quarta-feira, 29 de março de 2017

O Carpe Diem que não pegou

A vida é um sopro. E a morte é das poucas certezas da vida- há quem diga que é a única. Ou seja, "carpe diem". Vivamos a vida intensamente! É o que dizem muitos muros e algumas peles por aí. Com o interromper de vidas tão jovens ultimamente, a reflexão sobre o valor da vida vem a tona. E aquela bandeira do "Carpe diem" geralmente é levantada como quem avistou a terra prometida. É a premissa de que "é melhor fazer tudo que quiser, pois não se sabe quando chegará sua hora". "Faça o que seu coração manda"- eles dizem. "Viva o hoje". Há um tanto de verdade isso tudo, mas acredito que há mais por trás do simples e provocador "faça o que quiseres". Carpe Diem, se mostra como uma filosofia de vida, para alguns, que justamente nos faz pensar no valor da vida e assim nos inquieta sobre o que temos feito dela. Porém, quando vemos os discursos revolucionários de internet, se questionando e se posicionando frente a fragilidade da vida o que vemos é apenas um incentivo a "realização de desejos".Mas, se a ideia é valorizar o dia de hoje, será que todos os desejos valem a pena?  Pois, para aproveitarmos o dia, ou a vida precisamos saber que impactos tem esse desfrute. Afinal, valorizar o dia de hoje, não é dizer que o amanhã não existe, mas reconhecer que o amanhã é incerto para nós.
Quando eu conheci o Carpe Diem, ele me fez pensar em como eu posso estar levando uma vida vazia de sentido e voltada apenas para coisas fúteis, dentre elas a preocupação em saciar muitos desejos. Não por que os desejos não são bons, mas por que muitos não trazem nada a além de um sorriso tão frágil quanto a própria vida. Eu nunca quis fragilidade, eu sempre quis ter experiências que eu pudesse chamar de minha, que me nutrissem de tal forma que se tornassem meu próprio corpo e existência. Começar a questionar o valor da vida, me fez pensar nos tipos de alegrias que eu queria ter na vida. Que prezes e desejos me fariam realmente felizes e me trouxessem paz para se houvesse o dia de manhã? A vida não é um martírio, não deve ser. Tampouco, é uma fábrica de desejos.
Quando sou colocada a encarar a fragilidade da vida de frente, olho no olho, o Carpe Diem sussurra em meus ouvidos "o que você tem plantado no seu dia?Que sementes você tem plantado agora para deixar a vida mais leve e ainda deixar frutos pros demais?" E olha que não é um sussurro de conforto não, é ácido, já entra em meus ouvidos desconstruindo o que vier pela frente. Carpe Diem não é sobre a finitude do hoje, é sobre a imprevisibilidade dele. Mas, o amanhã é certo, ainda que não seja para nós, mas para os outros. Por que o tempo é fluxo, não pára. Ainda que a gente pare no meio do caminho, o que temos feito de nossas vidas? Por que a morte não é apenas um ceifador de prazer e desejos, mas um ceifador de realizações na terra. No fim das contas o que fica são os frutos das atitudes que se teve, dos sentimentos que se sentiu e dos pensamentos que se pensou. O que vamos deixar de sementes na terra? Que impressões em nós vamos deixar da nossa vida na terra? Palavras boas ou ruins? Ações de egoísmo ou de compaixão? Penamentos maldosos ou de bondade? Com toda ruindade do mundo, o Amor ainda é mais forte.
Como curiosidade fui buscar o "primeiro" Carpe Diem, que veio com o poeta Horácio (65 a.c-8a.c) no Livro I de "Odes" que dizia: " “...carpe diem, quam minimum credula postero". Que seria como “...colha o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã”. Colha. Mas, o que podemos colher hoje senão as nossas próprias experiências que a vida nos ofereceu ontem? Entre a força da vida e a responsabilidade dos nossos próprios atos, como colher aquilo que não semeamos? Para colher é preciso semear. Semear ainda hoje! O céu que você acredita que existe, construa hoje. O bem que você acredita existir faça hoje. Seja hoje como gostaria de ser depois de algumas mudanças internas, alumas superações na caminhada. Colha hoje os frutos das suas melhores sementes. Uma mente leve por saber que tem semeado o seu melhor já é um boa colheita. Talvez esse olhar não seja tão "revolucionário" pra moda de hoje, mas nos ajuda a deixar melhores frutos por aí. Pois, o ceifador da vida não pára, mas o gerador dela também não. E tem muita gente pra vir ainda, muita vida há de ser vivida! Que mundo queremos viver hoje e que mundo queremos deixar pros que virão? Que nosso desejos mais frutíferos sejam vividos e colhidos hoje, gerando sementes e frutos todos os outros amanhãs. Carpe Diem!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

De luta e vitórias: 2017 já chegou.

Ao pensar na vida eu só conheço um caminho: vencer. E não é conversa motivacional de pessoa competitiva, não. Esse texto veio da digestão de muitas questões, muitos anseios e muitos desenganos que 2016 me trouxe. Mas, dentre tantos altos e baixos a gente precisa se apegar as nossas poucas certezas. De dentro do furacão, que eu amo diga-se de passagem, instintivamente procuramos o que consideramos mais forte para nos agarrarmos. São dois movimentos: o de buscar internamente aquela certeza que te passa fortaleza e segurança e se agarrar a ela. Depois de vivê-los, e ainda estar vivendo, eu consegui concatenar algumas ideias.
Às vezes o momento de maior vontade de desistir, ou de buscar outros rumos é na verdade a oportunidade que sempre se quis parar fazer diferente. Diferente no mesmo lugar, mas olhando o lugar e as possibilidades de maneira diferente. Quando se tem um desejo de mudança seja lá sobre o que for precisamos primeiramente sermos essa mudança, não somente para começarmos a mudar o mundo externo a partir do nosso interno como se ensina nas tradições orientais, mas também para nos fazer viver aquilo que acreditamos. Nossos sonhos são feitos de vida, somente vivendo eles dia após dia, nas miudezas e conquistas cotidianas que saberemos se eles nos levarão aonde achávamos que nos levariam ou se são apenas peças que nossa mente e os falsos desejos nos pregam. 
Um andorinha só não faz verão, mas pode com sua atitude e principalmente com seu desejo real de mudança  inspirar e convocar os demais para fazerem esse verão dar certo. Quando digo que só conheço o caminho da vitória é justamente por que se eu acredito que algo precisa mudar ou acontecer para ser melhorar eu só vou parar quando eu vir as coisas se transformando. Acredito que precisamos aprender a sonhar junto! Nós enquanto humanidade, enquanto componentes do planeta Terra precisamos reaprender a partilhar tudo, a dividir a água, o pão, as terras e os sonhos. 
Encontrar força no outro para seu sonho continuar crescendo e ir se materializando é uma forma de não se frustrar sozinho, por mais que nunca se esteja completamente sozinho. Quero dizer, que às vezes perdemos forças por falta de companhia. Às vezes estamos em grupo, seja em família, em casal, ou em qualquer outra relação, e estamos tanto tempo juntos, presos num cotidiano que parece aprisionar os sonhos e só nos lembra o quanto temos de dar conta de todas as falhas que foram sendo criadas no caminho. Quando na verdade, só precisávamos sentar juntos como uma família que busca compreender aquilo que os une e, então, começar a conversar como pessoas que se querem bem e querem o bem da unidade. Sem farsas e apesar das dores vividas ao longo do tempo de convivência.   A companhia para se sonhar junto e fazer o sonho tornar-se realidade precisa ser honesta, de coração para coração. E todo cuidado é pouco quando se fala em partilhar o que há de mais íntimo em nós, buscar alguém para construir um sonho é buscar pelo brilho no olhar quando falam sobre os princípios  os quais você acredita. Se reconhece o outro pelos olhos que brilham, pelo coração que fala e pelas mãos que agem. Dividir sonhos não é para sonhadores de travesseiro é para os corações inquietos. Pois, a inquietude tem em si movimento para mudar o mundo, transformar a si mesmo e realizar sonhos.
Se os sonhos, como tudo que é vivo no mundo, se alimenta de vida, quanto mais sonhadores você encontrar para compartilhar, acreditar e desejar realizar o sonho, mais ele se alimenta e se fortalece. Mas, é claro que a força não parte dele em si, mas sim de quem acredita e está disposto a vivê-lo, ou seja, vem de todos nós juntos. Contudo, essa não é, ainda, uma convocação universal para a salvação do mundo, mas uma convocação para a unidade em prol de um bem maior. 
Se a força vem das pessoas, daquelas que desejam mudança, daquelas que têm seus sonhos, é indispensável que nessa vida se tenha coragem! Há que se perguntar: o que eu estou fazendo aqui aonde estou, aqui nos lugares onde frequento e estabeleci relações humanas diversas de apego/amarosidade/trabalho. Há que se questionar por que eu ajo da maneira com a qual eu ajo. E há que se questionar também o que eu espero das pessoas e do mundo. E claro, o que eu tenho feito para o mundo ser como eu espero e o que tenho feito para as pessoas às quais gero expectativa possam se aproximar e se sentir bem perto de mim. Para então, deixarmos o coração agir.
Quando o tempo parece ser de desmoronamentos a coragem fala mais alto, tanto para quem fica para reconstruir o que sobrou, tanto para quem vai construir em outro lugar. De cada passo dado não se volta atrás, o que se pode fazer é buscar um novo passo que possa levar a um outro rumo, mas para trás não se anda, assim como não se molha no mesmo rio duas vezes. O sentido da vida é pra frente, a cada segundo o passado fica para trás e nos coloca inevitavelmente a frente. Nossas células estão num ciclo constante de vida e morte assim como todo os seres vivente na Terra, meu corpo não é o mesmo de alguns anos atrás, e eu nem estou falando metaforicamente. Como então podemos imaginar repetições de erros ou acertos? Se concentrar no presente e nas pessoas que caminham ao seu lado é o que nos dá a chance de conquistarmos algo. As coisas não surgem do nada, a gente precisa sempre partir do que se tem, seja para reconstruir a partir do que sobrou ou para construir em outro lugar. A coragem está na atitude de enfrentar suas decisões e olhar seus companheiros nos olhos para saberem para aonde podem e querem ir juntos.
Não é tempo de conversa de canto e olhares fugidos, precisamos das palavras às claras sem sombras, sem medos e olhares vivos pulsando vida e Verdade. "A verdade pode aliviar o presente, mas compromete o futuro" disse algum pensador na internet e é verdade. Quem pensa no futuro e quer construir algo duradouro tem de ser amigo e amante da verdade, ela ilumina o escuro para os passos serem dados com mais clareza e aconchego, afinal a Verdade é como a luz que ilumina e aquece. Ou aprendemos a unir os sonhos e a sonhar junto, ou perdemos tudo. Cada andorinha puxando o verão pro seu lado, não há sol que aguente.
Algumas teimosias são para serem respeitadas, a fé de que as coisas podem ser melhores é uma delas. E enquanto há fé e desejo não há por que parar. Quanto a isso, tenho um teimoso inspirador que canta que "disseram que vença o melhor, boa frase me identifiquei". Precisamos ser melhores, ter coragem e acreditar que tem gente por aí sonhando o mesmo sonhos, querendo as mesmas mudanças e podem nem estar tão longe assim. Esse ano veio para abrir os olhos, os ouvidos e inflamar o coração: pra frente que se anda. E quando se anda junto, vale por dois. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Os olhos que me olham


Os olhos mais lindos que já me olharam são meus.
Não por que me pertencem,
mas por que eu pertenço a eles.

Os olhos que me olham tem luz, tem vida, tem amor.
São lindos, sim.
Mostram o que há de mais bonito da alma que o dá cor.

Os olhos que me olham traz paz, traz mar, traz lar.
Castanho claro, da cor das ondas.
Castanho claro, com a força do sol.

Os olhos que me olham me navegam e iluminam.
Aquecem solarmente,
e me embalam em maresia.

Os olhos que me olham são coroados de luz incandescente,
mas são protegidos pelo manto azul das águas salgadas.
me acolhe no peito, me aconchega o coração.

Os olhos que me olham também me cuidam, também me rezam,
também me encorajam.
Até me vêem, bem aqui dentro onde nem é tão iluminado assim para se ver.

Os olhos que me olham me ajudam a me ver melhor.
Vêem a parte mais bonita,
e refletem a mais feia para que eu possa sempre me ver melhor.

Os olhos que me olham sorriem e choram.
Que possam me olhar sempre, tanto quanto eu os olho.
Como são lindos os olhos que me olham.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Quem tem medo da Verdade?

Eu olho ao meu redor e tem gente que pensa ser a verdade encarnada. Vejo egos doídos querendo se manifestar de um jeito ou de outro, daí jogam suas "verdades" em cima dos outros que muita das vezes não queriam nem saber, ou até mesmo já sabiam mas enxergam de um outro jeito. Mas, são tantos rostos, tantos sentimentos e pensamentos que circulam e brotam do mais íntimo do nosso e ser e das partes mais expostas também. Junto a esses rostos, são tantas experiências vividas nessa vida e quem, crê,  dirá que em outras vidas também. Com tantos aspectos a conhecer, como posso afirmar "saber a verdade"? Quem sabe "a verdade"? Às vezes essa pergunta é respondida em situações palpáveis e concretas como ver alguém bebendo água e saber que a água foi bebida por tal pessoa. Mas, nem sempre é assim.
Arrisco dizer que a realidade que vivemos é minimamente feita dessas "situações palpáveis", a maior parte dela é feita das situações mais sutis, subjetivas e que infelizmente não participamos de sua criação ao menos não temos essas consciência agora. Já chegamos ao mundo com uma história social, cultural, econômica pré estabelecida, ainda quem é constante criação (que tem parecido mais um "fazer mais do mesmo", mas isso e outra história). O que quero ressaltar é como já chegamos num mundo de histórias vividas e viventes numa realidade paralela ou entrelaçada a nossa.  
O contexto familiar, por exemplo, é algo extremamente difícil de se avaliar. Como posso saber da relação da minha mãe com meu avô, se eu mesma com essa consciência que tenho agora não estava lá desde o início para ver e acompanhar a relação deles? E mesmo, sem poder afirmar, essa relação reflete na minha relação familiar hoje, não somente com meu avô, mas com todo o resto. Pois a memória que se constrói de uma vida, seja individual ou de um grupo, é feita dessas relações. Nossa memória é feita das relações que vivemos, e das que ouvimos terem sido vividas. E em algum momento de nossas vidas equivocadamente colocamos essas memórias como a própria Verdade. E nós não estávamos lá para saber grande parte do que aconteceu e gerou tudo que acontece agora.
O que quero dizer com tudo isso é: Como saber a Verdade de "um fato" se ele tem tantas pessoas e relações envolvidas que não presenciamos? E digo mais, há tanto na história de vida das pessoas mais íntimas nossas que não sabemos, como podemos afirmar algo sobre aqueles que conhecemos a alguns anos? Com quem tínhamos intimidade e confiança frágeis? 
Eu sinceramente me pergunto: que verdade é essa jogada aos quatro ventos sem cuidado consigo nem com o outro? Para mim, a Verdade tem força e poder. Mas, por ser tão singular é tão difícil de ser verdadeiramente acessada e conhecida. O que ouço, vejo, sonho, são fragmentos de histórias, de experiências, de vida. Acredito até que possam conter a Verdade, mas eu não tenho tamanha lucidez para reconhecê-la em sua plenitude, posso apenas ter um contato singular com ela. A verdade da atualidade me parece um tanto quanto frágil e esburacada. Faltam pedaços daquilo que não se sabe. Falta o desconhecido que não se viveu, que não se quis saber. Falta aquilo que simplesmente se ignorou, que não se pôde acessar. E nós não temos capacidade de dar conta de conhecer tudo do outro, de um relação, do que quer que seja. TUDO ainda é demais para nós, ao menos para mim que sou uma reles prisioneira dese corpo perecível. Diante do fato do desconhecido ser parte da verdade atual, arrisco novamente ao dizer que a Verdade é algo para os humildes. A Verdade é para aqueles que reconhecem sua ignorância, seu desconhecimentos de todas as peças do jogo. Até por que se fossemos verdadeiramente conhecedores, não estaríamos por aí "ameaçando outros com verdades", mas quem sabe estaríamos dispostos a trocar aprendizados a partir da Verdade conhecida. 

Com tudo isso, fiquei martelando uma corrente que passou no Facebook que pedia para escrever sobre algum conselho baseado no que aprendi nesse ano de 2016. Se tem uma coisa que eu aprendi foi sobre a Verdade. Aprendi que cada dia é UM dia: específico, frágil e potente ao mesmo tempo. Não duvide, não subestime. E mesmo no nosso atual estado de ignorância sobre a vida, o mundo e quem somos, nós podemos acessar a Verdade. Minha fé, me permite dizer que o que eu realmente aprendi esse ano e deixaria de conselho é: Confie na sua intuição, pois a Verdade nos chega pelo coração, e só diz respeito a nós mesmos. Cada um de nós tem uma Verdade a conhecer, pois cada um tem sua vida e seu caminho a percorrer, embora todos eles nos leve a um mesmo fim longínquo: a Verdade que esquenta nosso coração só diz respeito a nós mesmos.
Confie na sua intuição, mas purifique seus sentidos, harmonize sua mente e seu coração para realmente conhecê-la e saber usá-la. Confie, seja corajoso. A Verdade não é para aqueles que querem macula-la soprando-a ao vento, mas sim para aqueles que saberão usá-la no seu próprio crescimento. 

Eu não tenho medo da Verdade, não mais. Agora sei que Ela vem no tempo certo e da maneira certa e mesmo assim não vem por completo, mas vêm sempre o necessário para se dar o próximo passo. Um dia, depois do outro.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O cabelo dançante

Meu cabelo dançava em seu rosto. 

Enquanto um silêncio apaixonante
e apaixonado nos inundava,
nossos sorrisos não se seguravam, 
nossos olhos não se desgrudavam
e meu cabelo dançava em teu rosto.

Você se desconcentra e bruscamente faz movimento.
“Que houve?”-digo.
"Nada, é que tinha um cabelo seu
dançando no meu rosto.”

Já era poesia antes de ser.

Quebrou o clima, o romance virou cotidiano.
O sorriso, riso.
E o amor virou mais amor.

Tudo por causa de um cabelo dançante,
Que se soltou, talvez, em tamanha liberdade
de querer te amar ainda mais de perto.
Talvez, fosse o calor e essa troca incansável dos fios.
Talvez eu fique careca.

Mas, o cabelo que dança na atmosfera do amor,
vira bailarino do tempo.
O vento, maestro e os corpos, palco.
O enredo é apaixonante, não duvidem.
O cabelo dançante, desgarrado e livre,
tem um espetáculo único, curto e espontâneo
de leveza e descontração.

Sempre bem-vindo na Companhia do Amor.