quarta-feira, 22 de abril de 2009

Não deixo meus passos no chão?

Na poeira que espalho enquanto ando
se dispersa meus mais íntimos sentimentos.
Por não terem momentos pra se expressarem,
nem para de fato existir.
Me disseram uma vez que poeta não ama.
Perecbi quealgumas pessoas tem o dom de amar.
Outras simplesmente são amadas.
E algumas apenas enxergam o amor no externo,
assim como eu.
E é nesse rastro que deixo
que fica a minha esperança na vida,
na possibilidade de sentir mais do que sinto.
Pois muita das vezes a sensação vem de fora pra dentro.
Escrevo logo sinto.
Geralmente são conflitos que me fazem o contrário.
O processo não sei se importa,
pois não sei se me fará mais sensível ou mais fria.
Enquanto isso me despeço da saudade:
do que não vivi e
o que não senti.

"'You' see potential in all my flaws (ah)
And that's exactly what I need "


Não eu não amo,ainda.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Algum veneno antimonotonia




'E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia'

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Raíz.


'Nossas vidas são traçadas pelas mesmas linhas
que agrupam todas as outras.'
Enquanto me dispeço do tempo,
o tempo se apropria de mim.
É uma forma estranha de me dizer que estou viva,
é essa tal forma incomum que me faz perceber que
o que foi tem grande culpa em ser quem se é.
Desconhecer sua essência é o mesmo que negar tua história.
Quando se nega o passado,ele te atropela no futuro.
A vida quando cobrar não vai ser compreensiva e delicada,
muito menos ficar esperando uma nova postura sua.
Hoje em dia é fácil se vestir de idéias, assumir posturas.
e continuar sendo a mesma pessoa leviana de sempre.
Difícil é buscar a fundo, incorporar o que se pensa ser,
e tonar-se alguém, de fato.
Quando se perde a raíz,
você perde a razão, perde a identidade.
E passa a agir por impulso ou influência externa.
É como o vício, o exagero,a vulgaridade.
Quando se faz algo compulsivamente
você perde o motivo real pelo qual está a fazer.
Quando algo se tornar vulgar,
é por que perdeu a essência e já não tem mais valor.
Se desconhece sua 'origem' e seu ponto de chegada
estás susceptível a qualquer vento que bater.
Logo você não terá um lugar firme pra se regernarar
nem pra te lembra do que você é,
apesar de que se não se sabe o que é,
se não sente,então não se é nada,
e nada , de fato, te pertence.

'Uma árvore sem raíz, não fica em pé'