sexta-feira, 10 de julho de 2009

O que ficou,daquilo que se foi.

De todos os perfumes, só aquele em mim ficou.
Essa brisa me bastava, afirmava meu amor.
Cada fim coomo um começo,
um eterno início de infindaveis fins.
Esse vento então passou e deixou o calafrio.
Vejo todos sentindo o mesmo, mas ninguém se assumindo.
Naqueles olhos tão felizes completos pelo amor.
Aquele mor tão infinito que por fim se acabou.
Não consigo ser insensível à carência em teus olhos.
Em mim quase precipício, afundo tudo à minha volta.
O mundo engole tudo que é fraco.
Mas na fraqueza momentânea, se desfaz e me refaço.
Esse vácuo pra mim contínuo, absorve cada pedaço
daquele começo sem fim,aparente fim sem começo.
E o olhar que me desfaz,
traz junto um recomeço.
04/04/09

quinta-feira, 2 de julho de 2009