fim ela não queria, talvez o fim dela poderia até acontecer mas não o fim dos dois,o fim do 'nós' isso era inaceitável.Mas só de pensar que suas feridas seriam expostas até pensava em desistir.Mas ela sabia que o sentimento e o respeito que guardava no peito, sobre todos que amava todos que queriam seu bem e cuidavam dela, era maior e forte o suficiente pra admitir que era humana limitada apesar de esquecer seus limites, era forte pra ser humana de verdade e ter seus sonhos brilhando nos olhos, o infinito nas mãos, os verdadeiros no peito, a fé na alma, e na cabeça o respeito que se deve a si mesma e o orgulho de ser tão caleidoscópia que brilha de diversas formas e se apaga de diversas formas também.Mas o apagar era questão de tempo para descobrir como se desfaz.E aí era só sorrir para aqueles que tem a verdade dela nos olhos e no sorriso,aí era só sentir que apesar de muitas vezes estar errada e receber um olhar de reprovação terá sempre respeito e admiração de muitos.Aí ela se lembraria que a humana limitada, não tinha mas o limite do silêncio e que queria que os caminhos para seu coração e mente descobertos mas não apenas da sua própria boca mas sim a partir da sensibilidade de quem a ama e quer conhecê-la de verdade.Acho que esse era o problema, era se mostrar pra quem não entenderia e não perceberia o que ela de verdade é.E só seria descoberta por quem entrasse em seu silêncio sem quebrá-lo, mas que com a música e a poesia ativassem seu mundo de volta para os mortais.Então deixaria de ser interrogação para se tornar reticências,afinal quem se desfaz de um silêncio como esse sabe virar luz e som, tendo sempre uma história a mais a contar,um segredo a desvendar ou um sonho a seguir.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vida.

Pediram vida ao sol.
Pediram para que quando nasça traga muita vida, pura e simples vida.
Mas quando se deitasse trouxesse calmaria e paz.
Pediram respeito para com todos.
Que ninguém ficasse de fora desse pequeno grande mundo.
Pedirma luz para todos, e as crianças sorriram.
Pediram força aos fracos, e os fortes estenderam a mão.
Pediram saúde aos doentes, e os saudáveis alegraram as almas abatidas
Pediram sensibilidade aos céticos, e os trouzeram a arte.
Pediram reconciliação aos distantes, e os trouxeram o toque.
Pediram ajuda aos desamparados, e trouxeram a compaixão.
Pediram amor aos sozinhos, e trouxeram a família.
Pediram a perfeição do mundo, e os devolveram a natureza.
E mesmo assim disperdiçariam o maior bem,
e mesmo asism deixariam de viver para apenas existir.
Mas a semente se plantou e algumas terras darão belos frutos.
=)

Namastê.